123 milhões de brasileiros irão presentear no Dia das Mães, aponta pesquisa
Dados da iO Diversidade, Instituto Locomotiva e QuestionPro mostram que cresce o desejo de presentear no Dia das Mães e que quatro em cada dez brasileiros pretendem gastar mais do que no ano passado

(Foto: Freepik)

O brasileiro está disposto a comprar mais no Dia das Mães de 2024. Neste ano, oito em cada dez irão presentear alguém na data comemorativa. Os dados indicam um aumento de 14 pontos percentuais na intenção de presentear em comparação com o ano anterior, quando 66% dos entrevistados presentearam alguém. Os dados são de um levantamento encomendado pela iO Diversidade e realizado pelo Instituto Locomotiva e QuestionPro, que também aponta que a maioria dos entrevistados (65%) planeja gastar até R$ 200, enquanto 35% dos brasileiros pretendem gastar mais de R$ 200 em presentes. A disposição para gastar varia entre as classes sociais: 42% da classe DE planeja gastar até R$ 100, contrastando com 15% da classe AB.

Metade da população pretende manter o mesmo gasto do ano passado na compra do presente, enquanto 36% querem gastar mais e 24% da população quer gastar menos do que no ano passado. Roupas e acessórios formam a categoria mais citada (45%), seguida por cosméticos (36%) e chocolates (27%).

Para Renato Meirelles, presidente do Instituto Locomotiva, a expectativa positiva se deve à melhoria das condições de consumo. “Com a taxa de juros em queda e o desemprego em patamares baixos mais gente tem condição de presentear suas mães na data, que é tão simbólica para os brasileiros.”

A expectativa de serem presenteadas é maior entre mães de classe AB, das quais 87% têm a expectativa de serem presenteadas, enquanto entre mães das classes DE a expectativa de receber presentes cai para 75%, mas ainda assim é majoritária. Entre aqueles que pretendem comprar ou já compraram, a maioria (78%) vai dar o presente para a própria mãe. Esposas ou namoradas ocupam o segundo lugar de menções (27%), seguidas por sogras (14%) e irmãs, tias ou primas (9%). Entre homens casados, 75% pretendem presentear a esposa.

A pesquisa quantitativa realizou 1.500 entrevista com homens e mulheres de todo o País, de 15 a 22 de abril de 2024. A margem de erro é de 2.5 p.p.

Ministério das Comunicações vai enviar mais antenas de emergência da Telebras para atender Defesa Civil e prefeituras no RS
No total, são 83 antenas portáteis da empresa estatal no estado

No total, são 83 antenas portáteis da empresa estatal no estado (Foto: Divulgação)

O ministro das Comunicações, Juscelino Filho, anunciou nesta quinta-feira (9), em Porto Alegre (RS), que foram enviadas mais 50 antenas emergenciais para atender a Defesa Civil e prefeituras no Rio Grande do Sul, com o objetivo de viabilizar a retomada de serviços públicos para a população. Além disso, mais equipamentos podem ser enviados, conforme a demanda das autoridades locais. No total, são 83 antenas portáteis da empresa estatal no estado.

“O Ministério das Comunicações está coordenando uma grande força-tarefa, que envolve todos os atores do setor, para restabelecer a comunicação, pois ela ajuda a salvar vidas. A Telebras está fazendo a sua parte. Já enviou dezenas de antenas que estão servindo conectividade via satélite para hospitais de campanha, Corpo de Bombeiros e Defesa Civil. E vamos mandar mais quantas antenas forem necessárias”, disse Juscelino.

Os aparelhos já estavam sendo utilizados para apoio às equipes de resgate, centros de Comando de Crise, hospitais de campanha e abrigos com internet de banda larga nas regiões atingidas pelas enchentes no Rio Grande do Sul, e agora serão aplicadas para mais usos.

Nas cidades de Eldorado do Sul e Arroio do Meio, quatro antenas da Telebras, empresa vinculada ao Ministério das Comunicações, são as únicas formas de comunicação existentes para as ações humanitárias.

Três delas estão em Eldorado do Sul, distribuídas entre a secretaria municipal de Saúde, Corpo de Bombeiros e no hospital de campanha do Exército Brasileiro.

