Nilo Sergio acumula mais de 50 anos de atuação no Turismo
Implantação de eventos culturais e gastronômicos é meta do novo Sub Secretário do Estado de Turismo do Rio

 

 

Da Redação

O novo Sub Secretário do Estado de Turismo do Rio, Nilo Sérgio (foto) terá a tarefa traçada pelo Secretário Tutuca de ajudar a implementar eventos culturais, gastronômicos, abrangendo também as áreas da saúde e dos esportes. Ao longo de sua carreira, Nilo atuou na Rede Nacional Selton Hotéis e Hotel Ducal Palace e participou como diretor ou como membro do conselho de admistração de entidades setoriais, fóruns, eventos e organizações do setor de Turismo e Comércio, como o Senac (Serviço Nacional de Comércio), o Fornatur (Fórum Nacional dos Secretários e Dirigentes Estaduais de Turismo), a ABIH/RJ (Associação Brasileira da Indústria Brasileira de Hotéis), a AHT (Associação de Hotéis e Turismo da Costa Verde), a CNC (Confederação Nacional do Comércio), o Conselho Estadual de Turismo do Rio de Janeiro e a Comissão de Turismo da Caerj (Câmara de Comércio e Indústria do Estado do Rio de Janeiro).

CNC estima que carnaval movimente R$ 8,1 bilhões em todo o país
Resultado deve ficar 26,9% acima do obtido no ano passado

Da Agência Brasil

O carnaval deste ano deverá movimentar R$ 8,18 bilhões em receitas, um resultado 26,9% acima do obtido no ano passado. A estimativa foi divulgada hoje (25) pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

Segundo o economista da CNC, Fabio Bentes, o setor de turismo vem se recuperando nesse ritmo nos últimos meses, nas comparações anuais. No setor de serviços, especialmente no turismo, por conta da demanda reprimida, a questão da retomada da circulação tem sido forte nesses comparativos anuais. “E isso deve acontecer no carnaval deste ano”, disse Bentes, em entrevista à Agência Brasil.

O carnaval é a data comemorativa mais importante do turismo. “Até quem não gosta de carnaval acaba gastando dinheiro em viagens para o interior, para fora do Brasil”, destacou o economista. Mesmo com o fim das restrições de circulação de pessoas, adotadas no período mais crítico da pandemia de covid-19, o volume de receitas no carnaval de 2023 deve ficar 3,3% abaixo do registrado em 2020, quando o turismo faturou R$ 8,47 bilhões. “É uma evolução que só não igualou o carnaval de 2020 [período anterior à pandemia] porque as condições econômicas pioraram entre o carnaval de 2022 e o de 2023”.

Juros e preços

Um desses fatores é o aumento dos juros, que afeta aqueles que optam por pacotes turísticos financiados, bem como os reajustes de preços, principalmente de passagens aéreas, que subiram 23,53% nos últimos 12 meses encerrados em dezembro, em comparação a 2021. Também aumentaram serviços muito demandados nesta época do ano, como hospedagem (8,21%) e pacotes turísticos (7,16%), cujos reajustes ficaram bem acima da variação do nível geral de preços medido pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de +5,79%.

“Se a gente estivesse com situação mais favorável ao consumo, seguramente o setor de turismo conseguiria, pelo menos, empatar o volume de receitas no carnaval de 2023”, afirmou o economista.

Com o cancelamento do carnaval em diversas regiões do país nos dois últimos anos, por causa da pandemia, o volume de receitas no carnaval de 2021 caiu 43% em relação ao de 2020, ficando 24% em 2022, abaixo do resultado do carnaval pré-pandemia.

Segundo a pesquisa da CNC, outro termômetro importante do nível da atividade turística foi a entrada de visitantes estrangeiros que, em fevereiro de 2020, ficou em 672 mil, caiu para 254,2 mil em 2022 e 36,1 mil, em 2021, de acordo com dados da Polícia Federal.

Setores

Os setores que responderão por quase 84% de toda a receita a ser gerada no carnaval deste ano são o de bares e restaurantes, com movimentação estimada em R$ 3,63 bilhões; o de empresas de transporte de passageiros, R$ 2,35 bilhões; e serviços de hospedagem em hotéis e pousadas, R$ 0,89 bilhão. “Os dois primeiros, porque são o que chamamos de consumo simultâneo, concomitante ao feriado. Quer dizer, ninguém compra alimento em um restaurante ou viaja muito pagando antecipadamente”.

