Home Office exigirá novos formatos dos programas de compliance
Com o trabalho remoto, que deverá ser mantido por muitas empresas no pós-pandemia, será preciso reavaliar processos, políticas e controles internos

A pandemia da Covid-19 levou muitas empresas a mudarem a forma como trabalham, transferindo boa parte de suas estruturas para o home office. Segundo dados do IBGE, cerca de oito milhões de pessoas estão atuando nessa modalidade no País, o que tem levado as organizações a repensar suas políticas de compliance e controles Internos.  “Quem ainda não tinha programas de compliance provavelmente está correndo atrás para implementá-los”, analisa Francisco Sant’Anna, presidente do Ibracon – Instituto dos Auditores Independentes do Brasil. “As empresas acabaram ficando mais expostas nesse sentido. Por isso, é preciso intensificar as ações de compliance, aprimorar os processos de controle interno e fortalecer a comunicação, para que os colaboradores consigam receber essas informações”, explica.

O Report to the Nations – 2020, estudo global sobre casos de fraude, realizado pela ACFE (sigla em inglês para Associação dos Examinadores Certificados de Fraudes) em empresas, órgãos governamentais e organizações não-governamentais, mostrou que a maioria dos casos ocorrem internamente (99%), sendo que 41%, 35% e 20% envolvem, respectivamente, funcionários, diretores e executivos / proprietários. O estudo foi realizado entre janeiro de 2018 e setembro de 2019, com a análise de 2.500 casos de fraudes em 125 países, dentre eles o Brasil, que trouxeram prejuízos de aproximadamente US$ 3,6 bilhões em todo mundo.

“O cenário do levantamento é anterior à pandemia, onde, mesmo presencialmente e com os mecanismos antifraude, ainda ocorriam casos. Agora, com o distanciamento social, isso pode ser visto como uma oportunidade para que pessoas mal-intencionadas realizem fraudes e ataques virtuais, que podem comprometer a integridade da empresa”, comenta Sant’Anna. “Por isso, é necessário fortalecer todas as esferas do compliance”.

Ainda segundo o estudo, as deficiências de controles internos e a ausência de supervisão são as fraquezas que mais facilitam as fraudes, aparecendo, respectivamente, em 35% e 19% dos casos estudados. Como muitas empresas não estavam totalmente preparadas para a pandemia, algumas ferramentas de comunicação e tecnologias externas à organização, passaram a ser utilizadas como alternativa. Um exemplo são as reuniões e as trocas de informações sensíveis por WhatsApp, o uso de e-mails pessoais e a liberação de dados por meio de acessos remotos, como VPN.  “É preciso que uma estrutura adequada seja levada para a realidade do home office. Há políticas, processos e sistemas que precisam ser utilizados no dia a dia, mesmo à distância”, explica Sant’Anna.

Cinco dicas para ter sucesso em uma entrevista de emprego
Pontuar suas habilidades e conhecer a empresa estão entre os conselhos da especialista

 

 

Da Redação

Segundo dados do IBGE, o Brasil totalizou no levantamento do ultimo mês de agosto cerca de 12,9 milhões de desempregados, representando um aumento de 27% em 4 meses de pandemia. No mesmo momento em que as autoridades estão afrouxando o isolamento social e a sociedade se readapta à uma nova realidade, empresas começam a reabrir processos seletivos. No Centro Oeste Paulista, por exemplo, estão sendo disponibilizadas mais de 230 vagas diversas. Até o dia 2 de outubro, quem está em busca de emprego pode se inscrever para o mutirão virtual organizado pelo Governo do Estado de São Paulo e a UGT (União Geral dos Trabalhadores). São mais de 10 mil vagas e o número pode aumentar, pois as empresas podem incluir novas oportunidades. Em Brasília, a notícia é animadora: mais 620 vagas de emprego nesta terça-feira (29), com oportunidades para todos os níveis de escolaridade, com ou sem experiência.

