Butantan libera 1,5 milhão de doses da Coronavac ao PNI
De 14 de julho até hoje foram entregues 7 milhões de doses da vacina

 

Da Agência Brasil

O Instituto Butantan entregou na manhã desta segunda-feira (26) mais 1,5 milhão de doses da vacina contra o SARS-CoV-2 ao Programa Nacional de Imunizações (PNI), do Ministério da Saúde.

Com a nova entrega, as liberações chegam à marca de 60,149 milhões de doses fornecidas ao Ministério da Saúde desde 17 de janeiro deste ano, quando o uso emergencial do imunizante foi aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

De acordo com dados do Instituto Butantan, desde o dia 14 de julho até hoje, foram entregues 7 milhões de doses da vacina. Essas novas entregas são referentes à produção de um novo lote de 10 milhões de doses processadas a partir dos 6 mil litros de ingrediente farmacêutico ativo (IFA), recebidos no dia 26 de junho.

As vacinas liberadas hoje fazem parte do segundo contrato firmado com o Ministério da Saúde, de 54 milhões de vacinas. O primeiro, de 46 milhões, foi concluído em 12 de maio. O Butantan trabalha para completar, até o fim de agosto, 100 milhões de doses disponibilizadas ao PNI.

A matéria-prima recebida em junho foi envasada no complexo fabril do Butantan, na zona oeste da cidade de São Paulo, e passou por etapas como embalagem, rotulagem e controle de qualidade das doses.

Na madrugada do último dia 13, o instituto recebeu carga recorde de 12 mil litros de matéria-prima para produzir e entregar outras 20 milhões de doses.

Hospital Unimed Volta Redonda realiza primeira cirurgia no Centro Oftalmológico
Paciente é uma senhora de 83 anos, que sofria de catarata

 

 

Da Redação

Maria Gomes Exposito, de 83 anos, sofreu de catarata nos dois olhos por cerca de cinco anos. A redução da visão chegou a 50% e atividades simples do dia a dia ficaram comprometidas. “Ela só via vultos, tropeçava e estava com insegurança. Não via nem mesmo o meu rosto. Decidimos fazer um plano de saúde para operá-la e a Unimed tem qualidade, é o melhor plano para o idoso que precisa de carinho e atenção”, lembrou Vanessa Exposito, filha de Maria.

A realidade de Maria não é isolada, a catarata corresponde a 51% dos casos de cegueira no mundo. Mas essa semana Maria ganhou uma nova perspectiva. Ela foi operada no Hospital Unimed Volta Redonda e se tornou o primeiro caso do recém-inaugurado Centro Cirúrgico Oftalmológico. Em cerca de 15 minutos de operação a paciente viu sua vida transformada. “Vou poder sair e arrumar uma cozinha. Eu quero passar alguns dias em Paraty”, animou-se logo depois da cirurgia.

A catarata é uma das doenças mais comuns entre a terceira idade. Se trata de uma opacidade ocular que provoca perda da visão de forma gradual. A cirurgia foi liderada pela equipe do oftalmologista Márcio Salgueiro e com suporte de anestesia do Jayber Godoy.

“A cirurgia realizada foi a facoemulsificação, uma técnica moderna, mais usada no mundo, onde substituímos o cristalino opacificado, que é a catarata, por uma lente artificial, por meio de uma microincisão de aproximadamente 2,0 milímetros, por isso raramente necessita de sutura. A recuperação visual é imediata, porém os cuidados no pós-operatório são fundamentais para o sucesso da cirurgia, por isso recomendamos evitar esforço físico por 30 dias, tempo em que a cicatrização se completa”, contou o oftalmologista que há quase três anos cuida da paciente.

Com um investimento de R$ 2 milhões, o Centro Cirúrgico Oftalmológico do Hospital Unimed Volta Redonda tem capacidade para procedimentos dos mais simples até os de alta complexidade. A estrutura possui 8 leitos e 1 sala cirúrgica dedicada à oftalmologia, recepção própria e farmácia satélite e um dos diferenciais é permitir a presença do acompanhante no leito antes e após o procedimento.

“Inauguramos um Centro Cirúrgico Oftalmológico moderno, com equipamentos de ponta, segurança para os nossos pacientes, além de oferecer o melhor corpo clínico da região. Nosso Hospital é referência no estado com investimentos contínuos para proporcionar atendimento de qualidade, e não poupamos esforços para trazer aos nossos clientes o que há de mais atual no mercado de saúde. Até o final do ano nosso Centro Cirúrgico Oftalmológico será ampliado e faremos também as cirurgias refrativas”, contou o Vitório Moscon Puntel, vice-presidente da Unimed Volta Redonda.

