Nova Friburgo se consolida como o epicentro da inovação e negócios na moda íntima brasileira
A cidade vai receber a edição 2026 do Fevest Inspire, a principal feira de lingerie, moda praia, fitness e matéria-prima da América Latina

Da Redação

Entre os dias 09 e 11 de junho, a “Capital da Moda Íntima” respira inovação. O icônico Nova Friburgo Country Club será o palco da Fevest Inspire 2026, a principal feira de lingerie, moda praia, fitness e matéria-prima da América Latina. Com um conceito renovado, o evento foca em alta performance, criatividade e na geração de conexões estratégicas para o setor têxtil.

A edição de 2026 reflete o amadurecimento do polo, reunindo mais de 100 marcas expositoras. Além da força local, a feira expande fronteiras e recebe expositores de polos fundamentais como Minas Gerais, Ceará, São Paulo e Rio Grande do Sul. A expectativa é que 9 mil visitantes do Brasil e do mundo circulem pelos corredores, acompanhando desfiles, workshops e palestras de alto nível.

A Força da Exportação: Projeto SindExporta

Um dos grandes destaques desta edição é a terceira etapa do SindExporta. Idealizado pelo Sindicato das Indústrias do Vestuário de Nova Friburgo e Região (Sindvest). Este ano, o projeto está aberto para que todas as mais de 40 empresas que fizeram as capacitações para o mercado global participem da rodada de negócios exclusiva com compradores internacionais, prontos para absorver a qualidade e o design do polo fluminense.

Durante dois anos, o SindExporta orientou empresas locais em uma trilha de desenvolvimento que incluiu consultorias e assessorias especializadas em parceria com Abit, ApexBrasil, Firjan e Sebrae.

Fomento Nacional: Projeto Comprador

Para potencializar as transações comerciais dentro do país, a Fevest Inspire 2026 reforça o Projeto Comprador Nacional. A iniciativa seleciona até 20 empresas de relevância no setor têxtil para participar da feira com custos de logística (passagem e hospedagem) custeados pelo Sindvest.

“O Projeto Comprador Nacional é um instrumento estratégico para a geração de negócios. Ao trazermos empresas qualificadas de diversas regiões do país, criamos um ambiente favorável para parcerias duradouras e ampliamos a visibilidade das marcas participantes da Fevest”, afirma Gustavo Moraes, presidente do Sindvest.

A Fevest inspire 2026 – Feira de Lingerie, Moda Praia, Fitness e Matéria-prima – é uma realização do Sindvest (Sindicato das Indústrias do Vestuário de Nova Friburgo e Região), com patrocínio da Firjan SENAI SESI, apoio institucional da Prefeitura Municipal de Nova Friburgo, Abit, Frionline e Vinilsul

Serviço:

Fevest Experience 2026 – Feira de Lingerie, Moda Praia, Fitness e Matéria-prima

Data: 09 a 11 de junho de 2026 (terça-feira a quinta-feira)

Horário: das 13h às 20h

Entrada: Gratuita mediante credenciamento pelo site

Local: Nova Friburgo Country Clube (Av Conselheiro Julius Arp, 140 – Centro – Nova Friburgo/RJ)

Site: http://www.fevest.com/

Inteligência artificial ganha protagonismo na 11ª edição do Onco in Rio
Segundo especialista, IA deve adicionar US$ 8 trilhões ao PIB mundial na próxima década

 

 

Da Redação

A inteligência artificial (IA) foi um dos principais eixos de discussão da 11ª edição do Congresso Internacional Oncologia D’Or – Onco in Rio, realizada entre sexta-feira (27) e sábado (28), no Windsor Oceânico, no Rio de Janeiro. Reunindo especialistas do Brasil e do exterior, o evento destacou inovação, tecnologia e avanços no diagnóstico e tratamento do câncer, além de registrar público recorde, com quase 15 mil inscritos — superando os 11 mil da edição anterior. “O sucesso desta edição do Onco in Rio, com um público ainda maior do que no ano passado, reforça a relevância do encontro como um espaço essencial para o aperfeiçoamento profissional, a troca de conhecimento e o fortalecimento de conexões que impulsionam a oncologia no Brasil”, celebrou o presidente da Oncologia D’Or, Paulo Hoff.

Ao longo dos dois dias, a IA foi apontada como uma transformação irreversível na medicina, com impacto direto na prática clínica, na gestão da saúde e no acesso ao diagnóstico. Durante o segundo dia do congresso, o presidente da Cirion Technologies no Brasil, Gustavo Salomon, destacou que a tecnologia deve ser encarada como aliada dos profissionais. “O profissional não perderá espaço para a IA, mas pode perder para quem souber utilizá-la”, afirmou. Segundo ele, além de revolucionar processos, a IA deve impulsionar a economia global, com estimativa de adicionar cerca de US$ 8 trilhões ao PIB mundial na próxima década.