Mas para garantir essas oportunidades, é preciso estar preparado para a tão esperada entrevista. “É preciso ter autoconhecimento e saber sobre a empresa a qual você está se candidatando e o cargo pretendido”, adverte Erika Linhares, executiva especialista em gestão de carreiras. A empresária aponta 5 dias importantes para se sair bem no encontro com os recrutadores. Confira:

1. Preparo é fundamental
Segundo a especialista, essa é a principal chave para o sucesso. Entender qual o cargo pretendido, como funciona a empresa, quais os objetivos e filosofias e se você tem o perfil para aquele trabalho. “É legal pesquisar tudo sobre a organização na internet, fazer um networking com alguém que trabalha lá. É preciso que você entenda as estratégias da empresa”, explica Érika.

2. Pontue as suas habilidades comportamentais
Nunca se ouviu falar tanto sobre soft skills como nos dias atuais. Isso porque com as mudanças desse “novo normal”, as instituições passaram a valorizar ainda mais as habilidades comportamentais do funcionário. “Hoje em dia, contrata-se, promove-se e demite-se por causa de comportamento. Uma das principais habilidades é a capacidade de trabalhar em equipe. Poder mostrar que vai ser parceiro, que vai ajudar e que vai ser ajudado. E mais importante, que você tem consciência que a competitividade está lá fora”, diz ela. “A habilidade de inovar e capacidade de resolução de problemas críticos são outros dois pontos muito requeridos pelas empresas em um candidato”, ressalta Erika. Portanto, pense sempre “fora da caixinha”. A lealdade em assumir compromissos e valorizar as missões e os valores da empresa também são muito importantes.

3. Exemplifique suas habilidades técnicas
Ao ver a descrição da vaga, você pode adequar o seu discurso ao que é exigido no trabalho pretendente. Use exemplos com fatos e dados do que você já realizou, assegurando a sua experiência com as atividades que serão desenvolvidas. “Mas se você não possui técnica em algum ponto, mostre-se disposto a aprender e fale sobre a sua agilidade de aprendizado”, completa a executiva.

4. Não tenha vergonha de falar sobre você
Mostrar autoconhecimento é um destaque na entrevista de emprego. Vale apresentar hobbies favoritos como leituras, esporte e seu estilo de vida. Fale sobre suas qualidades e defeitos. “É muito importante que a empresa saiba que você sabe exatamente onde você peca e que você está em constante melhoria para tentar minimizar isso”, sugere ela.

5. Esteja calmo
O que mais desestabiliza um candidato em uma entrevista é não saber responder o que lhe é perguntado. Quando você se prepara, esse risco é quase nulo. Se deixar o nervoso tomar conta e embaralhar todas as ideias que você se forçou a memorizar para falar, a aparência é que o candidato, além de despreparado, não está prestando atenção no recrutador. “Prestar atenção em quem está te entrevistando é essencial. Nas minhas experiências, muitas vezes eu perguntava uma coisa para o candidato e ele respondia outra completamente diferente porque não estava prestando atenção em mim e sim em tudo aquilo que tinha decorado, o que tinha que falar. Isso não vale a pena. Tem que prestar atenção e responder verdadeiramente demonstrando total interesse estar neste lugar”, finaliza Érika.

Sobre Erika Linhares: Executiva especializada em comportamento e cultura dentro de organizações, chegou a ser sacoleira aos 15 anos quando o pai, dono de uma imobiliária, perdeu tudo na década de 90. Trabalhou ainda na área pública na Prefeitura de Sete Lagoas, em Minas Gerais. Depois de entrar na faculdade de pedagogia, começou a carreira no sistema privado aos 19 anos, ganhando R$ 350 reais como atendente de loja. Vinte anos depois, deixou o mercado corporativo como diretora nacional de uma das maiores empresas do Brasil para atuar como gestora de carreiras em sua empresa, a B-Have. Mais de 15 mil pessoas e 600 parceiros comerciais passaram pela gestão da executiva.

