Congresso Internacional Oncologia D’Or chega à sua décima primeira edição
Evolução no uso de IA no tratamento oncológico será um dos destaques do Onco in Rio

 

Da Redação

O Congresso Internacional Oncologia D’Or – Onco in Rio – abordará tecnologia e inovação em diagnóstico e tratamento do câncer, em sua décima primeira edição. Temas como inteligência artificial em terapia celular e radioterapia serão destaques na programação. O evento acontecerá nos dias 27 e 28 de março, no Windsor Oceânico, no Rio de Janeiro.

Considerado o maior congresso de oncologia no país, o Onco in Rio já conta com mais de 12 mil inscritos, superando o recorde alcançado no ano passado, de mais de 11 mil. Para isso, a programação também está voltada para a atualização multidisciplinar. “Um dos nossos diferenciais é a participação de profissionais de diversas áreas da saúde, pois proporciona um olhar integral sobre o cuidado do paciente oncológico”, ressalta o presidente da Oncologia D’Or, o Prof. Dr. Paulo M. Hoff.

A programação será dividida em módulos temáticos e reunirá centenas de palestrantes, incluindo convidados internacionais, como os norte-americanos Kelly Hunt e Mihir Desai. Responsável por estudos clínicos que mudaram o padrão de tratamento do câncer de mama, Hunt também é chefe do Departamento de Oncologia Cirúrgica de Mama do The University of Texas MD Anderson Cancer Center. Desai é uma das principais referências mundiais em cirurgia robótica, laparoscópica e endourológica.

Outro destaque será o painel de pesquisa clínica. No ano passado, a Oncologia D’Or fechou parceria com a Next Oncology para promover inovações no tratamento do câncer, com a realização de testes clínicos de fase 1 de potenciais agentes anticancerígenos. “Vamos aproveitar a oportunidade para apresentar os primeiros estudos que têm sido desenvolvidos”, revela Hoff.

De acordo com dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), o Brasil registra mais de 700 mil novos casos de câncer por ano. Projeções da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que esse número continuará crescendo, podendo alcançar cerca de 1,15 milhão de novos diagnósticos anuais até 2050. Diante desse cenário, a constante atualização científica torna-se essencial para garantir precisão e inovação no cuidado oncológico. Com esse compromisso, a Oncologia D’Or promove seus congressos anuais, reunindo especialistas nacionais e internacionais para compartilhar conhecimentos e discutir avanços em diagnóstico e tratamento, contribuindo para a evolução contínua da oncologia no país.

As inscrições são gratuitas e devem ser realizadas pelo site do congresso.

Serviço

XI Congresso Internacional Oncologia D’Or – Onco in Rio
Quando: 27 e 28 de março
Onde: Windsor Oceânico – R. Martinho de Mesquita, 129 – Barra da Tijuca, Rio de Janeiro
Informações: Home – XI Congresso Internacional Oncologia D’Or – Onco in Rio

Oncologia D’Or e Flamengo entram em campo pela prevenção do câncer de mama
Com Maracanã iluminado de rosa, médicos e pacientes foram ao gramado com mensagem sobre prevenção e diagnóstico precoce

 

Da Redação

Mais uma vez, a Oncologia D’Or e o Flamengo uniram forças pela prevenção e diagnóstico precoce do câncer de mama, que atinge anualmente cerca de 75 mil mulheres no Brasil. Uma equipe formada por pacientes, médicos e voluntários entrou em campo, durante o jogo contra o Cruzeiro no Maracanã, com a faixa que trazia o lema “Cuidado que aumenta a chance de cura”. Foi uma oportunidade de chamar  a atenção das mulheres para que se cuidem e dediquem espaço em suas rotinas para o autocuidado e a prevenção. O diagnóstico precoce resulta em final feliz em mais de 90% dos casos.

Durante a partida, o estádio, que registrou o maior público do ano, com 72 mil presentes, foi iluminado de rosa e exibiu mensagens no telão de conscientização sobre a doença. Padrinhos da ação, os oncologistas Marcelle Lagdem e Marcelo Campelo fizeram parte do time que subiu ao gramado. “Unir a força de duas marcas como a Oncologia D’Or e o Flamengo em torno da saúde é uma forma poderosa de sensibilizar a sociedade. O Maracanã lotado nos mostra que, assim como o esporte mobiliza multidões, a mensagem do cuidado contínuo também pode alcançar milhões de pessoas e gerar impacto real na vida das mulheres e de suas famílias”, ressalta Marcelle. Desde 2018, a parceria promove ações pelo Outubro Rosa.

