Unimed Volta Redonda elege nova diretoria executiva
Corpo administrativo ficará à frente da Cooperativa de 2022 a 2026

 

Na foto, a diretoria eleita. Da esq. para dir, Isis Lassarote, Vitório Moscon Puntel e Elaine de Fátima Nogueira

 

Da Redação

Durante Assembleia Geral Ordinária, realizada dia 31 de março, os cooperados da Unimed Volta Redonda elegeram, por aclamação, a nova Diretoria Executiva da Cooperativa para o mandato 2022 a 2026. Também foram eleitos, por votação, os membros dos conselhos de Administração, Fiscal e Técnico.  

A composição da diretoria eleita conta com o presidente, Vitório Moscon Puntel, médico, especialista em cirurgia torácica, com mestrado e doutorado pela UFRJ; a vice-presidente, Elaine de Fatima Nogueira, alergista; e a diretora, Isis Lassarote, clínica médica e endoscopista.  

Vitório participou da Fundação da Cooperativa em 1989. Entre 2002 e 2006 atuou como conselheiro fiscal, auditor médico e coordenador de auditoria médica na Unimed Volta Redonda. Em 2006 foi eleito diretor da Cooperativa, cargo que exerceu até 2014, quando assumiu a vice-presidência, permanecendo até março de 2022. É membro do conselho de administração, certificado pelo Instituto Brasileiro de Governança Corporativa- IBGC. Possui MBA em Executivo em Saúde pela Fundação Getúlio Vargas e formação no Programa de Desenvolvimento de Dirigentes da Fundação Dom Cabral (FDC). 

Elaine é médica cooperada desde 2010. Na Unimed Volta Redonda, participou de comissões eleitorais e foi conselheira Fiscal na gestão 2017, eleita como membro da Diretoria Executiva em 2018. Possui MBA em Gestão Empresarial pela Fundação Getúlio Vargas. Foi conselheira de administração da Cooperativa de 2018 a 2022, certificada pelo Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC). Em 2020 foi conselheira fiscal da Unimed Federação Rio.  

Cooperada desde 2008, Isis atuou como gerente médica do hospital de 2018 a 2022. Foi coordenadora da unidade de internação de 2015 a 2018 e mais recentemente e coordenou o serviço de Saúde Domiciliar. Durante quatro anos (2009-2013) foi diretora técnica do Hospital Municipal São João Batista. Possui formação no Programa de Desenvolvimento de Dirigentes da Fundação Dom Cabral (FDC), especialização em Gestão Hospitalar pela FioCruz e MBA em Inovação em Saúde pela Faculdade Unimed.  

Ao longo dos últimos 20 anos Vitório participou do dia a dia da Cooperativa e comenta os planos para o futuro.  

“Estou muito honrado e orgulhoso com esse novo desafio. Daremos continuidade à uma gestão transparente e ao trabalho de construção de competência e crescimento sustentável. Juntos, diretoria, cooperados e colaboradores, vamos continuar a escrever uma história de sucesso, unindo os dois fatores que considero primordiais para dar continuidade a todo o trabalho realizado até o momento: competência e experiência na gestão, aliado ao amor pela profissão de médico, nossa principal essência”, disse o presidente eleito.  

Durante a Assembleia também foi divulgada a prestação de contas e resultados da Cooperativa no exercício de 2021. A Unimed Volta Redonda encerrou o último ano com o resultado de R$ R$ 20.448.986 e patrimônio líquido de R$ 103.377.482. Já o faturamento teve um aumento de 18% e o capital social cresceu 13% em relação à 2020.

Atualmente, a Cooperativa conta com 468 médicos cooperados, mais de 68 mil clientes e mais de 2 mil colaboradores, movimentando a economia de toda região.  

“Entre nossas propostas, vamos ampliar os investimentos em inovação e expansão dos serviços próprios, desenvolver parcerias estratégicas para novos negócios e investir em ações de desenvolvimento, ambiente de trabalho e bem-estar para os cooperados. Todas essas ações colaboram com a sustentação e o crescimento da nossa Unimed, confirmam nossa posição de referência no mercado, que está cada vez mais complexo, tecnológico e competitivo, e reafirmam nosso propósito primordial que é cuidar das pessoas com o nosso Jeito Unimed de Cuidar”, pontuou Vitório. 

