Cade aprova venda da Osklen sem restrições
Alpargatas responde por 60% das ações

 

Da Redação

A Alpargatas comunicou ao mercado nessa sexta-feira (25) que o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou, sem restrições, a venda de sua participação na Osklen para a Dass Nordeste.

Em nota publicada, a dona de marcas como Havaianas informou que a alienação total de sua participação na Osklen, correspondente a 60% do capital social da empresa, foi “aprovada sem qualquer restrição”. A venda será concluída no dia 11 de março. Nesta semana, a Alpargatas também realizou sua oferta subsequente (follow-on) na B3, em distribuição pública primária de 37,5 milhões ações ordinárias e de 57,5 milhões de ações preferenciais.

A operação teve coordenação do Itaú BBA S.A. (coordenador líder), juntamente com Bank of America, J.P. Morgan S.A., Bradesco BBI S.A. e Citi (coordenadores da oferta). Foi o sétimo follow-on realizado na B3 neste ano. Segundo a empresa, o fechamento da operação ainda está sujeito ao cumprimento de outras condições.

Ambev e Zé Delivery se unem para apoiar ambulantes e catadores neste Carnaval
Com o cancelamento das festas de rua, os parceiros vão receber um auxílio financeiro e terão acesso a bolsas de estudo para cursos de profissionalização

 

Da Redação

Pelo segundo ano consecutivo, o carnaval de rua foi cancelado. Mas, se depender da Ambev e do Zé Delivery, os parceiros que sempre estiveram ao seu lado para fazer a festa acontecer, não ficarão na mão. Assim como em 2021, ambulantes e catadores vão receber um auxílio financeiro para apoiá-los neste período sem festas.

“Entendemos nosso papel enquanto uma companhia brasileira em apoiar nosso ecossistema nessa jornada, olhando para um futuro mais próspero em que todos tenham razões para brindar. O auxílio financeiro dá um fôlego neste período de carnaval a parceiros fundamentais que sempre estiveram ao nosso lado para fazer as festas de rua acontecer. Os cursos são uma das formas que encontramos de abrir novos caminhos para as pessoas a médio e longo prazo”, comenta Carla Crippa, VP de Relações Corporativas da Ambev no Brasil.

Cada profissional receberá no mínimo R$ 150 de auxílio. Além desta quantia, a cada pedido feito pelos consumidores no app Zé Delivery em todo o Brasil, de 27 de fevereiro a 05 de março, mais 5 reais serão doados para a ação. Ao final do período, o valor arrecadado será dividido igualmente pelo número de cadastrados. Ao todo, serão destinados R$ 5 milhões para a iniciativa. Os ambulantes devem fazer seu cadastro na plataforma. Já com os catadores, a ação será viabilizada pela Associação Nacional de Catadores e Catadoras de Materiais Recicláveis (ANCAT), que mobilizará as cooperativas locais selecionadas para cadastro e pagamento a catadores cooperados e avulsos.

Além do apoio financeiro, ambulantes e catadores terão acesso a 3 mil bolsas de estudo para cursos de profissionalização em diversas áreas, escolhidas pelos próprios alunos, na plataforma de ensino online eduK. O objetivo é dar acesso à qualificação para que possam ter fontes alternativas de renda e/ou se profissionalizar em suas áreas de interesse. As bolsas ficarão disponíveis por três meses.

No total, a expectativa é que 23 mil pessoas sejam impactadas. As inscrições abrem dia 25 de fevereiro e vão até 05 de março. Serão beneficiados profissionais de São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA), Belo Horizonte (MG), Olinda (PE), Florianópolis (SC) e Brasília (DF).

