Instituto D´Or de Pesquisa e Ensino e Rede D´Or abrem vagas de estágio para 2023
As vagas são para os cursos de Medicina e Farmácia

 

O Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino – IDOR – e a Rede D´Or estão com inscrições abertas até o dia 17 de novembro para o processo seletivo 2023 de Estágio Acadêmico para estudantes dos cursos de Medicina e Farmácia. Ao todo são 167 vagas disponíveis e, pela primeira vez, com oportunidades em Alagoas, Distrito Federal e no Rio de Janeiro. O processo seletivo será online em fase única, com prova que será realizada por meio de uma plataforma tecnológica especializada, no dia 27 de novembro de 2022.

No Rio de Janeiro, o estágio acadêmico em Medicina do IDOR e da Rede D’Or prevê a exposição sob supervisão do estudante aos cenários de emergência médica e tratamento intensivo de pacientes, contribuindo para a formação e amadurecimento do futuro médico, que tem a oportunidade de se familiarizar com o uso de tecnologia de última geração e tratamentos inovadores em campo de treinamento prático, amplo e moderno. No total, são 105 vagas para estágios em Medicina Intensiva, 17 para Medicina de Emergência e 3 para Cardiologia. Para as oportunidades em Medicina de Emergência serão aceitas inscrições de alunos cursando Medicina entre o 8° e 11° período, para as especialidades de Cardiologia e Medicina Intensiva os estudantes de Medicina devem estar entre o 9° e 11° período.

O estado do Rio também conta com 12 vagas para o estágio acadêmico em Farmácia que visa contribuir na formação profissional do futuro farmacêutico através da oferta de experiência prática em serviço. A experiência se dará sob a supervisão dos farmacêuticos hospitalares e clínicos, conjugada ao rodízio em todas as atividades e estoques assistenciais dos hospitais para a elaboração de uma visão global sobre a carreira na área hospitalar e clínica. Poderão participar do processo graduandos do curso de Farmácia no 7º período, para cursos com 4 anos de duração, ou no 9º período, para os de 5 anos de duração.

A grande novidade deste ano são as vagas em Alagoas e no Distrito Federal, com estágios para a especialidade de Medicina Intensiva. Os acadêmicos devem cursar Medicina entre o 9º e 11º período e poderá ter contato com pacientes críticos bem como na formulação de diagnóstico e condutas terapêuticas. No Distrito Federal, o processo seletivo se destina a preencher 10 vagas para atuar na Unidade Hospitalar DF Star, em Brasília (DF). Já em Alagoas, são 20 oportunidades na Unidade Hospitalar Arthur Ramos, em Maceió (AL).

O estágio tem duração de um ano, com a possibilidade de renovação por mais um ano em alguns cursos, e carga horária de 18 horas semanais, seguindo detalhamento de cada edital. A previsão é para início em fevereiro de 2023 e oferecem auxílio remuneração, dentre outros benefícios.

Mais informações e inscrição podem ser conferidas no edital de cada curso no site do IDOR na área Ensino, categoria Estágio Acadêmico.

Rede D’Or São Luiz e IDOR promovem Simpósio Internacional de Integração Neurológica
O evento virtual, que acontece nos dias 3 e 4 de dezembro, vai reunir 60 palestrantes de renome que irão falar sobre o que há de mais recente e promissor nos tratamentos de doenças do cérebro

O neurocirurgião Antônio De Salles é um dos coordenadores do Simpósio

 

Da Redação

Nos dias 3 e 4 de dezembro, a Rede D’Or São Luiz e o Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino (IDOR) promovem o primeiro Simpósio Internacional de Integração Neurológica. O evento, virtual, que conta com 60 palestrantes e mais de 30 horas de atividades em duas salas simultâneas, vai discutir temas caros à neurologia, neurocirurgia, neurociência, psiquiatria, radiologia, oncologia e endocrinologia com o intuito de promover uma maior convergência entre as especialidades e um modelo de atuação mais integrado.

Entre os convidados estão, entre outros, Fernanda Tovar Moll, co-fundadora do IDOR, Paulo Hoff, presidente da Oncologia D’Or, o neurocirurgião Paulo Niemeyer Filho, o neurocientista Stevens Rehen e o psiquiatra Paulo Mattos, pesquisadores do IDOR, e Leandro Reis Tavares, vice-presidente médico da Rede D’Or São Luiz. O evento conta também com nomes de peso de outros países, como o americano Edward Laws, professor de neurocirurgia da universidade Harvard, e o francês Hugues Duffau, responsável pelo departamento de neurocirurgia da universidade de Montpellier.