Evento leva cultura vintage a Botafogo no próximo final de semana
Ocupa Vintage é uma parceria entre Acervo Vintage e O Grito, e traz a moda clássica para a atualidade

Da Redação

Primeira edição do Ocupa Vintage, em julho de 2023.

Três amigos e sócios tinham o desejo de criar um ambiente criativo e dedicado exclusivamente à cultura vintage: assim surgiu o Ocupa Vintage, evento organizado pela loja Acervo Vintage, das sócias Manoela Carvalho e Flavia Kux, em parceria com o bazar O Grito, fundado por Thiago Neves, e que vai levar peças clássicas remodeladas e exclusivas para os amantes desse estilo. “Queríamos que o Ocupa Vintage se assimilasse mais com uma vernissage do que com uma feira, que era o que conhecíamos até então. Os clientes têm que se sentir em casa, em um ambiente acolhedor que proporcione conexões e boas conversas”, explica Manoela, co-fundadora do Acervo Vintage.

Manoela Carvalho, co-fundadora do Acervo Vintage.

O evento, que acontecerá nos dias 3 e 4 de maio no atelier do Acervo Vintage, vai apresentar roupas e assessórios únicos e exclusivos com pelo menos 20 anos de existência – é uma característica essencial da loja de Manoela e Flavia. O objetivo é reestabelecer uma conexão entre as gerações e trazer ao dia-a-dia o que fez parte de sua história.

Desde julho de 2023, na primeira edição do Ocupa Vintage, muitas ideias novas surgiram até que o modelo atual fosse consolidado: além de um evento de vendas, o desejo dos organizadores é apresentar o vintage como uma abordagem contemporânea, cheia de estilo e personalidade, em um ambiente que proporcione sinergia para os apreciadores da cultura.

“A sinergia entre as pessoas que circulam no evento é muito legal e divertida. Quem passa por lá tem a oportunidade de garimpar uma peça linda e exclusiva, cuidadosamente selecionada pelas nossas curadorias”, comenta Thiago, fundador do O Grito.

“Um dos principais desafios do vintage é a falta de variação de grade, cada peça é única. Com uma curadoria ampliada e variada, conseguimos oferecer uma seleção mais diversificada para os clientes e curiosos que passam pelo evento.” resumiu Flavia.

Serviço:

Dias: 03 e 04/05.
Horário:
Sexta-feira (03/05) das 14h às 21h, sábado (04/05) das 11h às 20h.
Local:
Acervo Vintage – Rua Conde de Irajá, 370 / 3º andar – Botafogo

 

Fotos da primeira edição do Ocupa Vintage.

Gasto de empresas com plano de saúde não vai quebrar ninguém, diz Appy
Secretário extraordinário da Reforma Tributária diz que 'estão criando tempestade em copo d'água' nas discussões sobre o tema

Publicado inicialmente pela Folha de S.Paulo. Leia aqui.

O secretário extraordinário da Reforma Tributária, Bernard Appy, em audiência no Senado (Foto: Agência Senado)

O secretário extraordinário da Reforma Tributária, Bernard Appy, rechaçou, nesta sexta-feira (26), as críticas de alguns empresários sobre trecho da proposta que impede as empresas de aproveitarem o crédito do imposto pago nas despesas com plano de saúde.

“Quando eu pago o meu funcionário e ele compra um plano de saúde, ele vai ser tributado. [Quando] uma empresa do Simples contrata um plano de saúde para os seus funcionários, ela vai ser tributada e não vai ter crédito. Aí, uma empresa do regime regular contrata um plano de saúde e recebe o crédito. Por que eu tenho que desonerar o consumo de plano de saúde? Quem se beneficia do plano de saúde é o empregado e a família do empregado”, disse Appy em evento organizado pela Amcham (Câmara Americana de Comércio para o Brasil).

“Por que eu tenho que desonerar quando o plano de saúde é contratado por uma empresa do lucro real ou presumido e não desonero quando é contratado por uma empresa do Simples e não desonero quando é contratado pela pessoa física?”, acrescentou.

O secretário abordou o tema após ser questionado por um dos executivos que estavam na plateia de que a não utilização do crédito nesse caso causaria impactos na áreas saúde e maior pressão no SUS (Sistema Único de Saúde).