Na saúde, os efeitos dessa transformação já são concretos. O mercado de imagens médicas, por exemplo, deve crescer de US$ 4 bilhões para US$ 26 bilhões nos próximos anos. Salomon também apresentou aplicações práticas, como sistemas utilizados na China que realizam triagens iniciais e apoiam diagnósticos e decisões terapêuticas, ampliando o acesso em regiões com alta demanda. Em outra frente, avanços na neurologia já permitem que pacientes com síndrome do encarceramento recuperem a comunicação por meio da combinação entre chips cerebrais e IA, inclusive com reprodução da própria voz.

Na radiologia, a IA vem ampliando a capacidade diagnóstica e otimizando o tempo dos especialistas. Rosana Rodrigues, médica radiologista da Rede D’Or e pesquisadora do IDOR, explicou que as ferramentas atuais já atuam na detecção, classificação e quantificação de lesões, além de apoiar o diagnóstico, o prognóstico e a avaliação de resposta ao tratamento. Na prática, sistemas conseguem priorizar exames urgentes, identificar achados críticos e destacar alterações por meio de mapas de calor.

Apesar dos avanços, a especialista ressaltou que a incorporação plena da IA ainda enfrenta desafios, especialmente devido ao caráter “estreito” da maioria das soluções atuais, voltadas para tarefas específicas. Como tendência, destacou o avanço de modelos multimodais, capazes de integrar dados de imagem com informações clínicas, laboratoriais e patológicas, aproximando a medicina de precisão. Entre os exemplos nacionais, foram apresentados projetos do IDOR já aplicados na Rede D’Or, incluindo ferramentas aprovadas pela Anvisa para análise de doenças pulmonares e soluções que identificam pacientes com suspeita de câncer que não retornaram para acompanhamento, contribuindo para diagnósticos mais precoces.

Além da inteligência artificial, o congresso abordou avanços relevantes em diferentes áreas da oncologia. No câncer de mama, o coordenador da Oncogenética da Oncologia D’Or, Rodrigo Guindalini, destacou a importância da personalização no rastreamento, levando em conta fatores como predisposição genética, densidade mamária, histórico familiar e estilo de vida. Estudos recentes com scores de risco poligênico também foram apresentados como ferramentas promissoras para aumentar a precisão das estratégias de detecção precoce.

Outro destaque foi a evolução dos conjugados anticorpo-fármaco (ADCs), que vêm ganhando espaço por combinarem características da imunoterapia, da terapia-alvo e da quimioterapia tradicional, permitindo maior precisão no combate às células tumorais.

O manejo da dor oncológica também esteve em pauta, com ênfase na necessidade de abordagens individualizadas. A especialista em medicina da dor Mariana Junqueira ressaltou que o tratamento deve considerar os diferentes mecanismos da dor — como neuropática, inflamatória ou relacionada ao próprio tratamento — e combinar terapias farmacológicas, procedimentos intervencionistas e estratégias não medicamentosas. Segundo ela, o modelo tradicional da escada analgésica da Organização Mundial da Saúde foi superado, dando lugar a abordagens mais dinâmicas, com uso criterioso de opioides, novas classes de medicamentos e intervenções precoces.

O evento também abriu espaço para discussões sobre aspectos humanos e emocionais do cuidado oncológico. A oncologista Clarissa Baldotto destacou a importância de integrar a família no processo de cuidado, respeitando a autonomia do paciente e adaptando a comunicação aos diferentes perfis familiares. Já a psicóloga Erika Pallattino abordou o impacto emocional da prática oncológica sobre os profissionais de saúde, ressaltando que o luto faz parte da rotina e precisa ser reconhecido e acolhido.

Um dos momentos mais emocionantes do congresso foi a participação da jornalista Lilian Ribeiro, no primeiro dia do evento. Diagnosticada com câncer de mama há quatro anos, ela compartilhou sua experiência como paciente, destacando o impacto do diagnóstico, o papel fundamental da família e a importância de um cuidado que enxergue o indivíduo além da doença. Sua fala reforçou a dimensão humana da oncologia e emocionou o público ao evidenciar a importância do acolhimento, da comunicação e do cuidado integral ao longo de toda a jornada do paciente.

Inscrições do Prêmio Banco do Nordeste de Jornalismo são prorrogadas até 30 de junho

 

Da Redação

O Banco do Nordeste (BNB) prorrogou as inscrições do Prêmio Banco do Nordeste de Jornalismo em Desenvolvimento Regional até o dia 30 de junho de 2026. O certame, que está em sua 20ª edição, contemplará jornalistas profissionais e universitários com R$ 290 mil em premiações, divididos em 30 categorias, com valores entre R$ 3 mil e R$ 38 mil.

Podem concorrer os trabalhos jornalísticos de qualquer tipo de mídia produzidos em todo o País e que retratem ações executadas na área de atuação do BNB – estados nordestinos e parte de Minas Gerais e Espírito Santo.

Microcrédito rural é o tema do Grande Prêmio Nacional, cuja premiação é de R$ 38 mil.

Além da categoria principal, o Prêmio Banco do Nordeste contemplará outros 29 materiais, com valores individuais de R$ 3 mil a R$ 23 mil, que tratem do tema geral “desenvolvimento regional”. As vertentes desse assunto incluem expansão de crédito, empreendedorismo urbano e rural, geração de empregos, ocupação e renda, tecnologia e inovação, investimentos em infraestrutura, responsabilidade socioambiental e manifestações culturais.

