Centro de Mama do Hospital Quinta D’Or completa 10 anos
Unidade realizou mais de 77 mil exames. Quando diagnosticado precocemente, câncer de mama tem chance de cura de 95%

 

Da Redação

O Centro de Mama do Hospital Quinta D’Or completa 10 anos consolidado como uma referência no diagnóstico rápido e integrado do câncer de mama. Ao longo da última década, o serviço realizou aproximadamente 77 mil exames, oferecendo um modelo de atendimento inovador que reúne tecnologia, agilidade e acompanhamento multidisciplinar.

O espaço foi criado para reduzir o tempo entre a investigação e a confirmação do diagnóstico. No mesmo dia, a paciente pode realizar mamografia e ultrassonografia com o mesmo médico, que elabora um laudo conclusivo integrado. Em muitos casos, a biópsia também é realizada no mesmo dia, permitindo acelerar significativamente a definição do diagnóstico. A unidade abriga ainda o serviço de Diagnóstico Expresso, que possibilita concluir a investigação do câncer de mama — incluindo a biópsia — em até 24 horas. Os resultados dos exames anatomopatológicos ficam prontos em até dois dias úteis.

O processo tradicional de investigação do câncer de mama — desde a percepção de um primeiro sintoma até a confirmação da doença — costuma levar entre quatro e seis semanas. No Centro de Mama do Quinta D’Or, o objetivo é encurtar esse percurso. “Nosso centro reúne o que há de mais moderno em prevenção por imagem da mama e, com essa abordagem, o diagnóstico acontece no menor tempo possível, com o suporte de uma equipe multidisciplinar”, destaca a mastologista Ellyete Canella, coordenadora médica do Centro de Mama.

Para ampliar a capacidade de atendimento, a unidade acaba de adquirir um novo aparelho de ultrassonografia, aumentando o número de vagas disponíveis para exames de mama. A meta futura é ampliar o conceito de cuidado integrado e oferecer no mesmo espaço todos os exames preventivos voltados à saúde da mulher.

Diagnóstico rápido reduz ansiedade e acelera o tratamento

“Sabemos que a espera pelo agendamento dos exames é angustiante para quem deseja saber o real estado de sua saúde. O diagnóstico rápido, além de agilizar o início do tratamento, também reduz a ansiedade da paciente, o que impacta diretamente em sua qualidade de vida”, observa a médica.

Integrado à estrutura hospitalar do Quinta D’Or, o centro permite que as pacientes tenham acesso a uma linha de cuidado completa, desde o diagnóstico até o início do tratamento, quando necessário. No combate ao câncer, o tempo é um fator decisivo. Quando detectado precocemente, o câncer de mama pode alcançar até 95% de chance de cura. De acordo com estimativas do Instituto Nacional de Câncer, o Brasil registra cerca de 73,6 mil novos casos da doença por ano, sendo o tipo de câncer mais frequente entre mulheres no país.

Mamografia é essencial para detecção precoce

A coordenadora do serviço alerta que muitas mulheres ainda acreditam que o autoexame é suficiente para identificar o câncer de mama. No entanto, quando um nódulo é percebido apenas pelo toque, a doença geralmente já não está em sua fase inicial.

“A mamografia é o exame mais indicado para detectar precocemente alterações nas mamas. Somente a biópsia permite confirmar se uma lesão é maligna ou benigna”, explica. A Sociedade Brasileira de Mastologia recomenda que mulheres a partir dos 40 anos realizem mamografia anualmente, embora as orientações possam variar quando há histórico familiar da doença.

Além do rastreamento regular, hábitos saudáveis também desempenham papel importante na prevenção. Alimentação equilibrada, prática de atividade física e controle do peso corporal podem ajudar a evitar até 30% dos casos de câncer de mama. Por outro lado, fatores como consumo excessivo de álcool, excesso de peso — especialmente após a menopausa —, uso prolongado de contraceptivos hormonais e terapia de reposição hormonal podem aumentar o risco da doença.