COM LUCRO E RECORDE HISTÓRICO DE VENDAS E EBITDA, BK BRASIL ENGRENA NO 4T21 E MANTÉM RECUPERAÇÃO NO PÓS-PANDEMIA
Com forte participação dos canais digitais e retomada do tráfego, a Companhia alcança recorde histórico de vendas, com lucro líquido de R$ 23,6 milhões

 

Da Redação

A Burger King do Brasil anunciou os resultados do quarto trimestre de 2021. Seguindo o ritmo positivo de vendas do trimestre passado, a companhia fechou o período com um lucro líquido de R$ 23,6 milhões e receita operacional líquida de R$ 912,9 milhões, representando aumento de 17,9% quando comparado ao mesmo período do ano anterior.  Com o avanço da vacinação e a melhora nos indicadores de mobilidade urbana, a empresa apresenta forte recuperação. No 4T21, a geração de caixa operacional foi de R$149,8 milhões versus uma geração de caixa de R$ 97,5 milhões no 4T20, este desempenho é reflexo da retomada operacional que aconteceu durante o trimestre, com a volta de grande parte do tráfego, unido a eficiência operacional. 

Ao longo dos últimos anos, a organização tem investido em importantes iniciativas voltadas à jornada de relacionamento com os clientes, conseguido assim, aumentar números de vendas, com melhores margens. A estabilidade desse trimestre, quando comparada ao último, mostra que essas iniciativas, aliadas a um importante trabalho de revenue management, demonstram resultados positivos. 

A transformação digital segue como foco da BK Brasil, que continua digitalizando cada vez mais sua operação. No 4T21, o destaque em Burger King continua sendo os canais digitais, representados por delivery, aplicativo e totem de autoatendimento, que bateram novo recorde histórico e foram responsáveis por 33% das vendas totais da companhia, um crescimento de 81% versus o mesmo período do ano anterior e de 29% se comparado ao 3T21. Os totens ganham destaque, atingindo faturamento de R$145,9 milhões. Este canal continua apresentando um crescimento significativo e altos níveis de aprovação do consumidor.  

Já as vendas diretas pelo aplicativo BK, atualmente com mais de 41 milhões de downloads, totalizaram R$17 milhões, aumento de 65% versus o 3T21 e 313% versus 4T20. No ano de 2021, as vendas totalizaram R$36,8 milhões, aumento de 308% versus 2020. O app continua sendo o mais bem-avaliado de QSR do mercado brasileiro em ambas as plataformas mobile (App Store e Google Play). 

Outro ponto positivo relacionado ao digital foi o crescimento do Clube BK, programa de pontos e recompensas, que fechou o ano com 3,7 milhões de usuários cadastrados. O programa registrou aumento de 54% com relação ao terceiro trimestre de 2021 e foi responsável por 10% da receita total da companhia.  

Foi também no último trimestre de 2021, que o Burger King conquistou mais de quatro pontos percentuais de participação de mercado, totalizando 24,4% de market share, segundo a pesquisa CREST/NPD, realizada pela Mosaiclab, alcançando um patamar histórico para a marca.  

Lançada há apenas três anos no mercado brasileiro e mesmo com todos os impactos da pandemia, Popeyes, marca de frango frito Companhia, alcançou o terceiro lugar na preferência dos consumidores de fast-food em São Paulo, ultrapassando seu principal concorrente dentro do mercado de frangos. No ano de 2021, cerca de 53% das vendas da marca foram realizadas de forma online, por aplicativo, delivery e totens de autoatendimento. 

EXPANSÃO DE RESTAURANTES 

A companhia abriu 18 lojas no 4T21, dessas, 15 de Burger King, sendo 12 próprias e 3 franqueadas, e todas no formato Free Standing. Já Popeyes teve três restaurantes inaugurados. Com isso, a companhia encerrou o período com um total de 945 restaurantes, dos quais 736 próprios das marcas Burger King e Popeyes, e 209 de franqueados da marca Burger King.  No total, foram cerca de 40 restaurantes inaugurados no último ano. 

Na frente de expansão, a empresa segue de olho em oportunidades. No 4T21 foi inaugurado a primeira operação BK 100% digital – sem atendentes nos caixas e com atendimento via totem. A marca segue avaliando o potencial dessa iniciativa para expandir o projeto.  Com a abertura da economia, no pós-pandemia, a expectativa é que, em 2022, mais lojas sejam inauguradas em diferentes lugares do território nacional, com foco em restaurantes de rua para BK e novos Estados, além de São Paulo e Rio de Janeiro, com Popeyes.  

