App que incentiva doação de sangue já pode ser baixado
Plataforma é gratuita e visa valorizar doação voluntária

Da Agência Brasil

O aplicativo Hemovida, que tem como proposta valorizar a doação voluntária de sangue e facilitar a captação de doadores, está disponível para download a partir desta segunda-feira (27). A plataforma está integrada ao ConecteSUS e permite localizar a rede de saúde mais próxima e baixar a carteira do doador, onde consta o tipo sanguíneo e a data da última doação.

Em nota, o Ministério da Saúde destacou que a plataforma é gratuita e tem potencial para se tornar uma ponte entre os hemocentros da rede pública e possíveis doadores. “O aplicativo desempenha importante papel na disseminação de informações sobre a doação de sangue e campanhas em andamento”, avaliou a pasta.

Confira abaixo as principais funcionalidades do app:

Carteira do doador

Carteirinha virtual com informações de saúde, tipo sanguíneo e data da última doação. Fornece um registro pessoal e útil em situações de emergência.

Minhas doações

Histórico completo de doações, incluindo as realizadas, canceladas e agendadas. Há ainda a opção de fazer autodeclaração de doação de sangue para manter um registro do compromisso com a causa.

Serviços hemoterápicos

Localização da rede de saúde mais próxima, possibilitando identificar onde doar e receber informações sobre os serviços disponíveis em cada unidade.

Convidar amigos

Promoção da doação de sangue entre amigos e familiares, permitindo compartilhar experiências nas redes sociais e incentivar outras pessoas a se tornarem doadoras.

Regras para doar sangue

Informações detalhadas sobre como e quem pode doar, bem como os cuidados necessários no dia da doação. Garante que os doadores estejam bem-informados e preparados.

Campanhas

Alertas sobre campanhas regionais e nacionais de doação de sangue, permitindo que as pessoas se envolvam em iniciativas de manutenção dos estoques de sangue nos níveis adequados.

Avaliar doação

Perspectiva sobre a experiência de doação, avaliação do estabelecimento, dos profissionais e satisfação geral. Contribui para a melhoria contínua do processo de doação.

Brasil deve registrar 704 mil casos de câncer ao ano entre 2023 e 2025
Brasil deve registrar 704 mil casos de câncer ao ano entre 2023 e 2025

Da Agência Brasil

O Brasil deve registrar 704 mil casos novos de câncer ao ano no triênio 2023-2025, com destaque para as regiões Sul e Sudeste, que concentram cerca de 70% da incidência da doença. A previsão é do Instituto Nacional de Câncer (Inca). Nesta segunda-feira (27), é lembrado o Dia Nacional de Combate ao Câncer

“A estimativa é a principal ferramenta de planejamento e gestão na área oncológica no Brasil, fornecendo informações fundamentais para a definição de políticas públicas”, destacou o Inca, ao se referir à publicação Estimativa 2023 – Incidência de Câncer no Brasil. O material traz estimativas para a ocorrência dos 21 tipos de câncer mais incidentes no país.

O levantamento mostra que o tumor maligno mais incidente no Brasil é o de pele não melanoma (31,3% do total de casos), seguido pelos de mama feminina (10,5%), próstata (10,2%), cólon e reto (6,5%), pulmão (4,6%) e estômago (3,1%).

Em homens, o câncer de próstata é predominante em todas as regiões, totalizando 72 mil casos novos estimados a cada ano no triênio fixado – atrás apenas do câncer de pele não melanoma. Nas regiões de maior Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), os tumores malignos de cólon e reto ocupam a segunda ou a terceira posição, sendo que, nas de menor IDH, o câncer de estômago é o segundo ou o terceiro mais frequente entre a população masculina.

Já entre as mulheres, o câncer de mama é o segundo mais incidente (atrás apenas do câncer de pele não melanoma), com 74 mil casos novos previstos por ano até 2025. Nas regiões mais desenvolvidas, em seguida, vem o câncer colorretal, mas, nas de menor IDH, o câncer do colo do útero ocupa a terceira posição.

