Mutirão pela vacina
FBH oferece hospitais privados para auxiliar na vacinação

 

Morato ofereceu o apoio da rede privada hospitalar para agilizar a vacinação

A Federação Brasileira de Hospitais enviou um ofício ao Ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, oferecendo os hospitais privados para auxiliar na vacinação contra a Covid-19 em todo o território nacional. A proposta é de que os mais de 4 mil estabelecimentos filiados à FBH funcionem como postos de vacinação. O presidente da Federação, Aldevânio Francisco Morato, observa que a rede privada de saúde vem trabalhando em conjunto com o poder público e já foi responsável por mais de R$ 400 milhões investidos de apoio ao SUS no combate à pandemia. Além disso, a rede privada também responde por 62% dos atendimentos no SUS.

Clínica São Vicente inaugura centro médico no Shopping da Gávea
Unidade atua de forma integrada ao hospital para oferecer os melhores tratamentos em oncologia

 

 

Da Redação

O Rio de Janeiro ganhou uma nova opção de serviço em Oncologia. A Clínica São Vicente inaugurou um novo Centro Médico no Shopping da Gávea. Com 1.400m2, a unidade oferece atendimento especializado em oncologia, além de consultas em diversas outras especialidades médicas. O novo espaço dispõe de treze consultórios, seis salas para infusão de medicamentos antineoplásicos e imunobiológicos e nove quartos reservados para os tratamentos que exigem um maior tempo. O Centro tem capacidade para duas mil consultas por mês e oitocentos atendimentos e conta com o serviço laboratorial da Richet.

A unidade conta com infraestrutura moderna e tecnologia de ponta, oferecendo ambientes amplos e confortáveis para acolher bem cada paciente. A atuação integrada com a unidade hospitalar da Clínica São Vicente, permite um cuidado ainda mais personalizado: os pacientes em tratamento podem optar por fazer exames ou passar em consulta no Centro Médico e utilizar a estrutura hospitalar sempre que necessário.

 

A reunião de profissionais de diferentes especialidades é outro importante diferencial do serviço. “Ter um serviço integrado possibilita que os médicos possam discutir o caso de cada paciente de forma multidisciplinar, resultando em uma maior objetividade e ganho de tempo, fatores fundamentais para muitas doenças”, destaca o diretor da Clínica, Paulo Tinoco, que ainda ressalta que, para o paciente, o grande benefício é não precisar se deslocar para outros centros de saúde para realizar cada etapa do tratamento.

O Estado da Arte em Oncologia

A nova unidade nasce como referência para atendimento oncológico na região, onde os pacientes com suspeita ou diagnóstico já definido de câncer poderão contar com todos os especialistas necessários para a avaliação de seu caso em um único lugar.  Para esses pacientes, o atendimento integrado traz perspectivas ainda melhores, pois quanto mais cedo o diagnóstico e início do tratamento, maiores são as chances de cura. Além das terapias antineoplásicas, o Centro Médico oferece atendimento especializado nas áreas de nutrição e psicologia. “Nosso foco sempre é o paciente. Por isso, buscamos oferecer o que há de mais atual em tratamentos, mas também priorizando o conforto, para melhorar, no que for possível, o bem-estar do paciente”, destaca Marcus Vinicius, diretor regional da Oncologia D’Or Rio de Janeiro, que assegura que a unidade está preparada para atender com segurança durante a pandemia.

Com vacina de Oxford, Reino Unido prevê começar ‘volta ao normal’ na Páscoa; e o Brasil?
O país europeu encomendou até agora 100 milhões de doses dessa vacina

Da BBC Brasil

“Depois da aprovação das vacinas pelos rigorosos órgãos reguladores, nós esperamos começar a vacinar em dezembro. O grosso do programa de vacinação seria em janeiro, fevereiro e março. E esperamos que em algum momento logo após a Páscoa, as coisas começarão a voltar ao normal.”

A previsão acima foi feita pelo ministro da Saúde do Reino Unido, Matt Hancock, no mesmo dia que foram divulgados os resultados da eficácia da vacina Oxford/AstraZeneca (de até 90%).

O país europeu de 68 milhões de habitantes encomendou até agora 100 milhões de doses dessa vacina. Essa, aliás, é a mesma quantidade prevista para o primeiro semestre de 2021 pelo Brasil, país de 212 milhões de habitantes.

Mas por que a Páscoa se tornou uma luz no fim do túnel e o que isso aponta para o Brasil?

Há dois pontos centrais aqui. Primeiro, a Páscoa (4 de abril) ocorre após o inverno britânico, período em que doenças respiratórias disparam. Segundo, estariam protegidos dois dos grupos mais atingidos pela covid-19: os idosos e os profissionais de saúde.

Vacinar 12 milhões de pessoas no país com mais de 65 anos teria um impacto enorme na mortalidade. Afinal, mais de 90% das mortes no país atingiram essa faixa etária.

“Com o vento favorável, nós devemos conseguir imunizar até a Páscoa a grande maioria das pessoas que mais precisam de proteção”, afirmou o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson.

