Simpósio vai debater o que se aprendeu no tratamento da Covid nas UTIs
Evento promovido pela Rede D’Or terá participação de grandes nomes da terapia intensiva

 

Da Redação

As unidades de terapia intensiva de todo o mundo foram colocadas à prova quando os leitos ficaram lotados de paciente com covid. Para debater todo o aprendizado adquirido ao longo dessa pandemia, a Rede D’Or São Luiz promove, no dia 22 de outubro, o II Simpósio Internacional de Medicina Intensiva. Referências da terapia no Brasil e no mundo vão apresentar os avanços no tratamento da doença nos campos da Neurologia, Pneumologia, Cardiologia, Infectologia, Nefrologia e Hematologia. Entre os convidados internacionais estão nomes como o de Jan Claassen, diretor de Neurologia de Cuidados Críticos da Universidade de Columbia; Jean-Louis Vincent, professor de medicina intensiva na Université libre de Bruxelles e Fabio Taccone, professor do Departamento de Terapia Intensiva de Hopital Erasme, em Bruxelas, na Bélgica. O evento será gratuito e inteiramente virtual.

Coordenador do Serviço de Terapia Intensiva do Copa Star, Fabio Miranda destaca que a pandemia representou uma verdadeira provação para os profissionais que atuam nas UTIs. O cenário atual, de queda contínua na ocupação de leitos, em nada lembra o cenário visto no ano passado. A própria Rede D’Or chegou a registrar mais de 3 mil pacientes internados no auge da pandemia. Atualmente, apresenta cerca de 200 pacientes com covid. “Sem dúvida nenhuma o avanço da campanha de vacinação é a principal razão, mas hoje também conseguimos tratar melhor do que há um ano atrás”, explica Fabio, que ao lado de Marcelo Maia, coordenador do Serviço de Terapia Intensiva do Hospital DF Star e do Thiago Gomes Romano, coordenador do Serviço de Terapia Intensiva Geral do Hospital Vila Nova Star, compõe o comitê organizador do Simpósio.

Fabio relata que um dos aprendizados é que hoje se sabe que o paciente precisa ter um acompanhamento diário pelo médico-assistente, nos casos mais leves, pelo menos nos primeiros 15 dias. Dependendo da faixa etária e das comorbidades, o acompanhamento precisa ser ainda mais intenso. Se surgir algum sinal de gravidade, o paciente tem que ir imediatamente ao hospital para fazer exames e, conforme o caso, ser internado.

Outro ponto importante do Seminário serão as experiências da própria Rede D’Or. Maior rede hospitalar privada do país. Nomes como o da cardiologista intensivista Ludhmila Hajjar e do hematologista Eduardo Rego estão confirmados.  “Hoje, nós respondemos por mais de 30% de todas as UTIs certificadas pela Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB).  Nós investimos continuamente em qualificação e em tecnologia.  Com isso, garantimos a segurança dos nossos pacientes e aumentamos as chances de salvar vidas”, afirma o vice-presidente médico, Leandro Reis.

SERVIÇO
II Simpósio Internacional de Medicina Intensiva
Dia: 22 de outubro Evento online
Inscrição gratuita pelo 22/10 – II Simpósio Internacional de Terapia Intensiva (RDSL) (simposio.digital)

Cães e gatos podem ter vírus da covid-19, mas não transmitem a doença
Pesquisa é da Pontifícia Universidade Católica do Paraná

 

Da Agência Brasil

Apenas 11% dos cães e gatos que habitam casas de pessoas que tiveram covid-19 apresentam o vírus nas vias aéreas. Esses animais, entretanto, não desenvolvem a doença, segundo pesquisa realizada pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR).

Isso significa que eles apresentam exames moleculares positivos para SARS-CoV-2, mas não têm sinais clínicos da doença.

Segundo o médico veterinário Marconi Rodrigues de Farias, professor da Escola de Ciências da Vida da PUC-PR e um dos responsáveis pelo estudo, até o momento, foram avaliados 55 animais, sendo 45 cães e dez gatos. Os animais foram divididos em dois grupos: aqueles que tiveram contato com pessoas com diagnóstico de covid-19 e os que não tiveram.

A pesquisa visa analisar se os animais que coabitam com pessoas com covid-19 têm sintomas respiratórios semelhantes aos dos tutores, se sentem dificuldade para respirar ou apresentam secreção nasal ou ocular.

