Governo antecipa entrega de 400 mil doses de insulina de ação rápida
Distribuição no sistema de saúde ocorrerá até o dia 9 de julho

Da Agência Brasil

Até o próximo dia 9, o Ministério da Saúde vai concluir a distribuição de mais de 400 mil unidades de insulina análoga de ação rápida, usada no tratamento de diabetes tipo 1. A compra do medicamento ocorreu após cinco meses de negociação com o setor farmacêutico e depois de duas tentativas frustradas. É que dois pregões anteriores – em agosto do ano passado e em janeiro deste ano – não receberam propostas.

O Ministério da Saúde antecipou a entrega da insulina por conta do risco de desabastecimento motivado pela escassez mundial do produto. Essa carga de 400 mil unidades se soma à de um 1,3 milhão de doses compradas emergencialmente e que vão garantir o abastecimento do SUS e de mais de 60 mil pessoas que fazem atendimento no Sistema Único de Saúde.

Segundo o Ministério da Saúde, as insulinas regulares mais consumidas, indicadas para pacientes com diabetes tipo 2 e demais tipos, estão com “estoque adequado”. As insulinas análogas de ação rápida foram incorporadas ao SUS em 2017 após aprovação da Conitec, Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde.

Hospital Santa Cruz/Rede D’Or de Curitiba recebe Prêmio Top Performer
A premiação reconhece a excelência da Unidade de Terapia Intensiva do Hospital Santa Cruz/Rede D'Or de Curitiba, honrando sua eficiência e compromisso com a qualidade do atendimento

O Hospital Santa Cruz/Rede D’Or (HSC) de Curitiba foi agraciado com o renomado Prêmio Top Performer, concedido pela Epimed e a Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB). A premiação destaca a excelência e qualidade do atendimento aos pacientes graves internados na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital.

O Prêmio Top Performer é concedido desde 2016 e é uma referência no setor da saúde. A seleção dos vencedores é baseada em uma análise detalhada dos indicadores de desempenho fornecidos pelos próprios hospitais. Os critérios avaliados incluem a qualidade do atendimento, a eficiência no uso de recursos, a redução de complicações e a taxa de mortalidade. Além disso, também é considerada a adesão de protocolos clínicos e a capacitação da equipe médica e de enfermagem.

O Hospital Santa Cruz se destacou entre os concorrentes devido à sua sólida estrutura, composta de três UTIs, montadas de acordo com um perfil de atendimento especializado.  “Construímos os critérios para alocação em cada uma delas, garantindo uma assistência individualizada e aumentamos o número de leitos em que a família pode acompanhar e participar do cuidado durante o internamento do seu familiar”, explica a coordenadora de enfermagem UTI adulto, Cassiane Ribeiro Kayser Chaves Pinto.

Ao receber o Prêmio Top Performer, o HSC reafirma seu compromisso com a melhoria contínua da qualidade assistencial e o cuidado centrado no paciente. A conquista é um reconhecimento do esforço coletivo de profissionais dedicados, que buscam a excelência em cada atendimento. “Este prêmio representa uma satisfação do nosso trabalho sendo reconhecido. O cuidado oferecido a um paciente grave é difícil e complexo, mas vale a pena saber que todo o esforço faz a diferença”, completa Cassiane.

O monitoramento e avaliação de recursos são práticas diárias nas três UTIs do HSC, além de visitas multiprofissionais que contribuem para todo o planejamento do cuidado do paciente, que contribuem para direcionar qual o melhor recurso oferecer para recuperação. Para Cassiane, isso oferece um atendimento seguro, individualizado e assertivo aos pacientes. “Para nós, quanto mais assertivos formos com todo o cuidado deste paciente, significa menos tempo de internamento e menos probabilidade de complicações”, enfatiza.

O Prêmio Top Performer concedido pela Epimed e a AMIB ao Hospital Santa Cruz/Rede D’Or de Curitiba reforça a importância de iniciativas que promovam a qualidade e a eficiência nas unidades de terapia intensiva. Essa conquista serve como motivação para continuarmos aprimorando o que já realizamos e expandir para outros setores do nosso hospital, impulsionando a busca por melhorias constantes”, finaliza a enfermeira.

Sobre o Hospital Santa Cruz

Fundado em 1966, o Hospital Santa Cruz está localizado no bairro Batel, em Curitiba (PR), e, desde junho de 2020, é unidade integrante da Rede D’Or São Luiz – maior rede de hospitais privados do país com atuação no Rio de Janeiro, São Paulo, Distrito Federal, Pernambuco, Maranhão, Bahia, Sergipe e Paraná. O Hospital Santa Cruz é considerado um centro de alta complexidade no atendimento das áreas de Oncologia, Cardiologia, Cirurgia Geral, Neurologia, Ortopedia, Pronto-Atendimento e Maternidade. Com estrutura e equipe multidisciplinares, equipamentos de última geração e um moderno centro cirúrgico, oferece cuidado de alta qualidade centrado no paciente, segurança assistencial e humanização do atendimento. É reconhecido com o selo de Acreditação com Excelência Nível III, entregue pela ONA, sendo a instituição acreditada nesta categoria por mais tempo no Estado. Mais informações em www.hospitalsantacruz.com.

