Shift investe R$ 2 milhões em healthtech focada em prevenção
Empresa quer acelerar a transformação digital no setor de saúde

 

A Techbalance, healthtech que desenvolve soluções para a prevenção, cuidado e acompanhamento de risco de quedas e lesões, acaba de se tornar parceira estratégica da Shift, empresa especializada em tecnologia para medicina diagnóstica e preventiva. O investimento inicial, na ordem de 2 milhões de reais, está associado ao recém-criado laboratório de inovação aberta da Shift e também à estratégia da companhia de acelerar a transformação digital no setor de saúde. Estão previstos novos investimentos ao longo dos próximos anos e o objetivo é também contribuir para a capilaridade da tecnologia desenvolvida e patenteada pela startup, fundada em 2017.

“Ao firmar essa parceria estratégica, estamos estimulando a prevenção e a longevidade ativa e endereçando a uma série de outros desafios que acometem o setor de saúde, o que não só vem ao encontro da missão da Shift, como faz todo sentido para os nossos clientes. Esse é um pilar importante para alcançarmos a medicina baseada em valor e colocar o paciente no centro do cuidado. Queremos cada vez mais criar meios para que os centros de diagnóstico tenham esse olhar mais amplo no que diz respeito ao cuidado do paciente. Estamos muito felizes e acreditamos na Techbalance e como juntos podemos ampliar as ações de promoção à saúde”, explica Marcelo Lorencin, CEO da Shift.

Juntas, as empresas irão atuar fortemente no objetivo de reafirmar o papel decisivo dos centros de diagnóstico na prevenção e promoção à saúde e a importância de ações como essa não só para a saúde, como para a sustentabilidade do sistema.

De acordo com Fabiana Almeida, fisioterapeuta e fundadora da TechBalance, a proposta da healthtech é realmente entregar valor para os parceiros e usuários, para causar um impacto na qualidade de vida das pessoas, evitando as consequências e transtornos que as quedas ocasionam. Segundo ela, 30% dos pacientes com mais de 60 anos, vão sofrer uma queda e vão precisar ser hospitalizados. O uso da tecnologia e a prevenção possibilitam diminuir de 25% a 50% a incidência desse tipo de ocorrência.

“A Techbalance e a Shift têm uma sinergia muito grande na abordagem de saúde que fazem. Ambas são focadas em tecnologia e experiência do usuário. A minha expectativa é que realmente possamos alcançar outro patamar a partir dessa parceria estratégica. Embora já tenhamos um produto forte, relacionamento e uma estrutura de treinamento bem estabelecida, precisamos agora escalar e disseminar cada vez mais essa solução, que tem um papel importante no setor de saúde, para o mercado todo”, ressalta.

Saúde amplia projeção de entrega de vacinas para agosto
Nova estimativa é que país receba 63,3 milhões de doses

 

Da Agência Brasil

O Ministério da Saúde anunciou nesta quarta-feira (21) que aumentou para 63,3 milhões a previsão de doses de vacinas contra covid-19 que devem ser entregues em agosto pelos laboratórios contratados. A previsão anterior era de 60,5 milhões de unidades.

Segundo a pasta, a nova projeção representa um aumento superior a 50% em relação a julho, quando o país deve receber 40,4 milhões de doses previstas.

Nesta quarta-feira, o ministério confirmou que recebeu do Instituto Butantan mais 1,5 milhão de doses da Coronavac. Os imunizantes serão incluídos no Programa Nacional de Imunização (PNI) e distribuídos para os estados e Distrito Federal.

Além das vacinas recebidas, o instituto aumentou a expectativa de entrega para o próximo mês de 15 milhões para 20 milhões de doses. A entrega de imunizantes da Pfizer também foi ampliada, passando de 32,5 milhões para 33,3 milhões.

Além dessas doses, o Brasil também vai contar com a entrega de 10 milhões de doses da AstraZeneca, produzidas pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

De acordo com a pasta, 164 milhões de doses de todas as vacinas contra a covid-19 que fazem parte do PNI foram distribuídas aos estados. Do total, foram aplicadas 126,6 milhões, sendo 91,4 milhões de primeira dose e 35,1 milhões de segunda dose e dose única.

Segundo o ministério, o número de pessoas que receberam a primeira dose representa mais da metade da população-alvo (57%) de 160 milhões de pessoas com mais de 18 anos no Brasil. Quem está com a imunização completa (2º dose ou dose única) representa 21,7% da população-alvo.

Por meio do vacinômetro do Ministério da Saúde, a população pode acompanhar o andamento da vacinação em todos os estados.