EBITDA AJUSTADO 

No 4T21, o EBITDA ajustado atingiu R$ 177,3 milhões, um aumento de R$ 105,2 milhões quando comparado ao 4T20, e de R$ 91,9 milhões quando comparado ao 3T21. Este resultado é decorrente da recuperação de vendas, disciplina no controle das despesas e estratégia de digitalização. Com isso, a companhia chegou neste trimestre ao recorde histórico de EBITDA. 

Efeitos pós-covid-19 atingem 10% a 20% dos infectados
Informação está no Relatório Europeu de Saúde, divulgado hoje

 

Da Agência Brasil

Entre 10% e 20% das pessoas com covid-19 sofrem sintomas após se recuperarem da fase aguda da infecção. Os sintomas são “imprevisíveis e debilitantes” e afetam também a saúde mental, alertou hoje (24) a Organização Mundial da Saúde (OMS).

“Embora os dados sejam escassos, estimativas recentes mostram que até 20% das pessoas com covid-19 experimentam doença contínua durante semanas ou meses após a fase aguda da infeção”, diz o Relatório Europeu da Saúde 2021 da OMS, divulgado nesta quinta-feira.

Segundo o documento, a condição clínica conhecida por long covid ocorre em pessoas com histórico de infecção pelo SARS-CoV-2 geralmente três meses a partir do início da doença, com sintomas que duram pelo menos dois meses, sendo as mais comuns a fadiga, falta de ar e disfunção cognitiva.

“A condição pós-covid-19 é imprevisível e debilitante e pode, posteriormente, levar a problemas de saúde mental, como ansiedade, depressão e sintomatologia pós-traumática”, alerta capítulo do relatório dedicado à pandemia.

De acordo com o documento da OMS Europa, o que influencia o desenvolvimento e gravidade do long covid é, até agora, desconhecido, mas não parece estar correlacionado com a gravidade da infecção inicial ou com a duração dos sintomas associados, sendo, porém, mais comum em pessoas que foram hospitalizadas.

“Espera-se que o número absoluto de casos aumente à medida que ocorrem novas ondas de infecção na região europeia e é preciso mais investigação e vigilância” a essa condição específica provocada pela covid-19″.

O relatório sobre Saúde na Europa, publicado a cada três anos, diz ainda que as medidas de contenção da pandemia, como os confinamentos, “influenciaram negativamente os comportamentos de saúde” da população.

As restrições tiveram impacto nos padrões de consumo de álcool, tabaco e de drogas em “partes significativas da população”, além do “aumento do comportamento sedentário e alterações negativas” em nível alimentar.

A OMS acrescenta que o fechamento de escolas e universidades em diversos países, durante as fases mais críticas da pandemia, teve “impacto no bem-estar mental” das crianças e adolescentes.

“Análise recente mostra número significativo de crianças que sofrem de ansiedade, depressão, irritabilidade, desatenção, medo, tédio e distúrbios do sono”, afirma a OMS. Para a organização, o fechamento de escolas durante os picos da pandemia em 2020 e 2021causaram perdas na aprendizagem e perturbação no desenvolvimento cognitivo de crianças e adolescentes.

“Os dados emergentes mostram perdas de aprendizagem de um terço a um quinto de um ano letivo e foram relatadas mesmo em países com aplicação relativamente curta das medidas de saúde pública e sociais e acesso generalizado à internet. Isso sugere que as crianças fizeram pouco ou nenhum progresso enquanto aprenderam em casa”, destaca a organização.

O relatório mostra ainda que, devido à natureza do trabalho, os profissionais de saúde estão em maior risco de infecção por SARS-CoV-2, e a prevalência de doença é ligeiramente maior entre os profissionais de saúde do que na população em geral.

“As estimativas atuais mostram que cerca de 10% dos profissionais de saúde foram infectados. Cerca de 50% deles eram enfermeiros e 25%, médicos”.

A covid-19 provocou pelo menos 5,90 milhões de mortes em todo o mundo desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência France-Presse.

A doença respiratória é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detectado no fim de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China.

A variante Ômicron, que se dissemina e sofre mutações rapidamente, tornou-se dominante no mundo desde que foi detectada pela primeira vez, em novembro, na África do Sul.