Fiocruz propõe criação de cadeia de produtos para saúde no Mercosul
Medida é para reduzir a dependência externa dos países do bloco

Da Agência Brasil

A criação de uma cadeia regional de produtos para a saúde no âmbito do Mercosul foi sugerida pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) como uma medida para reduzir a dependência externa. Por meio dessa cadeia, poderia ser garantida a produção de insumos importantes que hoje só são obtidos pelos países do bloco recorrendo ao mercado internacional.

A proposta foi defendida pelo vice-presidente de Produção e Inovação em Saúde da Fiocruz, Marco Krieger, durante a reunião do Comitê Ad Hoc para Promover a Expansão da Capacidade Produtiva Regional de Medicamentos, Imunizações e Tecnologias em Saúde. O comitê foi criado em 2021 e é uma instância do Mercosul cujo objetivo é discutir caminhos para a integração entre os diferentes países do bloco e para o enfrentamento de problemas comuns relacionados com o acesso a medicamentos, vacinas e tecnologias.

Segundo informou a Fiocruz, Krieger defendeu uma atuação conjunta, em que a produção não precisasse ser país a país, mas aproveitando as capacidades de cada Estado-membro. Ele defendeu ainda que sejam mapeadas oportunidades para laboratórios públicos e privados, bem como as deficiências e as áreas em que há problemas sérios de suprimentos e que necessitam de estratégias específicas.

“Na reunião, também foi discutida a formação de uma lista de produtos de saúde estratégicos para a região. Esta lista deve ser encaminhada depois aos ministros da Saúde para ver a viabilidade de pesquisa, desenvolvimento e produção”, informou a Fiocruz.

A reunião ocorreu nos últimos dois dias, em Buenos Aires. Estiveram presentes representantes de Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai.

Supremo retoma julgamento sobre piso salarial da enfermagem
Julgamento vai até o dia 30 de junho

Da Agência Brasil

O Supremo Tribunal Federal (STF) retomou o julgamento, nesta sexta-feira (23), da ação sobre a validade do pagamento do piso salarial nacional para os profissionais de enfermagem.

Em maio, o relator do processo, ministro Luís Roberto Barroso, estabeleceu regras para o pagamento do piso aos profissionais que trabalham no sistema de saúde de estados e municípios nos limites dos valores recebidos pelo governo federal.

Agora, os demais ministros da Corte julgam se referendam a decisão de Barroso. A análise ocorre no plenário virtual, modalidade na qual os ministros inserem votos no sistema eletrônico e não há deliberação presencial. A análise vai até 30 de junho.

O julgamento está sendo retomado após dois pedidos de vista diante de divergências apresentadas pelos ministros em relação à operacionalização do pagamento.

O novo piso para enfermeiros contratados sob o regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) é de R$ 4.750, conforme definido pela Lei nº 14.434. Técnicos de enfermagem recebem, no mínimo, 70% desse valor (R$ 3.325) e auxiliares de enfermagem e parteiras, 50% (R$ 2.375). Pela lei, o piso vale para trabalhadores dos setores público e privado.

Votação

Até o momento, não há definição no placar do julgamento. Barroso e Gilmar Mendes se manifestaram para manter as condições da decisão que liberou o piso.

Os ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes apresentaram divergência em relação ao pagamento para profissionais celetistas. O ministro Edson Fachin determinou o pagamento para todos os contratos públicos e privados de trabalho.

Mas Toffoli abriu uma nova via de entendimento para definir que, no caso de profissionais celetistas, o pagamento do piso deve ocorrer conforme negociação coletiva da categoria na região do país em que o profissional trabalha, devendo prevalecer o “negociado sobre o legislado”.

Toffoli também mantém as condições sugeridas pelos demais ministros. Para ele, o piso nacional deve ser pago conforme a lei para os profissionais que são servidores públicos da União, de autarquias e de fundações públicas federais.

O piso também fica valendo para servidores públicos dos estados e municípios e do Distrito Federal, além dos enfermeiros contratados por entidades privadas que atendam 60% de pacientes oriundos do SUS.

Suspensão

No ano passado, o pagamento do piso havia sido suspenso pelo STF devido à falta de previsão de recursos para garantir o pagamento dos profissionais, mas foi liberado após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva abrir crédito especial para o repasse de R$ 7,3 bilhões para estados e municípios pagarem o piso.