Foram feitos testes PCR, isto é, testes moleculares, baseados na pesquisa do material genético do vírus (RNA) em amostras coletadas por swab (cotonete longo e estéril) da nasofaringe dos animais e também coletas de sangue, com o objetivo de ver se os cães e gatos domésticos tinham o vírus. “Eles pegam o vírus, mas este não replica nos cães e gatos. Eles não conseguem transmitir”, explicou Farias.

Segundo o pesquisador, a possibilidade de cães e gatos transmitirem a doença é muito pequena. O estudo conclui ainda que em torno de 90% dos animais, mesmo tendo contato com pessoas positivadas, não têm o vírus nas vias aéreas.

Mutação

Segundo Farias, até o momento, pode-se afirmar que animais domésticos têm baixo potencial no ciclo epidemiológico da doença.

No entanto, é importante ter em mente que o vírus pode sofrer mutação. Por enquanto, o cão e o gato doméstico não desenvolvem a doença. A continuidade do trabalho dos pesquisadores da PUC-PR vai revelar se esse vírus, em contato com os animais, pode sofrer mutação e, a partir daí, no futuro, passar a infectar também cães e gatos domésticos.

“Isso pode acontecer. Aí, o cão e o gato passariam a replicar o vírus. Pode acontecer no futuro. A gente não sabe”.

Por isso, segundo o especialista, é importante controlar a doença e vacinar em massa a população, para evitar que o cão e o gato tenham acesso a uma alta carga viral, porque isso pode favorecer a mutação.

A nova etapa da pesquisa vai avaliar se o cão e o gato têm anticorpos contra o vírus. Os dados deverão ser concluídos entre novembro e dezembro deste ano.

O trabalho conta com recursos da própria PUC-PR e do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE).

Rio inicia retorno de aulas presenciais sem rodízio de alunos
O uso da máscara é obrigatório

 

Da Agência Brasil

A rede municipal de ensino do Rio de Janeiro começa hoje (18) o retorno das aulas presenciais sem rodízio de alunos. Nessa primeira fase, serão retomadas as aulas em todas as escolas municipais para pré-escola, 1º, 2º, 5º e 9º anos do ensino fundamental e programa Carioca II.

A segunda fase da retomada das aulas presenciais será iniciada na próxima segunda-feira (25), com o retorno das creches, classes especiais, educação de jovens e adultos (EJA) e 3º, 4º, 6º, 7º e 8º anos do ensino fundamental.

Até então, as aulas presenciais vinham sendo feitas em sistema de rodízio, com metade da lotação das turmas, devido à pandemia de covid-19. Os grupos se alternavam de semana em semana entre os ensinos presencial e remoto.

O uso de máscaras será obrigatório. A decisão foi tomada pelo Comitê Especial de Enfrentamento da Covid-19, da prefeitura do Rio de Janeiro, em 5 de outubro.

A rede municipal de ensino é considerada uma das maiores da América Latina, comercia 1.543 escolas, 644 mil estudantes e mais de 50 mil profissionais, de acordo com a Secretaria Municipal de Educação.

Ministro diz que governo não trabalha com hipótese de racionamento
Bento Albuquerque destacou “o sucesso” em todos os 11 leilões feitos

 

Da Agência Brasil

O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, reiterou hoje (14) que o país não corre risco de racionamento de energia devido à grave crise hídrica. Segundo ele, desde o ano passado, o governo tem monitorado a situação e tomado as medidas necessárias para garantir o abastecimento de energia.

“É importante destacar que estamos vencendo a batalha, ou seja, com base nas mais recentes projeções apresentadas no Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico, não trabalhamos com a hipótese de racionamento tendo em vista todas as medidas que estão sendo tomadas desde outubro de 2020”, disse o ministro, durante a abertura da 40ª edição do Encontro Nacional de Comércio Exterior (ENAEX) 2021, promovido pela Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB).

Bento Albuquerque destacou “o sucesso” em todos os 11 leilões realizados, sendo oito de geração e três de transmissão de energia. “Somente nos últimos certames, foram investidos R$ 40 bilhões, resultando em uma expansão bastante expressiva, em torno de 13% na geração e 15% na transmissão, fundamental neste momento esse período de escassez hídrica”, acrescentou.