Entenda

De acordo com o Ministério da Saúde, câncer é o nome dado a um conjunto de mais de 100 doenças que têm em comum o crescimento desordenado de células que invadem tecidos e órgãos. Dividindo-se rapidamente, essas células tendem a ser muito agressivas e incontroláveis, determinando a formação de tumores, que podem espalhar-se para outras regiões do corpo.

A doença surge a partir de uma mutação genética, ou seja, de uma alteração no DNA da célula, que passa a receber instruções erradas para suas atividades. Quando os casos começam em tecidos epiteliais, como pele ou mucosas, são denominados carcinomas. Se o ponto de partida são os tecidos conjuntivos, como osso, músculo ou cartilagem, são chamados sarcomas.

O câncer não tem uma causa única. Há, segundo a pasta, diversas causas externas (presentes no meio ambiente) e internas (como hormônios, condições imunológicas e mutações genéticas), sendo que entre 80% e 90% dos casos estão associados a causas externas. Mudanças provocadas no meio ambiente pelo próprio homem, hábitos e estilo de vida podem aumentar o risco.

Obesidade cresceu em crianças e adolescentes brasileiras na pandemia
Consumo de ultraprocessados e falta de exercícios físicos são causas

Da Agência Brasil

O número de crianças e adolescentes com excesso de peso aumentou no país entre 2019 e 2021, período que abrange a pandemia de covid-19. Segundo levantamento do Observatório de Saúde na Infância (Observa Infância – Fiocruz/Unifase), houve crescimento de 6,08% no grupo das crianças de até 5 anos de idade. Entre aqueles com 10 a 18 anos, o crescimento foi de 17,2%. O excesso de peso inclui tanto os casos de sobrepeso como os de obesidade. 

Os dados do estudo são baseados no Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (Sisvan-WEB), ferramenta que monitora indicadores de saúde e nutrição. Segundo os pesquisadores, a diminuição de exercícios físicos e o desajuste na alimentação são as principais explicações para os problemas de peso.

“A obesidade infantil e de adolescentes no Brasil ainda é uma grande preocupação de saúde pública. Apesar de observarmos uma queda nos últimos anos, o Brasil ainda possui números acima da média global e da América Latina. Nos anos de pandemia, observamos um aumento nos índices de obesidade infantil, possivelmente como consequência do aumento no consumo de ultraprocessados durante o período de isolamento”, explica Cristiano Boccolini, pesquisador do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict/Fiocruz) e coordenador do Observa Infância.

Pós-pandemia

O cenário começa a melhorar no período seguinte, entre 2021 e 2022, mas ainda com percentuais altos. O número de crianças com excesso de peso teve um recuo de 9,5% e o de adolescentes queda de 4,8%. Em 2022, a taxa de crianças de até cinco anos com excesso de peso era de 14,2%. A de adolescentes estava em 31,2%.

O último grupo é o que mais preocupa os pesquisadores do Observa Infância. Pelas análises das séries históricas, há uma tendência de queda do problema entre as crianças, principalmente depois do período de isolamento. Mas entre os adolescentes, a queda aconteceu apenas entre 2021 e 2022. No longo prazo, a tendência é de crescimento do excesso de peso.

A comparação com outros países mostra que a situação no Brasil é mais crítica. Aqui, em 2022, há três vezes mais crianças com excesso de peso do que a média global (14,2% no Brasil e 5,6% na média global). Sobre os adolescentes, a média nacional é quase o dobro da global: 31,2% contra 18,2%.

“Acreditamos que os altos números da obesidade infantil no Brasil devem muito à falta de regulação dos alimentos ultraprocessados no país. A partir de outubro de 2023 passa a vigorar plenamente a nova rotulagem frontal dos alimentos industrializados, indicando os excessos de sal, gorduras saturadas e açúcares na parte frontal das embalagens. As crianças são muito suscetíveis a esses produtos e acreditamos que a implementação dessa política terá algum impacto nos números de obesidade a partir deste ano”, diz Boccolini.