 

Conselho de Administração  

O Conselho de Administração assume agora um novo modelo de governança, que além de deliberativo, passa a ser fundamental no desenho da estratégia e apoio para que a diretoria continue executando a gestão dos negócios. O Conselho de Administração, é formado por: 

Dr. Vitório Moscon Puntel 

Dr. Luiz Paulo Tostes Coimbra 

Dra. Elizabeth Carolina Mathias de Araújo 

Dr. Christine Desireé Militão Guedes 

Dr. Evandro de Moraes e Silva 

Dr. Vandréa Livia de Souza Ferreira 

Dr. Clayton Lagoa Bellei 

14 cursos livres e gratuitos para turbinar o seu currículo
FECAP oferece oportunidades em diversas áreas, com direito a certificado

 

Da Agência Brasil

A Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (FECAP), uma das mais tradicionais instituições de ensino superior do Brasil, oferece 14 cursos on-line, totalmente gratuitos, com carga horária total de 3 a 30 horas. Para participar, basta acessar o site, realizar a inscrição e começar a estudar.

As oportunidades são para diversas áreas, como Gestão, Finanças, Soft Sills e Educação. Os cursos são voltados a profissionais que querem se especializar ou adicionar conhecimento à sua formação acadêmica. Os alunos que obtiverem nota mínima em uma prova, que também é realizada de forma on-line, podem emitir certificado de participação.

CONFIRA A LISTA DE OPORTUNIDADES:

Autogestão de Carreira

Entenda a importância de um projeto de carreira e como se motivar para isso. Como fazer a gestão da carreira individual e também da carreira organizacional. 

Carga horária: 6h

Inscrições e mais informações: aqui!

Básico de Técnica em Riscos Pessoais (VG/AP)

Destina-se aos profissionais de Corretoras, Assessorias e Seguradoras, que estejam ingressando na área técnica ou comercial de Vida. O curso possibilita a aquisição de conhecimentos conceituais sobre Riscos Pessoais. 

Carga Horária: 15h

Inscrições e mais informações: aqui!

Blended: Possibilidades para inovar o processo de Ensino-Aprendizagem

Voltado a gestores, professores e outros profissionais da área da educação interessados em conhecer conceitos e aplicações do ensino híbrido “Blended“. O curso possibilita conhecer os tipos de ensino híbrido, organizar um processo de ensino híbrido, objetos de aprendizagem que podem compor o ensino híbrido, além de conceitos e aspectos operacionais de um processo de ensino híbrido. 

Carga Horária: 8H

Inscrições e mais informações: aqui!

Comunicação Não Violenta

Entenda os comportamentos tóxicos e seus impactos sobre os profissionais, equipes e organizações. 

Carga horária: 8h

Inscrições e mais informações: aqui!

Demonstração do Fluxo de Caixa

Entenda como um fluxo de caixa e os demonstrativos que deles se originam são fundamentais para que um gestor possa avaliar corretamente o andamento dos seus negócios. 

Carga horária: 4h

Inscrições e mais informações: aqui!

Gestão de Pessoas para Proprietários de Empresas

Voltado para empresários, empreendedores ou profissionais que estão desenvolvendo seus planos de negócios, ou profissionais do alto escalão das empresas com potencial para transformar a gestão de pessoas. Os participantes desenvolverão um projeto de transformação de como uma empresa faz a gestão de pessoas. O curso é parte integrante da Pós-Graduação em Gestão de Negócios para Proprietários de Empresas e está sendo oferecido gratuitamente, com objetivo de ajudar transformar empresas. Metodologia inovadora de ensino, que tem conteúdo prático e vivencial para transformação de negócios. 

Carga horária: 30h

Inscrições e mais informações: aqui!

Inteligência Emocional na Formação dos Líderes

O objetivo é ensinar o que significa ser emocionalmente inteligente, relacionar a inteligência emocional com diferentes tipos de liderança, identificar os comportamentos de líderes de sucesso, dentre outros. 

Carga horária: 4h

Inscrições e mais informações: aqui!

Introdução ao Mercado de Ações

O mercado financeiro no Brasil passou por diversas mudanças importantes, e este curso introdutório ao Mercado de Capitais tem como principal meta eliminar as dúvidas que limitam o acesso de todos ao mercado de investimento em ações. 

Carga horária: 8h

Inscrições e mais informações: aqui!

Liderança de Pessoas na Prática

Aborda temas como as exigências do mercado atual para o exercício da liderança, as relações humanas que interferem na forma de gerenciar pessoas, o novo perfil do líder e os mais atualizados conceitos de liderança. 

Carga horária: 4h

Inscrições e mais informações: aqui!