A mobilização promovida no jogo válido pelo Campeonato Brasileiro integra as iniciativas da campanha “O Ano Todo Rosa”, que a Oncologia D’Or realiza desde 2023, buscando sensibilizar que o cuidado o com a saúde deve ser integral e contínuo, não pode ficar restrito somente ao mês de outubro. Mais informações em: www.rededorsaoluiz.com.br/site/oanotodorosa.

Recife recebe décima edição de simpósio internacional de câncer urológico
A incorporação de tecnologias como IA e robótica será um dos destaques do evento

O oncologista norte americano Ritesh Kotecha é um dos palestrantes confirmados

 

Da Redação

Começa hoje e termina amanhã (05) a décima edição do Simpósio Internacional de Uro-Oncologia. Realizado pela Oncologia D’Or, o evento vai reunir alguns dos principais nomes da oncologia do país no Beach Class Convention by HÔM, em Recife, para discutir o que há de mais atual e relevante em tratamento e diagnóstico de tumores urológicos. Coordenador científico do simpósio e diretor Regional da Oncologia D’Or Pernambuco, o oncologista José Iran Costa ressalta que o uso da cirurgia robótica, incorporação da inteligência artificial (IA) e o impacto genético na incidência de tumores, estão entre os principais destaques da programação.

O coordenador observa que se manter atualizado é um desafio cada vez maior para os médicos, frente à velocidade dos avanços tecnológicos.  No dia 05, por exemplo, todas as mesas da parte da tarde serão dedicadas à evolução da cirurgia robótica no tratamento de tumores urológicos, como câncer de próstata, segundo mais comum em homens. São estimados 71 mil novos diagnósticos por ano no Brasil. A incorporação da tecnologia robótica tem ampliado significativamente as possibilidades terapêuticas, inclusive para pacientes que antes eram considerados inoperáveis. José Iran observa que felizmente a tecnologia também tem feito o mesmo para câncer de rim, bexiga, entre outros. “Vamos compartilhar casos clínicos nos quais o acesso ao equipamento robótico foi vital para mudar o prognóstico dos pacientes”, relata.

Ele destaca, ainda, que o uso da IA, que vai nortear um dos módulos do primeiro dia, é outro exemplo de como a incorporação de novas tecnologias é um fator fundamental para proporcionar melhores diagnósticos e terapias. “Hoje conseguimos diagnósticos mais precisos e precoces, pois a inteligência artificial consegue analisar dados que são imperceptíveis para o homem. E acredito que ainda estamos longe da real capacidade dessa tecnologia”, avalia o oncologista.

Ao todo, serão 65 palestrantes, que vão discutir, em 11 módulos, além de uma aula magna e um simpósio satélite, o estágio atual, bem como as perspectivas futuras dos cânceres urológicos. Um dos nomes confirmados é o do norte americano Ritesh R. Kotecha. Oncologista geniturinário, Kotecha lidera estudos de imunoterapia e terapia celular do Memorial Sloan Kettering Cancer Center, referência mundial em pesquisa e tratamento oncológico.

Sobre a Oncologia D’Or

Fundada em 2011, a Oncologia D’Or é composta por clínicas focadas no diagnóstico e tratamento do câncer e de doenças hematológicas, com padrão de qualidade reconhecido internacionalmente.

Presente em 12 estados brasileiros e no Distrito Federal, a Oncologia D’Or conta com mais de 60 clínicas, oferecendo atendimento altamente especializado, pautado na excelência médica, na inovação tecnológica e no acolhimento humanizado.

Com um corpo clínico formado por mais de 500 especialistas em oncologia, hematologia e radioterapia, além de equipes multidisciplinares capacitadas, a Oncologia D’Or promove um cuidado humanizado e personalizado em todas as fases do tratamento.

Sua atuação é integrada aos hospitais da Rede D’Or, garantindo sinergia entre clínicas, equipes médicas e estruturas hospitalares. Essa conexão assegura maior agilidade no diagnóstico, continuidade no tratamento e uma jornada assistencial mais eficiente e acolhedora para o paciente oncológico.