A reforma tributária tem como base a criação de um modelo de tributação chamado de IVA (Imposto sobre Valor Agregado), que incide de forma não cumulativa, gerando um crédito para a próxima empresa na cadeia de produção. A empresa pode descontar o que já foi pago e recolher o imposto sobre a diferença.

Mas, no caso dos planos de saúde, as empresas não poderão aproveitar esse crédito, assim como gastos com seguro de vida.

Essa exclusão gerou críticas de vários executivos e é vista como uma das mais polêmicas do projeto de lei que regulamenta a reforma tributária apresentado pelo Ministério da Fazenda nesta semana.

Appy argumenta que a decisão de uma empresa de ofertar plano de saúde aos seus funcionários representa uma remuneração indireta; ou seja, sem ligação direta com a atividade da empresa.

Os tributos pagos na contratação de seguro contra acidente de trabalho, por outro lado, poderão ser abatidos no recolhimento da empresa, uma vez que têm a ver com a atividade exercida por ela.

“[Esse impedimento] não vai quebrar ninguém, vou ser bem claro aqui. Se hoje tem alguma distorção que gera uma vantagem competitiva para o plano coletivo, em detrimento do plano individual, essa distorção vai deixar de existir; esse é o princípio da neutralidade […] tenho certeza absoluta de que todo mundo vai continuar tendo direito ao plano de saúde”, disse Appy. Segundo ele, os críticos da medida “estão criando uma tempestade em um copo d’água”.

De acordo com a Abramge (Associação Brasileira de Planos de Saúde), a impossibilidade de as empresas aproveitarem o crédito do imposto pago nas despesas com plano de saúde atrapalha o setor. “A gente está indo em sentido contrário do mundo. O mundo ou isenta ou coloca alíquota zero no plano de saúde quando se fala em IVA”, diz Gustavo Ribeiro, presidente da associação.

“O absurdo é que uma reforma tributária que visa desburocratizar, numa área tão sensível como é a área de saúde vem burocratizando e onerando mais. O norte deveria ser facilitar a vida do cidadão”, acrescenta.

Os planos de saúde, por sua vez, serão tributados em regime específico. A base de cálculo será uma espécie de margem, obtida a partir da diferença entre prêmios e contraprestações pagas pelos usuários e os gastos com cobertura.

A alíquota será a mesma aplicada aos serviços de saúde, equivalente a 40% da cobrança de referência. O governo estimou uma alíquota média de 26,5% —se confirmada, a alíquota reduzida ficaria em 10,6%.

O ministro Fernando Haddad (Fazenda) entregou ao Congresso Nacional nesta quarta-feira (24) a primeira proposta de regulamentação da reforma tributária (Foto: Marina Ramos/Câmara dos Deputados)

Imposto Seletivo

Ainda no evento desta sexta, Appy disse que o imposto seletivo, que incide sobre produção, extração, comercialização ou importação de bens e serviços prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente, tem natureza extrafiscal e não arrecadatória.

“Ele é desenhado para ser extrafiscal; as pessoas não entenderam isso. Sessenta por cento da arrecadação do imposto seletivo, que é federal, vai para estados e municípios. Quem é que vai querer usar, com fins arrecadatórios, o imposto do qual ele tem o ônus de cobrar e fica com 40% da arrecadação? Não faz sentido querer usar o imposto seletivo para fins arrecadatórios”, afirmou.

O governo incluiu no escopo desse tributo a aquisição de veículos, aeronaves e embarcações. Para o Executivo, a inclusão se justifica porque eles são “emissores de poluentes que causam danos ao meio ambiente e ao homem”.

Empresários, porém, temem que o imposto incida mais de uma vez sobre um mesmo bem ao longo da cadeia produtiva, gerando possível cumulatividade. O moderador do evento da Amcham, por exemplo, questionou Appy sobre a possibilidade de o aço utilizado na produção de um veículo ser alvo do imposto, assim como a venda do próprio veículo.

“A incidência é monofásica, agora mineral é uma coisa, carro é outra. Quem colocou os minerais na base do imposto seletivo foi o Congresso Nacional. Foi o Senado Federal e foi mantido na Câmara dos Deputados. Não foi o governo que colocou isso, nunca defendemos isso”, disse o secretário.