Networking: Mitos e Verdades em Gestão de Carreiras

O curso esclarece as principais dúvidas em relação ao que é se relacionar de modo correto, tanto do ponto de vista pessoal como profissional, e a importância do networking. 

Carga horária: 3h

Inscrições e mais informações: aqui!

Resolução de Problemas e Tomadas de Decisão

Desenvolva o conhecimento em estratégia e métodos aplicados a resolução de problemas e ao processo decisório. 

Carga horária: 4h

Inscrições e mais informações: aqui!

Simples Nacional

O curso aborda temas sobre a Lei Complementar nº 123, de 2006, que estabelece normas gerais relativas às Microempresas e às Empresas de Pequeno Porte no âmbito dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios. 

Carga horária: 4h

Inscrições e mais informações: aqui!

Teletrabalho Emergencial em Época de Pandemia: a Solução Está em Casa

O curso discute o tema teletrabalho e suas relações e impactos no contexto de uma pandemia como Covid-19. Voltado para gestores de empresas e profissionais que tenham interesse em conhecer acerca dos aspectos gerais relacionados ao teletrabalho em tempos de pandemia.

Carga horária: 6h

Inscrições e mais informações: aqui!

Videoconferência: incentivo e boas práticas do uso das câmeras de vídeo

O curso discute algumas diferenças fundamentais entre o Ensino a Distância e o Ensino Remoto Emergencial, investigando por que alguns participantes não abrem suas câmeras durante as videoconferências, discutindo algumas medidas que podem motivá-los a abrirem as câmeras e consequentemente melhorar o processo de comunicação.

Carga Horária: 8 horas/aula

Inscrições e mais informações: aqui! 

Companhias mudam processos para humanizar as demissões
Preocupação está relacionada à preservação da marca empregadora e atração de talentos

 

Por Barbara Bigarelli, do Valor Econômico

 

As empresas gastaram tempo, esforços e recursos para melhorar a experiência de contratação, admissão e ingresso dos funcionários nos últimos anos, mas o processo de demissão e saída tradicionalmente é feito de forma protocolar. Esse olhar menos cuidadoso para a jornada de desligamento está mudando. “Falar de uma demissão mais humanizada e do ciclo de saída é um dos grandes temas de 2022, porque as empresas se deram conta que a forma como o funcionário é demitido ou deixa a companhia é importante para a reputação. Se a experiência for ruim, ele se torna detrator da marca e isso afasta a atração de talentos”, avalia Rafael Souto, CEO da consultoria Produtive.

Uma pesquisa da consultoria, feita com mais de 5 mil profissionais demitidos, indicou que para mais da metade o desligamento não foi bem conduzido. No LinkedIn, é fácil encontrar depoimentos de profissionais que passaram por um desligamento descrito como frio e desrespeitoso. “Há um ano, por meio de uma ligação de dois minutos e 33 segundos, fui informada do meu desligamento depois de oito anos de empresa. Estava no puerpério, com dois bebês. Retornei uma ligação perdida do chefe e fui informada que não precisa voltar”, afirmou uma coordenadora de marketing em um post que viralizou na semana passada. Ela conseguiu recolocação meses depois após a demissão, e disse ao Valor que é importante trazer o tema à tona, “porque os próprios comentários do post normalizaram essa situação”.

 

A pandemia jogou luz para o tema diante de processos de reestruturação, eliminação de vagas e da necessidade, com o isolamento, de promover demissões de forma remota. Conduzir esses processos de forma virtual e em massa rendeu manchetes. A demissão de 900 funcionários da empresa americana Better pelo Zoom foi considerada agressiva e desrespeitosa e o CEO Vishal Garg foi temporariamente afastado e precisou se explicar publicamente.

As consultorias de outplacement Produtive e Career Group viram um aumento de 30% nas demandas relacionadas a preparação de líderes para desligamento e programas de apoio para recolocação e transição de carreira em 2020 e 2021. Segundo Fabio Cassettari, sócio do Career Group, com a pandemia o foco de muitas empresas para uma demissão mais humanizada deixou ser direcionado apenas para altos executivos e passou a abranger outros perfis de profissionais. Foi o que ocorreu com a startup MaxMilhas.

Em abril de 2020, diante da crise no setor aéreo provocada pela pandemia, com 90% de voos cancelados, a empresa precisou desligar, de modo remoto, 167 funcionários, de todas as áreas e níveis. Luiza Rubio, diretora de gente e gestão, disse que aquele foi um dos momentos mais difíceis de sua carreira. “A empresa estava crescendo, estávamos contratando, e precisamos demitir 40% do time de uma hora para outra.”