Serviço

X Simpósio Internacional de Uro-Oncologia Oncologia D’Or
Data: 04 e 05 de julho
Local: Beach Class Convention by HÔM – R. Maria Carolina, 661 – Boa Viagem, Recife – PE
Link: X Simpósio Internacional de Uro-oncologia Oncologia D’Or

Com mais de 11 mil inscritos, Onco in Rio apresentou os principais avanços no tratamento e diagnóstico de câncer
Aplicação da Inteligência Artificial esteve entre os principais destaques. Oncologistas alertaram para aumento de casos em pessoas com menos de 55 anos

 

Um talk show entre o presidente da Oncologia D’Or, Paulo Hoff, e o CEO da Rede D’Or, Paulo Moll, fechou a décima edição do Onco in Rio

 

Da Redação

O uso da Inteligência Artificial e os avanços na patologia molecular estiveram entre os principais temas debatidos na décima edição do Congresso Internacional da Oncologia D’Or – Onco in Rio, encerrado no último sábado. Com cerca de 11 mil inscritos e mais de 300 palestrantes, o congresso foi uma oportunidade única de se atualizar nas práticas oncológicas mais modernas. “Antigamente demorava décadas para surgirem novidades relevantes na medicina. Hoje é uma questão de meses, tal é a velocidade que o conhecimento se renova”, ressaltou o presidente da Oncologia D’Or, Paulo Hoff, que aponta que o futuro do diagnóstico e do tratamento de câncer passa pelo aprendizado das melhores formas de se incorporar a IA nas clínicas e hospitais.

Para o cirurgião Carlos Domene, por exemplo, coordenador do curso de capacitação em robótica do IDOR, que participou da mesa sobre o uso de IA em cirurgia oncológica, a incorporação dessa tecnologia é inevitável e não há como negar as vantagens que ela entrega tanto para o médico quanto para o paciente. “Há quem ainda duvide do futuro da IA, mas lembro que houve quem disse que avião era uma coisa impossível e que a TV não teria futuro”, pontuou.

A anestesiologista e coordenadora do Centro de Estudos da Clínica São Vicente, Mariana Junqueira ponderou sobre como a IA pode contribuir na gestão da dor dos pacientes. Ela observou que muitas vezes as pessoas não leem as orientações para usos de opioides e considerou se a IA não pode ajudar, por exemplo, a fazer um vídeo que seja mais eficiente e ajude a melhorar a qualidade de vida do paciente.

As inovações foram destacadas em diversas palestras, ainda assim é quase que unanimidade que há muito onde avançar. A coordenadora da oncologia do Hospital São Luiz Jabaquara, Alexandra Khichfy, relatou, durante a mesa que debateu o estágio atual da oncologia, que o diagnóstico do câncer é um problema mundial, visto que, somente em 2019, cerca de 10 milhões de pessoas morreram por causa de algum tipo de tumor. Ela observou que é preciso melhorar o acesso aos exames, pois quanto antes diagnosticar, maior é chance de um desfecho positivo. Um exemplo é o câncer de intestino, que apresenta a taxa de sobrevida 90% em cinco anos e o de mama, que registra uma taxa de 100%. E as perspectivas para o futuro são ainda melhores. “Estamos caminhando para análises moleculares para entender profundamente os tumores e fazer tratamentos mais especializados”, afirmou.

O aumento do número de casos de câncer em pessoas com menos de 55 anos tem preocupado os oncologistas. O número de diagnósticos de tumores de intestino, por exemplo, cresceu de 11% para 20% entre 2005 e 2019. Outros tipos de câncer, como de esôfago e próstata, também têm registrado aumento de incidência em pessoas mais jovens. Hoff ressalta que a adoção de hábitos de vida saudáveis é uma das principais formas de se prevenir o câncer. “A obesidade crônica, vista pela OMS como um caso de epidemia global, está hoje entre os principais fatores de risco para a maioria dos tipos de câncer”, alerta.

O congresso também mostrou que pesquisadores estão cada vez mais otimistas no desenvolvimento de tecnologias que permitam prever as reais chances de uma pessoa vir a ter um câncer, bem como de antecipar a forma como ele vai se desenvolver. E o avanço da patologia molecular tem sido fundamental para permitir essa previsibilidade e identificar de forma mais precisa o tipo de câncer de cada paciente.

No sábado, encerrando a programação científica do congresso, uma mesa sobre o futuro dos testes moleculares reuniu o diretor médico da Anatomia Patológica da Rede D‘Or, Fernando Soares, e o norte americano Eric Walk, que tem mais de 20 anos de experiência em medicina de precisão e desenvolvimento de medicamentos oncológicos e hoje é diretor médico da PathAI, empresa que fechou parceria com a Rede D’Or para entregar soluções com IA. “A Inteligência Artificial vai ser o nosso melhor companheiro, pois vai atuar em diversos momentos, seja, por exemplo, avaliando resultado de exames de imagens ou de análises clínicas e patológicas. E a IA vai poder integrar todas essas informações”, ressaltou Soares.