O casal de neurocirurgiões da Rede D’Or São Luiz, Antônio De Salles e Alessandra Gorgulho, é um dos coordenadores do simpósio. “Os avanços da medicina aumentaram a expectativa de vida do ser humano. O cérebro, no entanto, atrofia com o avanço da idade, diminui em volume e na densidade de conexões sinápticas”, diz Antônio De Salles. “A capacidade cognitiva entra em declínio.” Por isso, complementa Alessandra, “a perda de memória e da cognição juntamente com o surgimento de demências e doenças neurodegenerativas permanecem como objeto de muitos desafios e pesquisas atuais.”

Em outras palavras, um dos objetivos do encontro é debater o envelhecimento saudável e os progressos que neurocientistas e afins têm feito para que o homem consiga manter tanto o corpo como a mente sãos. “Esta iniciativa da Rede D’Or visa preparar nossos profissionais para o aumento contínuo da longevidade que vem sendo constatado ao longo das gerações”, afirma De Salles.

Entre os temas que integram a programação do evento, está o uso de marca-passo cerebral para tratar doenças como depressão severa e obesidade e sintomas de distúrbios como Mal de Parkinson, Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC), distonia e tremor essencial.

A implantação do marca-passo é feita por cirurgia. São colocados eletrodos no cérebro ligados ao dispositivo, que fica sob a pele na altura da clavícula. Por meio de estímulos elétricos, o marca-passo atua em determinadas áreas cerebrais e modula as atividades neuronais.

Com a corrente elétrica, é possível inibir ou estimular vias que estão funcionando de maneira deficiente ou em excesso e torná-las mais parecidas às de um cérebro que funciona adequadamente. “Trata-se de uma estimulação cerebral profunda capaz de atenuar sintomas que afetam a qualidade de vida do paciente”, conta Alessandra Gorgulho.

Nos casos de obesidade, a neuromodulação estimula o metabolismo, contribuindo para a perda de peso. “O tratamento provoca uma reação no organismo como a de um indivíduo que pratica exercícios físicos contínuos”, explica De Salles, que, ao lado da esposa, já implantou o marca-passo cerebral em mais de 600 pacientes.

Durante o Simpósio Internacional de Integração Neurológica, o neurocirurgião pretende divulgar alguns dados do estudo que coordena sobre o uso do marca-passo cerebral para casos de depressão severa e falar sobre a aplicação da estimulação cerebral profunda em casos de TOC e perda de memória. “Tenho certeza que o evento vai abrir horizontes, em diferentes áreas, para novas abordagens do cérebro”, diz Alessandra.

Academia Brasileira de Ciências e Instituto D’Or homenageiam um dos primeiros médicos negros do Brasil
A quinta edição em vídeo do projeto "Ciência Gera Desenvolvimento" presta tributo a Juliano Moreira, precursor da psiquiatria moderna no país

 

Da Redação

A Academia Brasileira de Ciências (ABC) e o Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino (IDOR) acabam de lançar mais um vídeo do “Ciência Gera Desenvolvimento”, projeto criado pela ABC em 2017 e com parceria do IDOR desde o ano passado. O objetivo da iniciativa é divulgar, através de animações curtas e com linguagem acessível, a vida e legado de grandes nomes da ciência brasileira. Em novembro do ano passado, foi escolhido o geógrafo Milton Santos; já em 2020, a quinta edição do projeto homenageia o psiquiatra Juliano Moreira.

Nascido em Salvador, no ano de 1873, Juliano Moreira foi um dos principais nomes da psiquiatria brasileira e um dos primeiros a trazer para a área os conceitos da psicanálise, criada por Sigmund Freud, e da genética psiquiátrica moderna, desenvolvida por Emil Kraepelin. Moreira representou o Brasil em diversos congressos na Europa, África e Ásia, além de ter revolucionado o tratamento de pacientes psiquiátricos através de práticas humanizadas, como a abolição do uso de camisas de força e do uso de grades nas janelas dos hospitais. O médico ainda foi um dos principais nomes da ciência nacional a refutar as teorias do racismo científico predominante na época, que defendia que transtornos psiquiátricos estavam associados a misturas étnicas, o que marcaria a sociedade brasileira como geneticamente inferior às europeias.

“Juliano Moreira foi um nome extremamente importante na história da psiquiatria no Brasil. E um aspecto é digno de nota: se nos tempos atuais o racismo perdura no país, no fim do século XIX, Juliano, um jovem negro, ultrapassou imensos obstáculos para entrar na faculdade de medicina enquanto ainda existia escravidão no Brasil, um dos últimos países do mundo a aboli-la. Ele viveu em um período no qual o país se definia prioritariamente pela cor da pele, até mesmo na ciência, cuja teoria de degeneração, na época, defendia que a miscigenação com pessoas negras trazia contribuições negativas para população. Mesmo assim, vivendo em um contexto adverso como aquele, Juliano alcançou a merecida fama, como um dos mais importantes médicos de toda a nossa história”, observa o psiquiatra Paulo Mattos, coordenador da área de neurociências no IDOR e professor da UFRJ.