“Este estudo serve como um chamado à ação para políticas públicas, profissionais de saúde, escolas e famílias para redobrar os esforços na luta contra a obesidade infantil, garantindo um futuro mais saudável para as crianças do Brasil.”

Demo Day TechStart irá reunir startups para apresentar soluções para desafios dos mercados agro, saúde e supply chain
Startups participantes do programa de aceleração TechStart concluem jornada de 8 meses de desenvolvimento no início de dezembro

Ocorre no dia 7 de dezembro o Demo Day TechStart, evento realizado pela Venture Hub e parceiros tecnológicos Embrapa, Aveso e PUC-Campinas, para apresentação das soluções das startups participantes do programa de inovação aberta e aceleração TechStart. O evento funcionará no formato híbrido, com o espaço físico sendo o Mescla, hub de inovação da PUC-Campinas, das 14 horas até às 19 horas. As inscrições são gratuitas e para participar é necessário preencher o formulário encontrado na página do programa.

Neste ano, o Demo Day irá reunir apresentações de 13 startups, de três verticais: Agro Digital, Supply Chain e Saúde. Cada negócio desenvolveu soluções inovadoras e tecnológicas para os diferentes desafios dos setores, desde projetos para controle de pragas nos solos, robôs autônomos e aplicativo para melhorar a qualidade de sono das pessoas, respectivamente.

A aceleração das startups aconteceu ao longo de 8 meses e foi dividida em duas etapas: Warm Up e Hard Work. O Warm Up ocorreu ao longo do primeiro semestre de 2023 e introduziu conceitos e ferramentas imprescindíveis para que as startups possam crescer e escalar suas soluções, como lean startup, funil de vendas, unit economics e proposta de valor.

Ao final do Warm Up, as startups participaram de uma avaliação e a organização do TechStart selecionou os negócios de destaque para a fase Hard Work, na qual aceleração ocorre de forma individualizada. Durante o Hard Work, as aprovadas participaram de sessions de tração, adequação do produto ao mercado, marketing, desenvolvimento de produto, entre outros. Além disso, o programa também ofereceu mentorias com especialistas, reports para acompanhar a evolução das startups e treinamentos de pitches para que os negócios pudessem crescer no mercado e captar clientes.

O programa de inovação aberta e aceleração de startups TechStart também conta com o apoio dos patrocinadores Avery Dennison, Sicredi e Tegma, que participaram de sessions e mentorias para ajudar a impulsionar as startups no mercado. Outras empresas apoiadoras marcaram presença ao longo da jornada, disponibilizando recursos e ferramentas internas para as participantes do ciclo de 2023.

Ao participar do programa TechStart, as startups participantes são inseridas ao ecossistema aberto de inovação da Venture Hub, composto por grandes empresas, investidores, diretores, institutos de pesquisa, startups e outros atores do mercado.

Para as grandes empresas e institutos de pesquisa, o TechStart oferece a acesso a novos mercados e tecnologias disruptivas nos segmentos, desenvolvimento de cultura inovadora, assertividade na busca de soluções que correspondam às dores das organizações e a transformação digital nos internos no startup way.

“Durante essa jornada as startups aceleradas atingiram resultados significativos de crescimento, além das conexões com grandes empresas, investidores, institutos de pesquisa e outras startups do portfólio da Venture Hub. Realizamos mais de 100 conexões que geraram negócios para os diferentes players do ecossistema”, explica o coordenador do programa TechStart, Maurício Duran.

“Nosso propósito neste programa é desenvolver um ecossistema virtuoso de empreendedorismo com base tecnológica e para isso contamos com parceiros e patrocinadores de altíssimo nível, que embarcaram nesta jornada de descobertas tecnológicas oferecendo conhecimentos e possibilidade de negócios”, complementa o coordenador.