Mas o médico-chefe do Departamento de Saúde do Reino Unido, Chris Whitty, lembrou que a vida não voltará ao normal de uma hora para outra. “O vírus não vai desaparecer. Ele se tornará menos e menos perigoso para a população em etapas.”

Especialistas ressaltam também que pandemia está longe de estar sob controle e que as perspectivas de vacinas eficazes contra covid-19 não significam que as pessoas devem abandonar os cuidados adotados, como distanciamento social, uso de máscaras e higiene das mãos.

Vacinar 12 milhões de pessoas no país com mais de 65 anos teria um impacto enorme na mortalidade. Afinal, mais de 90% das mortes no país atingiram essa faixa etária.

“Com o vento favorável, nós devemos conseguir imunizar até a Páscoa a grande maioria das pessoas que mais precisam de proteção”, afirmou o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson.

Mas o médico-chefe do Departamento de Saúde do Reino Unido, Chris Whitty, lembrou que a vida não voltará ao normal de uma hora para outra. “O vírus não vai desaparecer. Ele se tornará menos e menos perigoso para a população em etapas.”

Especialistas ressaltam também que pandemia está longe de estar sob controle e que as perspectivas de vacinas eficazes contra covid-19 não significam que as pessoas devem abandonar os cuidados adotados, como distanciamento social, uso de máscaras e higiene das mãos.

O público-alvo detalhado só será apresentado após a aprovação das vacinas, mas certamente estarão na frente da fila os grupos mais vulneráveis (idosos e pessoas com comorbidades) e os mais expostos (profissionais de saúde).

Segundo dados do governo brasileiro, 76% das mortes por covid-19 até setembro no país atingiram pessoas com mais de 60 anos. Essa faixa etária reúne 28 milhões de brasileiros, ou 13% da população total.

Outro eixo dos 10 apresentados pelo Ministério da Saúde diz respeito a identificar as pessoas que integram os grupos de risco da covid-19, entre elas, pessoas com comorbidades como diabetes, hipertensão, doenças cardíacas/cerebrovasculares, doenças pulmonares e renais, obesidade, câncer e anemia falciforme, além de quem recebeu transplante.

Um levantamento da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) apontou que 86 milhões de pessoas no Brasil têm pelo menos uma dessas doenças que podem agravar seriamente uma infecção por covid-19. Ou seja, 47% dos brasileiros com idade entre 18 e 65 anos estão nesse grupo de risco.

Líderes mundiais pedem ao G20 financiamento para vacinas e testes
Carta foi enviada antes da cúpula virtual do bloco, na Arábia Saudita

cobrir um déficit de financiamento para a compra de vacinas, medicamentos e testes destinados ao combate da pandemia de covid-19. O apelo consta em carta do presidente da África do Sul, do primeiro-ministro da Noruega, dos chefes da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da Comissão Europeia.

A carta, de acordo com a Reuters, foi enviada antes da cúpula virtual do Grupo dos 20 no fim de semana em Riad, na Arábia Saudita, que atualmente detém a presidência rotativa do bloco, composto por nações ricas e grandes potências emergentes.

“Um compromisso dos líderes do G20 na cúpula em Riad, de investir substancialmente no déficit de financiamento imediato do ACT (Access to Covid-19 Tools) Accelerator de US$ 4,5 bilhões, salvará vidas imediatamente, estabelecerá as bases para aquisição e entrega em massa de ferramentas voltadas para a doença em todo o mundo e fornecerá uma estratégia de saída para esta crise econômica e humana global”, diz o texto.

O ACT Accelerator é um projeto liderado pela OMS, que também visa a garantir vacinas contra a covid-19, exames de diagnósticos e equipamento de proteção para países mais pobres.

A carta também pede aos líderes do G20 que se comprometam conjuntamente com “uma proporção dos gastos de estímulo futuro” nas ferramentas, que têm como objetivo particular garantir o abastecimento de países de baixa renda.

Os signatários foram o presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, a primeira-ministra da Noruega, Erna Solberg, o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, e a presidente da União Europeia, Ursula von der Leyen.

“Envolver os ministros das Finanças agora para realmente levantar todo o dinheiro de que precisamos, não apenas o dinheiro urgente necessário para 2020, mas garantir que estamos financiando totalmente o trabalho do ACT Accelerator é muito importante”, disse à Reuters Dag Inge Ulstein, ministro norueguês de Desenvolvimento Internacional, em Genebra.

“As próximas semanas serão muito, muito cruciais”, acrescentou.

A iniciativa, criada pela OMS e pelo grupo de vacinas Gavi, excedeu a meta provisória de arrecadar mais de US$ 2 bilhões para comprar e distribuir vacinas contra a covid-19 para os países mais pobres. Na semana passada o grupo recebeu a informação de que ainda seria preciso mais dinheiro.

São necessários cerca de US$ 28 bilhões para financiar totalmente a aquisição e distribuição de vacinas, medicamentos e testes, que von der Leyen disse ser equivalente à “mesma soma que os setores de transporte e de turismo global perdem em apenas dois dias de bloqueio”.