Como relata Paulo, além de suas brilhantes conquistas profissionais e pioneirismos científicos, Juliano Moreira também rompeu rígidas barreiras racistas da época. Negro e filho de uma empregada doméstica, recebeu uma boa educação proporcionada por seu padrinho, e patrão de sua mãe, o Barão de Itapuã. E Juliano aproveitou bem a oportunidade, ingressando na Faculdade de Medicina da Bahia aos 13 anos — dois anos antes da abolição formal da escravatura no país. Mais tarde, Moreira ainda participou como membro fundador da Sociedade Brasileira de Psiquiatria, Neurologia e Medicina Legal e da própria ABC, na qual, como vice-presidente, recebeu o físico Albert Einstein no país, em 1925. No triênio seguinte, tornou-se presidente da entidade que ajudou a erguer.

“Juliano Moreira foi um memorável humanista. Ingressou em 1916 na ABC, foi vice-presidente e depois presidente, totalizando mais de 12 anos dedicados à Academia, de 1917 a 1929. Nesse período, recebeu Albert Einstein e Marie Curie em suas visitas ao Brasil. Ele teve grande atuação nos meios científicos internacionais, envidando grandes esforços para fortalecer a imagem da ciência brasileira no exterior. Foi realmente um grande líder da psiquiatria e da ciência brasileira. E é uma honra poder homenageá-lo com esse vídeo”, declara o físico Luiz Davidovich, atual presidente da ABC.

A neurociência aplicada ao cotidiano
Pela primeira vez em formato online, curso reúne especialistas que vão mostrar como aplicar conceitos neurocientíficos no dia a dia

Pela primeira vez o Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino (IDOR) oferece o curso Neurociência Translacional em formato online. Coordenado pelo neurocientista Roberto Lent, autor do livro “Cem Bilhões de Neurônios?”, o curso apresentará os mais recentes avanços da neurociência, bem como suas possibilidades de aplicação em situações cotidianas. Ele é dividido em três turmas simultâneas e integradas ente si, que visam aplicar a neurociência a questões relacionadas à educação, saúde e sociedade. Cada uma está segmentada em dez módulos.

Os avanços da neurociência têm propiciado um entendimento sobre o desenvolvimento e a estrutura do cérebro que impactam diretamente na vida humana. Para professores e pedagogos, por exemplo, tais conhecimentos orientam abordagens mais eficientes e inclusivas, enquanto para médicos, fisioterapeutas ou fonoaudiólogos, oferecem novas perspectivas de tratamentos. Esse imenso horizonte que se apresenta com o conhecimento do funcionamento do cérebro será o cerne do curso, que reúne alguns dos principais cientistas do Brasil.

Ao longo de dez semanas, o curso estabelece um paralelo entre os conceitos da neurociência e preocupações da sociedade, como a atual pandemia. “Hoje é o tema mais atual da nossa sociedade, então não poderíamos nos furtar de vincular questões levantadas pela pandemia e a forma como podemos utilizar a neurociência”, observa Lent. Ele ainda destaca que pode soar estranho para quem não acompanha os avanços da neurociência a realização de um curso para um público geral. Entretanto, a compreensão do funcionamento do cérebro vem sendo aplicada em diversos setores da sociedade. “O neuromarketing é, hoje, um conceito bem consolidado. E em várias áreas profissionais a neurociência apresenta contribuições interpretativas e práticas, como na economia, psicologia, filosofia, jornalismo, entre outras”, observa Lent.

Quem participar do programa voltado para aplicações à sociedade vai poder, entre outros assuntos, compreender como o cérebro processa as emoções, como se dão as relações interpessoais ou como a neurorrobótica irá influenciar o comportamento humano nos próximos anos, sempre com uma perspectiva bastante singular da neurociência.

Para os que preferirem aprender sobre a neurociência voltada para a educação, o curso reserva grandes discussões sobre neuroplasticidade, aprendizado, memória e estratégias de ensino mais inclusivas, sob a ótica dos avanços mais recentes da neurociência. “Hoje, sabemos que o cérebro não é estático. Pelo contrário, ele muda de uma maneira muito dinâmica. E entender como isso ocorre, ajuda um professor a ter melhores resultados em sala de aula”, explica Lent.

Já os alunos que optarem por seguir na área da neurociência da saúde, o entendimento do cérebro permite melhor compreensão sobre doenças neurológicas, psiquiátricas e do comportamento. Métodos de diagnóstico, doenças congênitas do sistema nervoso, fisiopatologia da dor e transtornos da linguagem e do sono estão entre os pontos que serão discutidos.

O curso terá uma carga horária de 40h e será realizado através de aulas online, transmitidas ao vivo, sempre às terças e quartas-feiras. O início está previsto para 23 de março. As inscrições vão até  18 de março e podem ser feitas pelo link www.rededorsaoluiz.com.br/instituto/idor.