Rede D’Or faz parceria inédita com a Vale para gerir dois hospitais no Pará
Iniciativa atenderá a região onde se encontra o maior complexo da mineradora

 

O Hospital Yutaka Takeda será um dos beneficiados pela parceria

 

Do Estadão

A Rede D’Or São Luiz celebrou, por meio de sua afiliada Hospital Esperança, contrato de prestação de serviços com a Vale para a gestão e execução de ações e serviços de saúde no Hospital Yutaka Takeda, localizado na Cidade de Parauapebas, no Estado do Pará, e no Hospital Cinco de Outubro, localizado na Cidade de Canaã dos Carajás, no Estado do Pará, região onde se encontra o maior complexo minerador da história da Vale. Detalhes sobre valores e/ou troca de benefícios não foram informados.

Os hospitais, cujos imóveis são de propriedade da Vale, desenvolvem atividades ambulatoriais, pronto-socorro e médico-hospitalares para pacientes adultos e pediátricos. O contrato tem vigência de dez anos.

“Esse contrato inaugura um novo modelo de parceria entre uma autogestão e uma rede hospitalar com objetivo de aumentar a qualidade assistencial e trazer mais sustentabilidade ao setor, beneficiando toda a população atendida pela Vale na região de Carajás”, informou a empresa, em comunicado.

A operação engloba ainda a análise pelas partes de uma possível parceria na construção ou aquisição de uma unidade hospitalar para atendimentos médico-hospitalares de alta complexidade na Cidade de Parauapebas, no Estado do Pará.

China contraria plano da OMS de investigar origens do coronavírus no país
Vice-ministro chinês pede que a entidade trate o surgimento do vírus como 'questão científica, sem interferência política'

 

O vice-ministro da Comissão Nacional de Saúde chinesa, Zeng Yixin

 

Do Estadão

A China se opôs ao plano da Organização Mundial de Saúde (OMS) de realizar uma segunda fase da investigação sobre a origem do coronavírus, incluindo a hipótese de que ele poderia ter vazado de um laboratório chinês. A entidade recomendou este mês que sejam feitas auditorias de laboratórios e mercados na cidade de Wuhan, pedindo transparência das autoridades. O vice-ministro da Comissão Nacional de Saúde do país asiático, Zeng Yixin, disse nesta quinta-feira, 22, que a iniciativa “contraria o bom senso”.
“Não aceitaremos este plano de rastreamento, pois, em alguns aspectos, ele ignora o bom senso e desafia a ciência”, disse Yixin a repórteres. Ele acrescentou que ficou surpreso ao ler a sugestão da OMS pela primeira vez, já que consta a hipótese de uma violação de protocolos de laboratório por parte da China.
O chefe da OMS afirmou, no início de julho, que as investigações sobre as origens da pandemia estavam sendo dificultadas pela falta de informações sobre os primeiros dias de disseminação do vírus. Zeng reiterou a posição da China de que alguns dados não podem ser completamente compartilhados devido a questões de privacidade.
“Esperamos que a OMS analise seriamente as considerações e sugestões feitas por especialistas chineses e trate a origem da covid-19 como uma questão científica, sem interferência política”, disse o vice-ministro.
A busca pelas origens do vírus se tornou uma questão diplomática complicada, cujo efeito foi piorar as relações da China com os Estados Unidos e muitos de seus aliados. Os EUA e outros países dizem que o país asiático não foi transparente sobre o que aconteceu nos primeiros dias da pandemia. Já a China se defende dizendo que a questão está sendo politizada e deveria ser deixada para os cientistas.

Tedros Adhanom, diretor-geral da OMS, reconheceu na semana passada que é prematuro descartar uma possível ligação entre a pandemia e um vazamento de laboratório do governo chinês em Wuhan, a cidade onde a doença foi detectada pela primeira vez no fim de 2019. Ele disse esperar por uma melhor cooperação e acesso a dados, acrescentando que este foi um desafio para a equipe internacional de especialistas que viajou ao país este ano para investigar a causa do surto.

“Eu também fui técnico de laboratório, e acidentes acontecem”, disse Adhanom. Seu posicionamento foi apoiado pelo ministro da saúde da Alemanha, Jens Spahn, que pediu às autoridades chinesas que permitissem que a investigação continuasse.

Zeng disse que o laboratório de Wuhan não trabalha com vírus que infectem humanos diretamente. Ele observou que a equipe de especialistas coordenada pela OMS concluiu que um vazamento era altamente improvável.

No primeiro semestre, a equipe afirmou que o vírus provavelmente passou de animais para humanos, com especulações sobre sua origem focadas em morcegos, que por sua vez podem tê-lo transmitido para pangolins, tradicionalmente vendidos nos mercados chineses de alimentos.

Segundo Zeng, não são verdadeiros os relatos de que funcionários e alunos de pós-graduação do Instituto de Virologia de Wuhan contraíram o vírus e o transmitiram a outras pessoas. Ele reiterou que a China “sempre apoiou o rastreamento científico da doença” e deseja que isso se estenda a vários países e regiões em todo o mundo. “No entanto, nos opomos a politizar o trabalho de rastreamento”, finalizou.