Futuro da saúde e educação preocupa
Durante webinar, gestores avaliaram o peso da reforma tributária sobre os dois setores

 

 

Da Redação

Um cenário nada otimista para a Saúde e Educação. É essa a avaliação entre os participantes do webinar “A Saúde e Educação abatidas pela reforma tributária” realizado nesta quarta-feira. Promovido pela EuroCom, o evento teve a participação da presidente da Associação Nacional de Universidades Particulares (Anup), Elizabeth Guedes; do presidente da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH Brasil), Paulo Sardinha; do diretor médico da MedRio Check-up, Gilberto Ururahy e do presidente da Federação Brasileira de Hospitais (FBH), Aldevânio Francisco Morato.

Um consenso entre os quatro gestores é de que o projeto de Reforma Tributária defendido pelo Governo vai provocar um retrocesso no país e prejudicar a Saúde e Educação, justamente dois setores com importantes papéis sociais e econômicos. O ponto mais polêmico é a unificação do PIS/PASEP e o Cofins sob alíquota única de 12%. Esse novo modelo prevê que as empresas abatam o imposto, gerando crédito na compra de insumos. Mas isso beneficia a Indústria, mas não a Educação e a Saúde, setores em que a mão de obra, que não será dedutível, responde pela maior parte dos custos.

Ainda mais grave, destaca a presidente da Anup, é que a proposta prevê o fim da isenção das bolsas de estudos do Prouni. Caso isso se concretize, pode provocar o fim imediato de 150 mil bolsas concedidas pelo programa. O fim da isenção do PIS e Cofins representará um aumento de 44% nos custos desse estudante para as instituições, sem uma medida de compensação. Somente neste ano, 780 mil pessoas que se candidataram a uma das 252 mil bolsas em faculdades particulares. “Isso decretará o fim do único projeto de inclusão no ensino superior que atende a camada mais necessitada da população”, alertou Elizabeth.

Morato ressaltou que a pandemia provocou um estrangulamento do setor hospitalar privado. Orientações do Ministério da Saúde para adiar cirurgias e o medo da contaminação resultaram em perda 30% a 40% dos hospitais. Ele relatou que a elevação da carga tributária vai pressionar ainda mais os pequenos e médios estabelecimentos que já enfrentam dificuldades de se manterem abertos. “O interior do país é que vai mais sentir o peso dessa crise, pois em muitos municípios os hospitais privados atendem pacientes do SUS e são a única unidade hospitalar da região”, observou Aldevânio.

O diretor médico da MedRio corroborou as preocupações destacadas pela presidente da Anup e pelo presidente da FBH. Ele observou que o país coloca sempre a educação e a saúde de lado e que, no final, vai ser o Governo que terá que pagar a conta da elevação de custos que a reforma tributária vai provocar. “Serão os Sistemas Públicos de Saúde e Educação que vão ter que atender a demanda formada pelas pessoas que não terão mais condições de pagar um plano de saúde ou uma faculdade particular”, ponderou Gilberto, que ainda questionou a razão do Governo propor uma reforma que vai na contramão do que é feito na maior parte do mundo. “Vários países isentam a educação e saúde de tributos. Ao invés de pensar em aumentar, o Governo deveria reduzir. Se continuar assim, vai quebrar ambos os setores”, afirmou.

Para o presidente da ABRH Brasil, o foco da reforma deveria ser desonerar a folha de pagamento, que permanece com elevados custos. Isso permitiria melhorar as remunerações. “Uma pessoa com um bom salário vai o circular mais dinheiro e aumenta a arrecadação do país. Essa deveria ser a lógica do sistema”, defendeu Paulo. Segundo ele, é difícil imaginar uma reforma que não vá deixar alguém insatisfeito, pois todos os setores vão defender seus interesses. Entretanto, ele afirmou que é fundamental pensar a reforma tendo como ponto de partida a educação saúde e o trabalho. “Não há como pensar em um país competitivo e desenvolvido se não valorizarmos essas três esferas. Vamos pagar por muitos anos o descaso com investimentos em educação e saúde”, criticou o presidente da ABRH Brasil.

Lideranças da Educação, da Saúde e do RH vão debater o impacto da reforma tributária
Webinar será transmitido no facebook da EuroCom e da ABRH Brasil

 

 

Da Redação

“A Saúde e Educação abatidas pela reforma tributária” é o tema do webinar que a EuroCom promove nesta quarta-feira (09), às 16h. O evento contará com a participação da presidente da Associação Nacional de Universidades Particulares (Anup), Elizabeth Guedes; do presidente da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH Brasil), Paulo Sardinha; do diretor médico da MedRio Check-up, Gilberto Ururahy e do presidente da Federação Brasileira de Hospitais (FBH), Aldevânio Francisco Morato. O webinar será transmitido pelas páginas no Facebook da EuroCom e da ABRH Brasil.

Uma das críticas que ambos setores vêm fazendo contra o projeto da Reforma, é a proposta do Governo Federal de unificar o PIS/PASEP e o Cofins sob alíquota única de 12%. Esse novo modelo prevê que as empresas abatam o imposto, gerando crédito na compra de insumos. Mas isso beneficia a Indústria, mas não a Educação e a Saúde, setores em que a mão de obra, que não será dedutível, responde pela maior parte dos custos. Segundo a presidente da Anup, isso resultará em um aumento do preço das mensalidades em até 22%; bem como fechamento de unidades e maior concentração do setor.

Para o presidente da ABRH Brasil, é preciso que a sociedade esteja atenta ao debate da reforma, pois as consequências do projeto vão afetar o dia das pessoas e das empresas. “O fechamento de universidades, por exemplo, significa uma redução na oferta de cursos e na formação de profissionais”, observa Paulo.