Para conduzir o processo de forma humanizada, ela disse que o RH preparou um “script” para alinhar a comunicação com os demitidos, capacitou a liderança rapidamente e definiu que todos receberiam a notícia ao mesmo tempo, para não gerar a sensação de “eu serei o próximo?”. “Além disso, o Max [Oliveira, CEO e fundador] fez uma live com todos da empresa contextualizando, explicando que não era performance, era mercado, e dizendo que iríamos ajudar todos que estavam saindo.”

A empresa ofereceu extensão de plano de saúde para muitos, o RH se disponibilizou a revisar currículos, mas a maior ação, segundo Rubia, foi a criação de uma planilha com o nome, experiência e funções dos 167 desligados. “Pedimos autorização para compartilhar em grupos de RH, e essa lista começou a rodar entre startups, em empresas de outras áreas e, quatro meses depois, metade deles já estavam recolocados.”

Ao longo de 2021, a startup se recuperou e hoje emprega 430 profissionais. “Nosso turnover hoje está baixíssimo, em 1,8%”, diz a diretora. De aprendizado, Rubia afirma que ficou claro que faz diferença uma liderança que dá contexto, se posiciona de forma clara e aberta.

A advogada Lorena Lage, especialista em direito para startups do Lage & Oliveira Advogados, diz que a procura por aconselhamento jurídico para realizar um desembarque humanizado cresceu na pandemia. O tempo médio para um processo que começou com uma demissão mal resolvida dura de dois a seis anos, diz Lage, embora não seja somente o risco de passivo trabalhista que move o novo foco das empresas no desligamento. “As startups estão muito preocupadas em atrair talentos e em não gerar profissionais detratando sua marca, e mesmo as empresas tradicionais, que costumavam separar verba para ajuizamento de ações de passivo trabalhista, têm percebido que é ruim para a reputação”, diz.

“Falar de demissão humanizada passou a ser quase que obrigatório atualmente”, diz Sheila Ceglio, diretora de recursos humanos da Pfizer no Brasil. A empresa já possuía dois guias de orientação para demissões, um voltado a gestores e outro para profissionais, com informações práticas para consulta e leitura após a comunicação. Na pandemia, diante da necessidade de fazer o desembarque de modo virtual, os guias foram ajustados. “Como RH, buscamos preparar os líderes, trabalhar bem a mensagem do desligamento.”

Essa mensagem, segundo Ceglio, precisa ser passada com atenção e com empatia. “Antes da comunicação de um desligamento, buscamos garantir a conversa de alinhamento entre o gestor que efetuará a comunicação e o parceiro de recursos humanos.” No caso de eliminação de posição ou reestruturação, a empresa oferece um pacote adicional de desligamento, que é composto por um valor financeiro mais a extensão prolongada de plano médico.

A Ativy, grupo de tecnologia com sete startups e 360 funcionários, também estendeu o plano de saúde por três meses aos funcionários que precisou demitir durante a pandemia. Ter empatia e humanizar uma demissão significa também, segundo Danielli Ramos, Chief Happiness Officer da empresa, pensar no dia e data que o processo será realizado. “Não demitimos em retorno de férias ou às sextas-feiras e, sempre que possível, optamos por fazer isso de forma presencial.”

A empresa também faz um “bate-papo de despedida”, para passar um feedback ao funcionário e, no caso de demissão voluntária, entender os motivos que levaram o profissional a deixar a empresa. “Percebemos que era importante aguardar um tempo para realizar essa conversa, porque o profissional já assimilou sua saída e pode trazer informações com mais calma e clareza”, diz Ramos. A entrevista de desligamento passou a ser realizada dez dias após a saída. “Uma vez descobrimos que uma pessoa ficou chateada por um problema que teve com um cliente e aí o nosso CEO foi conversar com ela e pediu desculpas.”

Para padronizar processos de desembarque, capacitar a liderança para esse momento e trabalhar melhor a gestão de indicadores sobre saídas e retenção, a Suzano criou há cerca de um ano a “Jornada Marcar”. “Hoje, temos uma empresa que ajuda a cruzar as informações de saída-para entender pontos de liderança, cultura e retenção. Com esses dados, começamos a ter dados para alimentar outras jornadas do colaborador pois identificamos quais são as principais ‘dores’ da organização”, diz Argentino Oliveira, diretor de gente e gestão da companhia.

