A Organização Mundial da Saúde (OMS) espera que centenas de milhões de doses de uma vacina contra a Covid-19 possam ser produzidas neste ano e dois bilhões de doses até o final de 2021, disse a cientista-chefe Soumya Swaminathan, nesta quinta-feira (18).
A OMS está elaborando planos para ajudar a decidir quem deveria receber as primeiras doses uma vez que uma vacina seja aprovada, afirmou a cientista. A prioridade seria dada a profissionais da linha de frente, como médicos, pessoas vulneráveis por causa da idade ou outra doença e a quem trabalha ou mora em locais de alta transmissão, como prisões e casas de repouso.
“Estou esperançosa, estou otimista. Mas o desenvolvimento de vacinas é uma empreitada complexa, ele envolve muita incerteza”, disse. “O bom é que temos muitas vacinas e plataformas, então, se a primeira fracassar ou se a segunda fracassar, não deveríamos perder a esperança, não deveríamos desistir.”
Cerca de 10 vacinas em potencial estão sendo testadas em humanos na esperança de que uma possa se tornar disponível nos próximos meses para prevenir a infecção. Países já começaram a fazer acordo com empresas farmacêuticas para encomendar doses antes mesmo de se provar que alguma vacina funciona.
Swaminathan descreveu o desejo por milhões de doses de uma vacina ainda neste ano como otimista, acrescentando que a esperança de até dois bilhões de doses de até três vacinas diferentes no ano que vem é um “grande se”.
A cientista afirmou que os dados de análise genética coletados até agora mostraram que o novo coronavírus ainda não passou por nenhuma mutação que alteraria a gravidade da doença que causa.
Emergência tem capacidade para 20 mil atendimentos mensais
Da Redação
A harmonia entre tradição e modernidade está presente no Glória D’Or, hospital construído pela Rede D’Or nas históricas instalações da Beneficência Portuguesa e que, no dia 09 de junho, inaugurou sua emergência. É a maior do Grupo no Estado. O hospital é resultado de um investimento de R$ 300 milhões e, neste primeiro momento, opera com 80 leitos, mas com capacidade de chegar a 250 e deve gerar mais de dois mil empregos. As modernas instalações da emergência trazem um contraponto à arquitetura clássica que marcam os prédios históricos. Com capacidade para 20 mil atendimentos mensais e entrada pela Rua Benjamin Constant, a unidade está preparada para atender casos de média e alta complexidade, dispondo de tecnologia de ponta e uma equipe altamente qualificada.
“Estruturada em mais de três mil metros quadrados, a emergência conta com importantes diferenciais para oferecer um serviço de excelência à população”, destaca o diretor geral, Bruno Queiroz, que também garante que a unidade está preparada para atender todos os tipos de pacientes durante a pandemia. Foi estabelecido um fluxo totalmente apartado para o atendimento de pacientes com sinais e sintomas de Síndrome Respiratória. “Além de treinamento das equipes e criação de protocolos de segurança, foi estabelecida uma área de atendimento separada com entrada, sala de espera, consultórios para avaliação inicial e área de observação exclusivas”, explica o diretor.
“A emergência possui 14 consultórios para avaliação inicial, 29 unidades de medicação e 24 leitos de observação. Além de oferecer atendimento ortopédico 24h, também conta com o suporte de equipes de Otorrinolaringologia, Cirurgia Geral, Cirurgia Torácica, Cirurgia Plástica, Cirurgia Cardíaca, Cirurgia Vascular, Neurocirurgia, Urologia e Ginecologia.”
Entre os diferenciais citados pelo diretor está a metodologia de atendimento Smart Track. Desenvolvido pela própria Rede D’Or, o modelo unificou a equipe de triagem e a de atendimento inicial para que o processo seja mais ágil e resolutivo. Durante todo o tempo em que está na unidade, o paciente é monitorado pelo profissional de saúde responsável e pelo sistema de rastreamento informatizado. Este rastreamento em tempo real confere a agilidade necessária nos tempos de realização de exames sem comprometer a qualidade assistencial.
“É um fluxo inteligente de circulação de pacientes e profissionais no atendimento da emergência do hospital”, explica Bruno, que também aponta o cuidado qualificado ao paciente em situação de urgência e emergência cardiovascular, cerebrovascular e traumas e o Serviço de Apoio Diagnóstico e Terapêutico (SADT) como outros destaques da unidade.
Enquanto o primeiro representa uma série de protocolos que padronizam a qualidade do atendimento, garantindo que os pacientes recebam os mesmos cuidados em qualquer uma das unidades da Rede, o segundo coloca à disposição do paciente, de forma integrada, os tipos de exames mais modernos, como radiológicos, Tomografia Computadorizada, Ressonância Nuclear Magnética, Ecodopplercardiografia, Ultrassonografia e Laboratório de Análises Clínicas.