Na parte de transportes, Fabio Bentes disse que, devido ao aumento dos preços das passagens aéreas, as pessoas estão optando por viagens de ônibus ou de carro próprio. “Isso explica porque alimentação e transporte vão responder por quase três quartos da receita gerada durante o carnaval de 2023.”

Vagas

A pesquisa da CNC mostra que a demanda por serviços turísticos deve responder pela criação de 24,6 mil vagas temporárias voltadas para o carnaval. De acordo com a CNC, cozinheiros (4,4 mil), auxiliares de cozinha (3,45 mil) e profissionais de limpeza (2,21 mil) serão os mais procurados para trabalhar no período. Bentes afirmou que a contratação de temporários neste carnaval segue dinâmica parecida com a do faturamento. “Isso faz todo sentido porque turismo é muito intensivo em mão de obra. Se vai ter um aumento na frequência dos hotéis, eles têm de contratar. O mesmo vale para restaurantes e para o setor de transportes.”

O economista disse que as 24,6 mil vagas esperadas para este ano quase encostam nas 26 mil criadas no carnaval de 2020. “O destaque negativo foi 2021, quando não houve carnaval, e as 6,4 mil vagas criadas foram para serviço de alimentação, em especial, delivery, que movimentou um pouco o mercado de trabalho em fevereiro, mas de forma diferente, e não aquela a que estamos acostumado, com blocos nas ruas.”

Em 2023, o Brasil terá o primeiro carnaval normal após a pandemia.

Na série histórica, o maior número de vagas temporárias durante o carnaval foi criado em 2014, quando a proximidade dos festejos, realizados em março, com a Copa do Mundo de Futebol, em junho, estimulou a contratação de um contingente significativo de trabalhadores, em torno de 55,6 mil pessoas.

Comércio

Animado com o aquecimento do movimento nas lojas especializadas em produtos para o carnaval, principalmente devido ao grande número de foliões que vão desfilar nos blocos, o comércio carioca espera aumento de 3,5% nas vendas até o fim da festa.

É o que mostra a pesquisa do Clube dos Diretores Lojistas do Rio de Janeiro (CDLRio) e do Sindicato dos Lojistas do Comércio do Município do Rio de Janeiro (SindilojasRio), que ouviu 200 empresários da capital fluminense durante a semana de 9 a 13 deste mês.

O presidente das duas entidades, Aldo Gonçalves, disse acreditar que os produtos para o carnaval vão contribuir de maneira significativa para o aumento das vendas nos meses de janeiro e fevereiro.

“O lojista está animado, e a presença do grande número de turistas nacionais e estrangeiros na cidade estimula e movimenta o comércio”. Gonçalves ressaltou que um fenômeno que tem colaborado muito para o aumento da venda de produtos para esse período é o grande número de blocos carnavalescos. “Por não usarem fantasias padronizadas, os blocos contribuem bastante para as vendas de adereços, fantasias, chapéus, fitas, camisetas, bermudas, shorts e sandálias”, afirmou Gonçalves.

Ocupação hoteleira para réveillon no Rio de Janeiro está em 89,61%
Dados são da terceira prévia do sindicato do setor hoteleiro

Da Agência Brasil

A média da ocupação hoteleira no município do Rio, até o momento, é de 89,61% para o período de 30 de dezembro de 2022 a 1º de janeiro de 2023. Os bairros mais procurados são Ipanema e Leblon, com 93,62% das reservas confirmadas, seguidos de Leme e Copacabana, com 93,10%, Barra da Tijuca e São Conrado (92,04%), Flamengo e Botafogo (87,35%) e Centro (78,30%).

Os dados são da terceira prévia da pesquisa do Sindicato dos Meios de Hospedagem do Município do Rio de Janeiro (HotéisRIO), divulgada nesta hoje (23).