Até dezembro de 2021, 900 funcionários da fabricante de celulose, de todas as áreas de negócio, passaram pelo treinamento de “desembarque humanizado” na plataforma da Universidade Suzano. “A missão da jornada é ‘marcar’ o desembarque de maneira empática, transparente e justa, respeitando a individualidade e o momento de vida e de carreira de cada pessoa”, diz Oliveira. O executivo defende que é preciso dar o mesmo peso, em termos de investimento e cuidado, para a contratação, ingresso até o desligamento, e diz que tratar a saída de um funcionário não deve ser um tabu. “Faz parte da jornada de cada pessoa entrar, fazer suas contribuições, se desenvolver e, eventualmente, sair da companhia.”

Para Souto, da Produtive, esse olhar é crucial considerando que os ciclos de carreira estão mais curtos e as pessoas saem, mas também podem voltar. Nos Estados Unidos, repensar a experiência completa de saída ganha força porque a rotatividade de funcionários está aumentando. O tempo de permanência médio no emprego é de 4,1 anos e mais de 4 milhões de americanos pediram demissão em novembro, de acordo com o Bureau of Labor Statistics. Muitos jovens estão indo às redes sociais demonstrar sua insatisfação com o trabalho, as empresas ou o status de suas carreiras. Recentemente, no Tik Tok, vídeos com a hashtag #QuitMyJob (“eu me demito”) ganharam milhões de visualizações.

 

Projeto oferece formação profissional gratuita a jovens fluminenses
Inscrições online começam em março

 

Da Agência Brasil

A transmissão de live sobre a Declaração dos Direitos Humanos, seus direitos e deveres pelo canal da organização não governamental (ONG) Cinema Nosso no Youtube, na última semana, marcou o lançamento do Projeto Ginga – Inovar para Transformar.

Em sua primeira edição, o projeto visa à formação profissional online gratuita em audiovisual, games (jogos) e cultura digital para jovens de 18 a 29 anos dos municípios fluminenses de Itaboraí, Macaé e Duque de Caxias.

live teve como convidada a professora Ana Claudia Tavares, do Núcleo de Estudos de Políticas Públicas em Direitos Humanos e do Programa de Pós-Graduação em Políticas Públicas em Direitos Humanos, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

A coordenadora de projetos de juventude do Cinema Nosso, Gabriela Gonçalves, lembrou que a pandemia de covid-19 trouxe desafios na área de educação, para alcançar estudantes que, muitas vezes, não têm acesso a ferramentas tecnológicas adequadas. Para promover a transformação social, a ONG acredita que é necessário que a tecnologia e a cultura façam parte do processo de aprendizagem.

Inscrições

O processo de divulgação do projeto já começou. As inscrições online serão iniciadas em março e a seleção ocorrerá em abril. As formações começarão em maio.

A expectativa é atender a pelo menos 180 jovens dos três municípios, sendo 60 em cada formação. Serão oferecidas  tanto aulas ao vivo, quanto gravadas. “O projeto trabalha muito com formação técnica e vai desenvolver as competências profissionais dos jovens para atuar no mercado audiovisual e de novas tecnologias”, afirmou a coordenadora.

As formações estarão alinhadas também com os direitos humanos. Em breve, serão disponibilizados novos conteúdos sobre a relação entre direitos humanos e audiovisual e direitos humanos e games.

No site www.cinemanosso.org.br e em suas redes sociais, a ONG disponibiliza material gratuito para os jovens. O Cinema Nosso é uma instituição sociocultural que trabalha há 20 anos com juventude e adolescentes, “com o objetivo de democratizar os espaços de audiovisual, cinema, novas tecnologias e game. O projeto Ginga é destinado a formar mais jovens nessas áreas, principalmente de áreas periféricas”, destacou Gabriela.

Fundação

A instituição foi fundada em 2000 por sete jovens que perceberam, na época, que havia ausência de identidade no mercado audiovisual, a partir do filme Cidade de Deus. Atualmente, é um centro de inovação e tecnologia que oferece vários projetos para infância e juventude acompanhados, paralelamente, de projeto de vida ou carreira e de desenvolvimento socioemocional dos jovens.

Reconhecida como uma das maiores escolas populares de audiovisual da América Latina, com mais de 10 mil jovens formados em seus cursos, a instituição possui prêmios como o 11th China Internacional Children’s e o Itaú-Unicef.

O Projeto Ginga – Inovar para Transformar é patrocinado pela Petrobras, o governo fluminense, a Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, por meio da Lei de Incentivo à Cultura.