Primeiro paciente
Um trauma na mão vai ficar registrado como o primeiro atendimento da emergência do Glória D’Or. Uma moradora de Santa Tereza, de 53 anos e com um corte na mão direita, foi o caso que inaugurou as instalações da unidade. “Vamos trabalhar para que esse tenha sido apenas o primeiro registro de uma longa e próspera história de serviços à população do Rio”, afirma o diretor geral.
O espaço ainda abrigará um centro integrado de assistência, ensino, pesquisa e inovação. No complexo, funcionará o Instituto D’OR de Pesquisa e Ensino (IDOR), que, atualmente, tem linhas de pesquisa voltadas para neurociência, medicina intensiva, oncologia, pediatria, dentre outras. O local também será o novo endereço da Faculdade IDOR de Ciências Médicas.
As obras do Glória D’Or iniciaram em 2017, antes, porém, uma equipe de engenheiros e arquitetos trabalhou por três anos para concluir o projeto, que exigiu um estudo detalhado, pois passou pelo crivo do Instituto do Patrimônio Histórico Municipal e teve que ser aprovado pela prefeitura. Mais de 1.000 fotos compuseram o levantamento de itens como escadas monumentais, pilares de granito, balaústres de louça, pisos de mármore, grandes vitrais e obras de arte.
O novo hospital também ratifica o compromisso da Rede de investir no Rio de Janeiro. Mesmo com o Grupo expandindo sua presença para outros estados, o Rio sempre se manteve como prioridade. O vínculo não é apenas com um bairro ou uma região, mas com toda a cidade.
A NeuroSapiens realiza até a programação de marca-passos cerebrais por telemedicina
Da Redação
Pacientes com doenças neurológicas crônicas que necessitam de acompanhamento ao longo de toda vida, bem como pacientes necessitando simplesmente de aconselhamento podem muito bem ser avaliados através da Telemedicina. Colheita de história clínica, pedidos de exames e receitas iniciais podem ser efetuadas por vídeo conferência. Hoje, com o simples uso do WhatsAPP vídeo ou qualquer outro software de conferência “on line” a comunicação é efetiva, permitindo uma excelente consulta inicial para planejamento de tratamento cirúrgico ou radiocirúrgico.
Até a programação de marca-passos cerebrais pode ser feita de maneira remota por Telemedicina. Esse atendimento de programação à distância já é oferecido pela NeuroSapiens. A mudança de paradigma em medicina via Telemedicina está sendo abraçada por líderes dos cuidados médicos mundialmente.
A Telemedicina é uma opção de oferecer cuidados médicos e economizar custos aos pacientes. No final de abril, essa modalidade foi regulamentada pelo Ministério da Saúde, em caráter de emergência e para funcionar apenas enquanto houver recomendação de isolamento social. Os serviços, porém, não se restringem aos ligados à Covid-19, mas abrangem todas as especialidades médicas, que vão desde uma orientação pediátrica até uma consulta com um cirurgião plástico.
A redução na procura pelas vacinas disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS), neste período de pandemia do novo coronavírus (covid-19), já é percebida pelo Ministério da Saúde e começa a preocupar a pasta, segundo Ana Goretti, coordenadora do Programa Nacional de Imunizações (PNI) do ministério.
Ela explicou que o distanciamento social e a situação da pandemia no Brasil são fatores que têm gerado impacto na queda da cobertura vacinal. “Muitas famílias ficam com receio de ir aos postos de saúde, mas temos orientado todas as equipes de saúde do país quanto às medidas de segurança para evitar infecções”, disse a coordenadora ao participar, nessa terça-feira (9), da conferência online Webinar, organizada pelo jornal O Estado de São Paulo.
De acordo com Ana Goretti, o atual momento de pandemia não pode gerar impacto na queda da cobertura vacinal. Ela lembrou que o Brasil possui hoje o maior programa público de imunização do mundo, que distribui mais de 300 milhões de doses de imunobiológicos anualmente.
O PNI conta com 37 mil postos públicos de vacinação de rotina em todo o país, sendo que em campanhas realizadas anualmente este número chega até 50 mil postos e 51 Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIEs).
“Hoje nós temos um esquema vacinal complexo por ser extremamente completo no combate às doenças mais prevalentes aos brasileiros e que começa a atender nossa população desde o nascimento. Nesse sentido, nós concentramos a oferta de muitas vacinas em um curto espaço de tempo, ainda na infância, para facilitar a imunização da maior parte das pessoas ao mesmo tempo, otimizando também o tempo dos pais ao levarem as crianças aos postos de vacina”, disse Ana Goretti.