Pandemia provocou grave crise, mas também trouxe aprendizados
Durante webinar, lideranças da saúde apontaram a capacidade de adaptação como um legado. Presidente da ABRH Brasil alertou para o impacto na Educação

 

Da Redação

Uma crise ainda sem previsão de fim, mas com aprendizados que devem ser transformadores. Esse foi o cenário traçado pelo presidente da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH Brasil), Paulo Sardinha; pelo secretário executivo da Confederação Nacional de Saúde (CNSaúde), Bruno Sobral e pelo vice-presidente da Qualicorp, Pablo Meneses, em webinar que discutiu o impacto da pandemia na Educação e na Saúde.

Para o presidente da ABRH Brasil, o país terá que lidar com um prejuízo na Educação, que vai além da simples retomada de aulas, provocado pela pandemia. O déficit acumulado nesses últimos meses terá desdobramentos dentro das próprias organizações, que precisarão buscar soluções que minimizem essa situação. Sardinha também avalia que a elevada taxa de desemprego comprova que o auge da crise ainda não foi superado. “Algumas dúvidas foram esclarecidas, mas incertezas permanecem. Ainda não é possível enxergar o plano de voo claramente. É preciso avaliar a cada semana”, ponderou.

Um dos setores mais afetados pelo novo coronavírus, a saúde também se viu cercada por dúvidas. Logo um segmento acostumado a trabalhar com protocolos para as mais diversas situações. “Mas a pandemia trouxe justamente um cenário em que não havia protocolos, não se sabia lidar com a doença”, destacou Sobral, que apontou a desunião nas esferas governamentais provocada pelas incertezas como um fator que tornou ainda mais difícil as tomadas de decisões. “Esse primeiro momento foi muito difícil para o país”, afirmou.

Ainda assim, os gestores avaliaram que é possível apontar aprendizados que a crise proporcionou. No caso da saúde, o secretário executivo da CNSaúde destacou a incorporação da telemedicina, que permitiu ampliar o acesso aos serviços de saúde em momentos de quarentena. A capacidade de adaptação foi um aprendizado destacado pelo vice-presidente da Qualicorp. Ele citou o exemplo das organizações que tiveram que incorporar o trabalho remoto e se adequar a novas formas de trabalho. Para ele, a disseminação de uma cultura da solidariedade e o entendimento de que a polarização de ideias, pautada em diferenças de visões de mundo, deve estar sempre a serviço de um interesse comum em prol do futuro do país, são outros aprendizados retirados dessa pandemia. “Não podemos mais ter polarizações de busca pelo poder. A boa polarização é a de ideias para construir algo melhor”, defendeu.

Educação e Saúde são tema de webinar que acontece nesta terça-feira
Impacto da reforma tributária será um dos destaques do evento

 

 

Da Redação

“Educação e Saúde” é o tema do webinar que a EuroCom e a Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH BrASIL) promoveM nesta quarta-feira (22), às 16h30. O evento contará com a participação da presidente da Associação Nacional de Universidades Particulares (Anup), Elizabeth Guedes; do presidente da ABRH Brasil, Paulo Sardinha; do secretário executivo da Confederação Nacional de Saúde (CNSaúde), Bruno Sobral e do vice-presidente da Qualicorp, Pablo Meneses. O evento será transmitido pelos links www.facebook.com/ABRHBrasil ou www.facebook.com/EuroComunicacao.

Entre os temas que serão discutidos está o impacto da Reforma Tributária que está em discussão no Congresso Nacional. As lideranças dos dois setores vêm alertando unificação do PIS/PASEP e o Cofins sob alíquota única de 12%, um dos itens do projeto da reforma, vai provocar um retrocesso no país e prejudicar a Saúde e Educação. Esse novo modelo prevê que as empresas abatam o imposto, gerando crédito na compra de insumos. Mas isso beneficia a Indústria, mas não a Educação e a Saúde, setores em que a mão de obra, que não será dedutível, responde pela maior parte dos custos.

Essa elevação de custo agravará a inflação da saúde e penalizará ainda mais os consumidores, em especial os 47 milhões de usuários de planos de saúde cujas mensalidades têm sido reajustadas com índices muito acima da inflação geral ano após ano. Entidades que representam a educação privada projetam um aumento do preço das mensalidades em até 22%; bem como fechamento de unidades e maior concentração do setor.