Ministério da Saúde declara emergência em saúde em território yanomami
Objetivo é combater crise sanitária que já matou mais de 500 crianças

Da Agência Brasil

O Ministério da Saúde declarou Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional para combate à desassistência sanitária dos povos que vivem no território indígena Yanomami, em Roraima. A portaria foi publicada na noite desta sexta-feira (20) em edição extra do Diário Oficial da União.

A pasta também instalou o Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública (COE – Yanomami), que estará sob responsabilidade da Secretaria de Saúde Indígena (SESAI), e anunciou o envio imediato de cestas básicas, insumos e medicamentos.

Entre outros, o comitê será o responsável por coordenar as medidas a serem empregadas durante o estado de emergência, incluindo a mobilização de recursos para o restabelecimento dos serviços de saúde e a articulação com os gestores estaduais e municipais do Sistema Único de Saúde.

Desde a última segunda-feira (16), equipes do Ministério da Saúde se encontram no território indígena Yanomami. A região tem mais de 30,4 mil habitantes. “O grupo se deparou com crianças e idosos em estado grave de saúde, com desnutrição grave, além de muitos casos de malária, infecção respiratória aguda (IRA) e outros agravos”, informou a pasta.

As equipes devem apresentar um levantamento completo sobre a crítica situação de saúde dos indígenas. A terra indígena Yanomami é a maior do país, em extensão territorial, e sofre com a invasão de garimpeiros. O povo da região vive uma crise sanitária que já resultou na morte de 570 crianças por desnutrição e causas evitáveis, nos últimos anos.

Levantamento feito pelo Ministério da Saúde registrou três óbitos de crianças indígenas nas comunidades Keta, Kuniama e Lajahu entre 24 e 27 de dezembro de 2022. No ano de 2022, foram registrados 11.530 casos confirmados de malária na terra Yanomami.

Neste sábado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ministros de Estado visitam Roraima, para ver de perto a situação dos indígenas. Também na noite de ontem (20), Lula institui o Comitê de Coordenação Nacional para Enfrentamento à Desassistência Sanitária das Populações em Território Yanomami. O objetivo do grupo é discutir as medidas a serem adotadas e auxiliar na articulação interpoderes e interfederativa.

Unimed Volta Redonda realiza 2 milhões de atendimentos em 2022
Cooperativa é a maior prestadora de serviços privados de saúde na região

 

Da Redação

A Unimed Volta Redonda encerrou mais um ano fazendo a diferença na vida das pessoas com o atendimento centrado no cliente, seguindo o Jeito Unimed de Cuidar: gentileza, respeito e competência, valores que evidenciam o seu propósito de cuidar da saúde e bem-estar das pessoas. Em 2022, a Cooperativa investiu mais de R$41 milhões em novos equipamentos e ampliação do portfólio de serviços hospitalares, inaugurando três novas unidades, a Radioterapia e PET-CT, a unidade de Diagnóstico por Imagem e o Centro Integrado de Nefrologia em parceria com o Grupo Nefroclínicas.

Com a expansão, os serviços da Unimed estão presentes nos principais bairros de Volta Redonda: Vila Santa Cecília, Aterrado, Retiro e Jardim Belvedere, além de suas unidades em Angra dos Reis e Paraty. Os números de atendimentos confirmam o impacto que a Cooperativa gera na vida das pessoas do Sul Fluminense. Somente em 2022, as unidades de Volta Redonda e Angra dos Reis do Hospital Unimed realizaram cerca de 2 milhões de atendimentos com mais de 19 mil cirurgias. Na unidade da Cidade do Aço, o número de atendimentos laboratoriais ultrapassa 1,5 milhões. Já o Centro Cuidar, unidade de Atenção à Saúde, registrou mais de 196 mil atendimentos e 59 mil consultas médicas e, o serviço de Saúde Domiciliar do hospital fechou o ano com mais de 76 mil atendimentos. Além disso, a Unimed Volta Redonda encerrou o ano com mais de 68 mil clientes.

“Sem dúvidas, o ano de 2022 foi desafiador para todo o mercado de saúde suplementar nacional, mas a Unimed Volta Redonda seguiu com investimentos que nos consolida cada vez mais como referência em serviços de saúde na região, prestando assistência de qualidade aos nossos clientes. Investimos não somente na expansão da nossa capacidade de atendimento, mas também em diferenciação com qualidade, segurança, investimento no desenvolvimento das pessoas, sem abrir mão do Jeito Unimed de Cuidar (JUC)”, destaca o presidente da Cooperativa, Vitório Moscon Puntel.

O hospital da cooperativa, pelo segundo ano consecutivo, integrou o ranking World’s Best Hospitals 2022 como um dos 100 melhores hospitais do Brasil, foi recertificado com a acreditação PALC (Programa de Acreditação de Laboratórios Clínicos), da Sociedade Brasileira de Patologia Clínica, que atesta a qualidade e segurança dos serviços, recebeu também a recertificação HIMSS 6 (Healthcare Information and Management Systems Society), que reconhece o hospital como digital em todos os seus processos ligados à assistência. Em 2022, a Equipe Multidisciplinar de Terapia Nutricional (EMTN) da unidade também foi reconhecida como a melhor do país pela Sociedade Brasileira de Nutrição Enteral e Parenteral (BRASPEN) e o hospital, que é o único da região Sul Fluminense a fazer Transplante de Medula Óssea (TMO), completou 10 anos do primeiro procedimento.