No caso da saúde, a unificação vai provocar um aumento de 67% na carga tributária do setor de serviços de saúde (os gastos passariam de 9,3% para 15,5%). “Esses impactos agravariam as dificuldades vividas pelos pequenos e médios hospitais privados, sufocados pela crise econômica e pela carga tributária atual”, alerta o presidente da FBH, que ainda relata que mais de 2 mil hospitais privados fecharam nos últimos dez anos.

O diretor médico da MedRio observa que o cenário não é nada animador. “O país precisa de mais investimentos em saúde e a reforma vai provocar justamente o contrário. Com o aumento de custos, obviamente o aporte da iniciativa privada vai cair”, avalia Gilberto.

Cuidados com a saúde do funcionário será tema de live da ABRH Brasil
Evento terá transmissão pelo Instagram

 

Da Redação

A Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH Brasil) promove nesta quinta-feira, às 18h, a live “O que o RH não deve esquecer na área da Saúde, na retomada ao trabalho”. O evento terá a participação do diretor médico da MedRio Check-uop, Gilberto Ururahy, e da CEO da Capacitare e diretora Internacional da ABRH Brasil, Leyla Nascimento. A live será transmitido pelo Instagram da Associação (abrhbrasil).

Para Gilberto, a atenção com a saúde dos colaboradores precisa ser uma prioridade, ainda mais devido ao impacto da pandemia. Segundo levantamento da MedRio, 12% das pessoas que realizaram check-up no primeiro semestre apresentaram sinais de Burnout. Normalmente, a médica fica em 5%. Outros dados reforçam o cenário preocupante. 35% da população examinada estava com esteatose hepática, normalmente gira em torno de 20. A taxa de diabetes passou de 7% para 10% e a de hipertensão foi de 18% para 31%. Também chamou a atenção o elevado percentual de pessoas com mal colesterol (70%), 20 pontos percentuais acima do que foi registrado em 2019.

“O capital humano é o bem mais importante de qualquer empresa, por isso é imprescindível, ainda mais com o momento em que o país se encontra, que as organizações dediquem atenção ao bem-estar dos funcionários”, alerta o diretor médico da MedRio

Comunicação Não-Violenta é tema de aula gratuita
Especialista vai abordar a comunicação empática para fortalecer relacionamentos

Marie Bendelac defende que a empatia é a base para relacionamentos saudáveis

A comunicação empática e a expressão autêntica de sentimentos são ingredientes básicos nas relações humanas. Elas abrem caminho para fortalecer laços e gerar confiança. O domínio dessa linguagem pode ser aprendido online, através de método exclusivo. No próximo dia 21, Marie Bendelac Ururahy, uma das maiores especialistas do país em Comunicação Não-Violenta (CNV), lança masterclass gratuita sobre os três passos para ser ouvido, compreendido e respeitado.

Marie criou o Método Conecta, que oferece ferramentas para a construção de relacionamentos mais saudáveis e harmoniosos. A empatia é a base de todo o processo. Na masterclass de terça-feira, que terá início às 20h em sua página no Instagram (@mariebendelac), a especialista ensina como ouvir e compreender o outro e também como se fazer compreender e respeitar de forma consciente.

A aula se destina a um público bastante amplo: mães que querem melhorar suas relações com seus filhos, profissionais que desejam se comunicar melhor com seus chefes, pessoas que querem evitar brigas e discussões, aqueles que têm dificuldade em se fazer entender ou se fazer respeitado, quem quer aprender a ser empático com o outro  e para quem deseja evolução e aprendizado.

Marie explica a importância de estabelecer um diálogo consciente e construtivo, auxiliando os alunos a lidarem com as diferenças nas relações humanas. “A conexão empática é parte fundamental dos bons relacionamentos. Cada vez mais, é preciso saber ouvir o outro para entender suas expectativas e necessidades, de forma a criar uma convivência harmônica”, explica Marie.

A CNV é baseada em habilidades de comunicação e linguagem que ajudam a reformular a maneira pela qual ouvimos os outros e nos expressamos. Ela abre a possibilidade de nos expressarmos com honestidade e clareza, e assim transformar as conversas em um meio de aproximação, conexão e transformação.

Com 10 anos de experiência nessa área, Marie vai apresentar os sete passos para estabelecer a comunicação empática. São eles: Curiosidade, Ouvir, Não Julgar, Empatizar, Checar, Transição (do “ouvir” para o “expressar”) e Autenticidade. Essa metodologia é voltada para o dia a dia dos alunos, trazendo exercícios práticos e quatro sessões de mentoria (ao vivo e em grupo).

“Em 90% dos casos, os conflitos entre pessoas são causados pelo modo de falar e apenas 10% por diferenças de opinião. Boa parte dos atritos acontece porque não estamos conscientes da maneira como nos expressamos e ouvimos os outros. Afinal, fomos acostumados a fazer isso de forma automática e não responsiva”, explica Marie.

Ela lembra também, que, em caso de conflitos, é comum procurar culpados e não perceber que existem seres humanos com necessidades parecidas com as nossas. “Essas necessidades, se forem bem expressadas e compreendidas, abrem caminho para relacionamentos plenos e satisfatórios”, acrescenta.

Ao final da masterclass, Marie vai abrir as inscrições da próxima turma do Conecta 21 Dias. O curso inclui ainda a criação de um grupo de apoio no Telegram. Nessa comunidade, os alunos poderão interagir com os colegas, receber suporte personalizado, compartilhar experiências, tirar dúvidas, ajudar os outros e obter ajuda. Ao final do curso, eles receberão um certificado de conclusão. As inscrições podem ser feitas pelo link http://metodoconecta.com.br/conecta21dias/