Serão premiados jornalistas profissionais e estudantes universitários que tenham material publicado ou veiculado nos estados de atuação do Banco e um profissional com atuação extrarregional. Os trabalhos inscritos devem ser enquadrados em uma das categorias: texto, fotografia, áudio, audiovisual e projetos multimídia.

Para concorrer, o conteúdo noticioso precisa ser inédito e publicado em território nacional no período de 1° de janeiro de 2025 a 30 de junho de 2026. A cerimônia de entrega dos prêmios deverá ocorrer em dezembro.

Valores por categoria

A categoria Nacional contempla o Grande Prêmio Nacional (no valor de R$ 38 mil). As categorias Nacional Texto, Nacional de Fotografia, Nacional de Áudio, Nacional de Audiovisual e Nacional de Projetos Multimídia pagarão premiação entre R$ 14 mil e R$ 23 mil.

A categoria estadual irá premiar no valor de R$ 10 mil um trabalho profissional em cada estado onde o BNB atua, nove estados do Nordeste e Minas Gerais e Espírito Santo. O tema será aberto às vertentes do desenvolvimento regional com disputa entre todos os inscritos daquele estado, independentemente da mídia inscrita.

A categoria Extrarregional premiará com R$ 12 mil trabalho feito por jornalista profissional que tenha sido publicado em um veículo de imprensa situado fora da área de atuação do BNB.

Já entre os trabalhos inscritos por estudantes universitários, o prêmio estadual será de R$ 3 mil. O trabalho com a maior nota vencerá a premiação nacional para trabalho acadêmico, no valor de R$ 6 mil.

Consulte o regulamento completo na página do Prêmio Banco do Nordeste de Jornalismo em Desenvolvimento Regional para obter mais informações.

Evento realizado em Gavião Peixoto (SP) contou com a presença do presidente Lula
Voo de demonstração do protótipo do eVTOL da Eve Air Mobility marca avanço na campanha de testes

Da Redação

A Eve Air Mobility recebeu autoridades do governo para a realização de um voo do seu protótipo de engenharia na unidade da Embraer em Gavião Peixoto (SP). O voo, realizado com sucesso, marca um novo avanço em sua campanha de testes em direção às etapas futuras de certificação de sua aeronave elétrica de decolagem e pouso vertical (eVTOL, na sigla em inglês). O evento contou com a presença do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, da ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, do ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, do presidente da ANAC, Tiago Chagas Faierstein, do presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, entre outras autoridades.

A Eve segue em campanha de testes com seu protótipo de engenharia, que já soma 35 voos realizados e quase uma hora e meia de tempo de voo acumulado desde seu primeiro voo em dezembro de 2025. A aeronave já atingiu 140 pés de altura, o equivalente a 43 metros, estabelecendo novos marcos para o programa e demonstrando comportamento consistente em voo, nas condições testadas até o momento, inclusive em manobras com entradas simultâneas em três eixos. Os resultados preliminares indicam ganhos de eficiência, com desempenho de propulsão e de bateria acima das hipóteses iniciais, enquanto os níveis de ruído permaneceram dentro das projeções, significativamente abaixo do ruído dos helicópteros.

Os voos realizados até o momento concentraram-se em operações de baixa velocidade (até 15 nós, o que equivale a aproximadamente 28 km/h), permitindo validar leis de controle, eficiência aerodinâmica dos rotores, comportamento térmico e o modelo de propulsão. A Eve segue avançando com a campanha, que inclui a expansão do envelope de voo e testes em velocidades mais elevadas. “Estamos avançando com disciplina e consistência em nossa campanha de testes, reduzindo riscos e consolidando as bases para futuros voos para a certificação. Os resultados obtidos nesses primeiros meses de campanha pós-primeiro voo, em dezembro de 2025, reforçam nossa confiança na arquitetura da aeronave e na capacidade de entregar uma solução segura, eficiente e escalável para o mercado de mobilidade aérea urbana”, afirma Johann Bordais, CEO da Eve.

Além dos voos, a Eve concluiu testes e atividades no solo, incluindo a calibração dos sensores responsáveis pela medição das cargas aerodinâmicas existentes no veículo em voo. Essas etapas integram o processo de expansão do envelope de voo da aeronave, permitindo voos de até 30 nós (aproximadamente 56 km/h) nos próximos dias.

“A Embraer tem mais de cinco décadas de expertise comprovada no desenvolvimento e certificação de aeronaves e ver esse conhecimento aplicado ao programa da Eve reforça o nosso compromisso com a inovação e com o futuro da aviação sustentável. Acreditamos no grande potencial do mercado global de mobilidade aérea urbana e vemos a Eve posicionada para ser uma das líderes dessa indústria”, afirma Francisco Gomes Neto, presidente e CEO da Embraer.

A certificação da aeronave permanece sujeita à conclusão bem-sucedida das etapas técnicas e à aprovação das autoridades regulatórias competentes.