Diante de um ano significativo, o presidente da Unimed Volta Redonda agradece às pessoas que contribuem para o crescimento da cooperativa e comenta sobre os próximos passos:

“Para chegarmos até aqui contamos diariamente com o empenho dos nossos médicos cooperados e colaboradores na entrega do cuidado, seguindo o nosso propósito de cuidar da saúde e bem-estar. Agradeço a cada um deles pela dedicação e também, aos nossos mais de 68 mil clientes pela confiança. Ao longo dos anos, investimos em diferenciação para que os moradores não precisem se deslocar aos grandes centros para serem atendidos e, consequentemente, transformar Volta Redonda em um Vale da Saúde, ou seja, uma referência na prestação de serviços de saúde. Perseguindo esse objetivo, futuramente, pretendemos iniciar a realização de cirurgias robóticas e de transplantes de rim, córneas, tecido e fígado”, afirma.

 

Saúde recebe 50 mil doses de antiviral para tratamento contra covid
Primeiro lote de 50 mil doses já foi distribuído no ano passado

Da Agência Brasil

O Ministério da Saúde recebeu, ontem (19), o segundo lote com 50 mil doses de medicamento para o tratamento contra a covid-19. O antiviral produzido pela Pfizer é formado pelos comprimidos nirmatrelvir e ritonavir.

Segundo o Ministério da Saúde, a distribuição é feita após a solicitação dos estados e Distrito Federal. Os 50 mil antivirais do primeiro lote foram recebidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no ano passado e já foram distribuídos.

Esse é o primeiro tratamento incorporado ao SUS para pacientes com 18 anos de idade ou mais, com diagnóstico confirmado de covid-19, com sintomas leves a moderados, que têm alto risco de complicações pela doença (imunocomprometidos) e que não requerem oxigênio suplementar.

Para pacientes com 65 anos de idade ou mais, ele deve ser administrado em até 5 dias do início dos sintomas. A indicação do tratamento independe do status vacinal.

“O Ministério da Saúde reforça que o medicamento não previne a doença e a melhor forma de evitá-la é por meio da vacinação, inclusive com as doses de reforço. Procure a unidade de saúde mais próxima e complemente a imunização”, alertou a pasta.

Fiocruz estuda antiviral para combater a covid-19
Remédio inibiria replicação do vírus e frearia processo inflamatório

Da Agência Brasil

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em parceria com a empresa Microbiológica e o Centro de Inovação e Ensaios Pré-Clínicos (CIEnP), trabalha para desenvolver um antiviral de uso oral contra a covid-19. 

Pesquisa da fundação demonstrou que a substância, batizada de MB-905, foi purificada a partir da cinetina e demonstrou-se eficaz para inibir a replicação do vírus Sars-CoV-2 em linhagens de células humanas hepáticas e pulmonares, além de auxiliar a frear o processo inflamatório desencadeado pelo vírus.

A pesquisa foi publicada na revista científica Nature Communication, e o dossiê pré-clínico foi encaminhado para a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para que, a partir da aprovação do órgão, seja iniciada a primeira fase de ensaios clínicos.

O pesquisador Thiago Moreno, do Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde, um dos principais autores do estudo, disse que “a ideia é que a gente possa então cumprir todas as etapas necessárias para o desenvolvimento desse medicamento no Brasil, desde a fase de planejamento, síntese, caracterização química, caracterização de mecanismo de ação e os estudos pré-clínicos de segurança, tolerabilidade e eficácia. Nosso objetivo é que essa substância possa se tornar um antiviral inovador, desenvolvido no Brasil desde a sua concepção, visando a que a gente tenha mais independência nesse tipo de tecnologia que teria alto custo de importação para o [Sistema Único de Saúde] SUS”, explicou.

A substância MB-905 desorganiza o genoma do vírus e causa uma catástrofe na síntese de seu material genético (RNA), processo crucial para a replicação viral. Além de atuar como antiviral, a substância também conseguiu frear o processo inflamatório desencadeado pelo novo coronavírus, o que é fundamental para combater a covid-19 já que a doença também serve como gatilho de uma resposta inflamatória no organismo do paciente. Isso influenciou a pesquisa desde o ponto de partida.

“Ajustamos o nosso processo de identificação de substâncias a partir de algumas premissas: a substância precisava ser antiviral; precisava ser antiviral numa célula-alvo, como as células do trato respiratório; precisava funcionar como antiviral também em células do sistema imune, que o vírus consegue invadir e destruir, como os monócitos; e precisaria reduzir os níveis de marcadores inflamatórios associados com a infecção viral.”, explicou ThiagoMoreno.

“O que quero dizer é que eu não estou buscando um antiviral sozinho. Como a dexametasona, como uma aspirina, esse produto não consegue reduzir qualquer tipo de inflamação, mas somente uma inflamação seletiva induzida pelo vírus. A gente entende também que isso pode ajudar essa substância a ter potencialmente uma janela terapêutica um pouquinho mais ampla, por conseguir talvez reduzir tanto a fase antiviral quanto a fase inflamatória associada ao vírus”, afirmou.

Resultados

Os pesquisadores explicaram, que a covid-19 não será curada com um único medicamento. Segundo eles, será necessário administrar um coquetel de medicamentos para tratar os casos mais graves da doença e aqueles de maior risco, como os de pacientes com comorbidades. Com base no mecanismo de ação da MB-905, portanto, o grupo investigou que substâncias poderiam potencializar o efeito da cinetina.

O estudo também identifica vantagens do MB-905 em relação a outras substâncias cujo benefício clínico foi demonstrado em ensaios independentes. O remdesivir, por exemplo, é injetável, enquanto a cinetina será administrada como comprimido, possibilitando que o paciente receba o medicamento o mais precocemente possível.

Já em relação ao molnupiravir, o MB-905 obteve melhores resultados em testes de segurança. Como desorganiza o genoma viral sem interferir no da célula, a cinetina foi considerada segura.