 

Shift investe R$ 2 milhões em healthtech focada em prevenção
Empresa quer acelerar a transformação digital no setor de saúde

 

A Techbalance, healthtech que desenvolve soluções para a prevenção, cuidado e acompanhamento de risco de quedas e lesões, acaba de se tornar parceira estratégica da Shift, empresa especializada em tecnologia para medicina diagnóstica e preventiva. O investimento inicial, na ordem de 2 milhões de reais, está associado ao recém-criado laboratório de inovação aberta da Shift e também à estratégia da companhia de acelerar a transformação digital no setor de saúde. Estão previstos novos investimentos ao longo dos próximos anos e o objetivo é também contribuir para a capilaridade da tecnologia desenvolvida e patenteada pela startup, fundada em 2017.

“Ao firmar essa parceria estratégica, estamos estimulando a prevenção e a longevidade ativa e endereçando a uma série de outros desafios que acometem o setor de saúde, o que não só vem ao encontro da missão da Shift, como faz todo sentido para os nossos clientes. Esse é um pilar importante para alcançarmos a medicina baseada em valor e colocar o paciente no centro do cuidado. Queremos cada vez mais criar meios para que os centros de diagnóstico tenham esse olhar mais amplo no que diz respeito ao cuidado do paciente. Estamos muito felizes e acreditamos na Techbalance e como juntos podemos ampliar as ações de promoção à saúde”, explica Marcelo Lorencin, CEO da Shift.

Juntas, as empresas irão atuar fortemente no objetivo de reafirmar o papel decisivo dos centros de diagnóstico na prevenção e promoção à saúde e a importância de ações como essa não só para a saúde, como para a sustentabilidade do sistema.

De acordo com Fabiana Almeida, fisioterapeuta e fundadora da TechBalance, a proposta da healthtech é realmente entregar valor para os parceiros e usuários, para causar um impacto na qualidade de vida das pessoas, evitando as consequências e transtornos que as quedas ocasionam. Segundo ela, 30% dos pacientes com mais de 60 anos, vão sofrer uma queda e vão precisar ser hospitalizados. O uso da tecnologia e a prevenção possibilitam diminuir de 25% a 50% a incidência desse tipo de ocorrência.

“A Techbalance e a Shift têm uma sinergia muito grande na abordagem de saúde que fazem. Ambas são focadas em tecnologia e experiência do usuário. A minha expectativa é que realmente possamos alcançar outro patamar a partir dessa parceria estratégica. Embora já tenhamos um produto forte, relacionamento e uma estrutura de treinamento bem estabelecida, precisamos agora escalar e disseminar cada vez mais essa solução, que tem um papel importante no setor de saúde, para o mercado todo”, ressalta.

Saúde amplia projeção de entrega de vacinas para agosto
Nova estimativa é que país receba 63,3 milhões de doses

 

Da Agência Brasil

O Ministério da Saúde anunciou nesta quarta-feira (21) que aumentou para 63,3 milhões a previsão de doses de vacinas contra covid-19 que devem ser entregues em agosto pelos laboratórios contratados. A previsão anterior era de 60,5 milhões de unidades.

Segundo a pasta, a nova projeção representa um aumento superior a 50% em relação a julho, quando o país deve receber 40,4 milhões de doses previstas.

Nesta quarta-feira, o ministério confirmou que recebeu do Instituto Butantan mais 1,5 milhão de doses da Coronavac. Os imunizantes serão incluídos no Programa Nacional de Imunização (PNI) e distribuídos para os estados e Distrito Federal.

Além das vacinas recebidas, o instituto aumentou a expectativa de entrega para o próximo mês de 15 milhões para 20 milhões de doses. A entrega de imunizantes da Pfizer também foi ampliada, passando de 32,5 milhões para 33,3 milhões.

Além dessas doses, o Brasil também vai contar com a entrega de 10 milhões de doses da AstraZeneca, produzidas pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

De acordo com a pasta, 164 milhões de doses de todas as vacinas contra a covid-19 que fazem parte do PNI foram distribuídas aos estados. Do total, foram aplicadas 126,6 milhões, sendo 91,4 milhões de primeira dose e 35,1 milhões de segunda dose e dose única.

Segundo o ministério, o número de pessoas que receberam a primeira dose representa mais da metade da população-alvo (57%) de 160 milhões de pessoas com mais de 18 anos no Brasil. Quem está com a imunização completa (2º dose ou dose única) representa 21,7% da população-alvo.

Por meio do vacinômetro do Ministério da Saúde, a população pode acompanhar o andamento da vacinação em todos os estados.