Conforme a pesquisa, o resultado aponta para o firme crescimento das reservas. Na semana passada a indicação era para 80,75% de ocupação. Os hoteleiros esperam para este réveillon – anunciado pela Empresa de Turismo do Município do Rio de Janeiro (Riotur) como a maior celebração da virada de todos os tempos -, superar o resultado passado, quando a taxa de ocupação foi de 92,10%.

O presidente do HotéisRIO, Alfredo Lopes, tem expectativa de uma ocupação ainda maior. “As projeções de recuperação do setor são muito positivas para esta temporada e sinalizam que os números fiquem próximos ou superem os do réveillon 2020/2021. Esperamos chegar a 98% de quartos ocupados”, disse.

Virada em casa

A Barra da Tijuca, que tem como característica ser o maior réveillon indoor da cidade, com as comemorações realizadas em festas dentro das casas ou dos hotéis, tem há alguns anos confirmado o desempenho com grande demanda do público que viaja em família. O bairro já tem mais de 92% dos quartos reservados e a expectativa da hotelaria é de 100% de quartos ocupados na virada.

Alfredo Lopes disse que, desde o início, o réveillon da Barra foi planejado para ser uma festa dentro de casa, uma vez que não existe programação de eventos na praia, mas costuma presentear moradores e turistas com um show de luzes.

“A queima de fogos de artifício é feita nos telhados dos hotéis, que organizam grandes festas muito procuradas pelos turistas. As famílias também costumam receber convidados em seus condomínios, já que o bairro tem por característica prédios com varandas que convidam a confraternizar. Outras prestigiam a programação de ceias e atrações musicais dos hotéis vizinhos pela segurança e praticidade. Alguns shoppings também participam, garantindo um céu iluminado da Barra ao Recreio. É uma comemoração muito bonita com demanda que cresce a cada ano”.

Faltando oito dias para a virada, o réveillon já tem locais confirmados de queima de fogos. Com patrocínio da Riotur, haverá espetáculos no Windsor Marapendi, Wyndham Rio Barra, Quebra Mar da Barra, Radisson Hotel Barra Rio de Janeiro, VillageMall, Hilton Barra Rio de Janeiro, Courtyard by Marriott Rio de Janeiro Barra da Tijuca, Ilha Pura, Ramada Encore by Wyndham Rio de Janeiro Ribalta, Barra World Shopping & Park.

Turismo brasileiro experimenta retomada após pandemia
De maio para junho, conectividade aumentou 7,29% no país

 

Da Agência Brasil

Após dois anos de pandemia de covid-19, quando foram impostas restrições a viagens internacionais em várias partes do mundo, além do fechamento provisório de vários setores do comércio, o Brasil voltou a receber voos de outros países em grande escala. Segundo a Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur), o mês passado registrou 3.806 chegadas de voos internacionais ao país.

Na comparação com maio, o aumento na conectividade foi de 7,29% e, em relação a junho do ano passado, de 355,36%. De acordo com a Embratur, o aumento expressivo da conectividade continuará até o início de 2023. Estão previstos 84 novos voos e 47 frequências adicionais até fevereiro do ano que vem. De janeiro a junho deste ano, mais 84 voos entraram em operação e 36 frequências foram adicionadas.

A empresa aérea GOL começou, em maio, a operar mais voos internacionais de Buenos Aires, Miami e Orlando para Brasília, com quatro frequências semanais. Para novembro, a previsão é iniciar a rota entre as cidades de Buenos Aires e Natal, além de retomar, até dezembro, a totalidade dos destinos na Argentina que existiam em 2019.

Já a United Airlines retomou os voos Chicago/São Paulo e Houston/Rio de Janeiro no primeiro semestre. A Lufthansa também contribuiu para o aumento da oferta de conectividade, com a volta das operações Frankfurt e Munique para o Rio de Janeiro e de voos diários de Amsterdam para o Rio de Janeiro.

Em outubro, a Eastern Air prevê o incremento de voos de Miami e Nova York para Belo Horizonte.

Outras empresas aéreas, como Latam, Delta Air Lines e Iberia, também anunciaram mais voos internacionais, ligando cidades como São Paulo e Rio de Janeiro a destinos como Atlanta e Nova Iorque, nos Estados Unidos, Medelín, na Colômbia, e Madri, capital espanhola.