Quinta D’Or promove caminhada solidária em prol da doação de órgãos
Ação vai reunir mais de 200 transplantados na Quinta da Boa Vista

 

Da Redação

Pelo quarto ano seguido, o Hospital Quinta D’Or promove uma caminhada solidária na Quinta da Boa Vista, em prol do Setembro Verde, mês da conscientização sobre a importância da doação de órgãos. Mais de 200 transplantados já confirmaram presença na ação que vai acontecer no dia 23. A partida será  às 9h, com concentração no portão na Rua Almirante Baltazar.

Idealizador da caminhada, o coordenador e cirurgião de transplante de fígado dos Hospitais da Rede D`Or no Rio de Janeiro, Lúcio Pacheco, conta que a ação é uma celebração à vida, pois ressalta como a doação abre novos horizontes para quem recebe o órgão. “A cada transplante realizado, uma vida é salva. É essa a mensagem que queremos passar”, afirma.

Somente no primeiro semestre do ano, segundo dados da Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO), foram realizados, aproximadamente, 13.300 transplantes no Brasil. No entanto, Lúcio relata que esse número poderia ser ainda melhor se a taxa de consentimento familiar fosse maior. Em média, 45% de potenciais doadores notificados não são autorizados pelas famílias. O desconhecimento sobre o processo de doação, explica o cirurgião, ainda gera dúvidas nos familiares, que acabam, em muitos casos, negando a doação. “Por isso iniciativas como esta caminhada, elas são fundamentais, pois ajudam a sensibilizar as famílias sobre a importância de autorizar a doação do órgão de seu ente querido”, destaca.

Até junho, segundo relatório trimestral da ABTO, quase 72 mil pessoas aguardavam por um novo órgão, o que representa um crescimento de 11% em comparação com o mesmo período do ano passado.

 

Quinta D’Or promove caminhada solidária em prol do transplante de órgãos

Na quarta-feira (20), para celebrar o Setembro Verde, mês da conscientização sobre a importância da doação de órgãos, o Quinta D’Or, com apoio da Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO) promove pelo segundo ano seguido uma caminhada solidária na Quinta da Boa Vista, com a participação de médicos, doadores e transplantados. A iniciativa é uma celebração à vida e também quer mostrar como a doação abre novos horizontes para quem recebe o órgão. Segundo dados da ABTO, atualmente mais de 57 mil pessoas aguardam na fila de espera por um órgão, um crescimento de aproximadamente 10% em comparação com o mesmo período do ano passado.

Coordenador e cirurgião do transplante de fígado dos Hospitais da Rede D`Or, Lúcio Pacheco ressalta que é preciso sensibilizar mais a sociedade sobre a importância de autorizar a doação do órgão de um familiar. Ele observa que o desconhecimento sobre o processo ainda gera muitas dúvidas. “O percurso do órgão, desde a doação até o transplante, é composto por uma série de etapas que garantem a sua segurança e transparência. Cada consentimento familiar ajuda a salvar uma vida”, afirma. Atualmente em 70% dos casos, as famílias não autorizam a doação. “Precisamos mudar esse número, para que mais pessoas sejam beneficiadas com o transplante de órgão”, enfatiza Lúcio.

Caminhada solidária do ano passado, em apoio ao Setembro Verde.

A caminhada começará às 9h e partirá do portão na Rua Almirante Baltazar.

No mês da luta contra hepatites virais, especialista explica tratamento e alerta para importância do diagnóstico precoce
Julho Amarelo preza pela conscientização no combate às doenças hepáticas virais, que mataram mais de 80 mil pessoas no século XXI

Por Vicente Arantes

Dia 28 de julho é marcado por ser o Dia da Luta Contra Hepatites Virais, celebrado mundialmente e que busca abrir os olhos da população para a doença hepática. No último dia 4 de julho, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a lei que implementa o Julho Amarelo, expandindo para o mês todo a prevenção e conscientização sobre as hepatites virais. Para a hepatologista Ana Maria Pittella, do Hospital Quinta D’Or, o diagnóstico precoce é essencial. “É preciso informar a população sobre a importância dos exames de check-up, sobretudo para os grupos de risco, para hepatites B e C; no caso do vírus C, o tratamento cura em 90% dos casos. A população precisa ser conscientizada”, afirmou a profissional.
 
Dados divulgados pelo Ministério da Saúde em julho do ano passado apresentaram números entorno das hepatites virais no Brasil no século: foram 718 mil casos, sendo mais de 75% deles das hepatites B e C, que também são as formas mais perigosas da doença hepática. Nos óbitos, a maior parte foi decorrente de complicações da hepatite C: 62 mil mortes, quase 77% do total das hepatites virais. Apesar dos altos números, é bom lembrar que as hepatites A, B e C possuem tratamento: no caso dos vírus A e B, já existem vacinas que combatem a doença, enquanto no vírus C existem medicações que trazem a cura em 90% dos casos. A vacina contra hepatite B, inclusive, pode ser encontrada em qualquer posto público de saúde no Brasil.
 
Ana Pittella explica que, nos casos do vírus B, o tratamento com medicamentos também foi alterado com o tempo. “Trabalhávamos no passado com o interferon, depois viemos com drogas orais e hoje nós temos medicamentos dedicados a pacientes com comprometimento renal”, levanta a doutora, que acrescenta: “hoje em dia, com relação à hepatite C, pacientes tomam pílulas de 8 a 12 semanas e estão curados. Ficamos muito felizes em poder oferecer um tratamento praticamente sem efeito adverso”.
 
Ambos os vírus, das hepatites B e C, podem levar à cronificação da doença hepática e a complicações graves, como cirrose e câncer de fígado. No vírus C, no entanto, o grande perigo está na maneira silenciosa que ele se espalha, na maioria dos casos de forma assintomática. A melhor forma de descobrir a hepatite C é através de exames de rotina, que identifiquem a presença do vírus antes de problemas mais sérios. “Nós pensamos ‘hepatite C tem tratamento, a população está bem informada’, mas não é bem assim. Nós tratamos pacientes com hepatite C e que desconhecem da doença, não é incomum que recebamos um paciente que descobriu um nódulo hepático por acaso em ultrassonografia”, conta Ana Pittella, que também é pesquisadora do Instituto D’Or desde junho de 2020.
 
A médica do Quinta D’Or também alerta para que pacientes com câncer e que serão submetidos a quimioterapia façam exame para identificar possível presença dos vírus das hepatites B ou C no organismo. O motivo é que, caso haja a infecção e a quimioterapia seja iniciada, o tratamento oncológico pode exacerbar a hepatite, gerando complicações mais graves no futuro. “Nós, hepatologistas, entendemos que não podemos trabalhar sozinhos. Temos que estar em parceria com outras especialidades, como os  oncologistas, para que o doente seja o maior beneficiado”, finaliza Ana.
 
Doença hepática gorda não alcoólica merece atenção
 
Por mais que não se trate de uma hepatite viral, a esteatose hepática é o tipo de hepatite que mais ocupa os ambulatórios hospitalares em 2023 e, para Ana Pittella, merece grande atenção por parte da população. A doença do fígado gordo, como é popularmente chamada, é um distúrbio do metabolismo que causa o acumulo de gordura dentro do fígado, podendo ocasionar problemas idênticos as hepatites virais, como cirrose e o próprio câncer de fígado. A especialista alerta pessoas que façam parte do grupo de risco da esteatose hepática, como os diabéticos ou portadores de sobrepeso ou obesidade, a procurarem aconselhamento médico e mudarem o estilo de vida: “Nós temos formas de corrigir isso”.