Transplante de fígado passa a integrar lista da ANS
Procedimento terá cobertura obrigatória por planos de saúde

 

Da Agência Brasil

O transplante de fígado para o tratamento de pacientes com doença hepática, contemplados com a disponibilização do órgão por meio de fila única do Sistema Único de Saúde (SUS), passará a ter cobertura obrigatória pelos planos de saúde.

A decisão foi anunciada hoje (30) pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e passará a integrar o rol da agência a partir de sua publicação no Diário Oficial da União (DOU), prevista para segunda-feira (3).

A Diretoria Colegiada da ANS aprovou também nesta sexta-feira a inclusão do medicamento Regorafenibe, para o tratamento de pacientes com câncer colorretal avançado ou metastático, no rol de procedimentos e eventos em saúde.

De acordo com a ANS, as tecnologias cumpriram os requisitos previstos em norma e passaram por todo o processo de avaliação e incorporação após serem apresentadas por meio do FormRol, o processo continuado de avaliação da agência, cuja análise é baseada em avaliação de tecnologias em saúde. Trata-se de um sistema de excelência que prima pela saúde baseada em evidências.

As tecnologias também discutidas em reuniões técnicas da Comissão de Atualização do Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde Suplementar (Cosaúde), realizadas entre junho e setembro deste ano, com ampla participação social.

Ajustes

Para assegurar cobertura aos procedimentos vinculados ao transplante hepático, foram realizados ajustes ao Anexo I do Rol, que traz a listagem dos procedimentos cobertos, incluídos procedimentos para o acompanhamento clínico ambulatorial e para o período de internação do paciente, bem como os testes para detecção quantitativa por PCR (proteína C reativa) do citomegalovírus e vírus Epstein Barr.

As reuniões técnicas da Cosaúde contaram com representantes do Ministério da Saúde e da Central Nacional de Transplantes, visando assegurar que o transplante seguirá sua cobertura conforme a situação do paciente na fila única nacional gerida pelo SUS e de acordo com os processos definidos pelo Sistema Nacional de Transplantes.

Outros medicamentos

A diretoria da ANS aprovou ainda a inclusão de outros quatro medicamentos no rol de procedimentos. Trata-se de antifúngicos que podem ter uso sob regime de administração injetável ambulatorial e que possibilitam a desospitalização de pacientes em um contexto de aumento de micoses profundas graves como resultado da pandemia de covid-19.

Os medicamentos são Voriconazol, para pacientes com aspergilose invasiva; Anfotericina B lipossomal, para tratamento da mucormicose na forma rino-órbito-cerebral; Isavuconazol, para tratamento em pacientes com mucormicose; e Anidulafungina, para o tratamento de candidemia e outras formas de candidíase invasiva.

A ANS destacou que esta é a 13ª atualização do rol em 2022. Somente este ano, foram incorporados à lista de coberturas obrigatórias 12 procedimentos e 25 medicamentos, bem como ampliações importantes para pacientes com transtornos de desenvolvimento global, como o transtorno do espectro autista, além do fim dos limites para consultas e sessões de psicologia, fonoaudiologia, terapia ocupacional e fisioterapia, desde que sob indicação médica.

Remada contra o câncer de mama
Ação apoiada pela Oncologia D’Or vai mostrar que a prática da canoa havaiana pode ser um importante aliado para mulheres que enfrentam a doença

 

 

Da Redação

Emblema de uma cultura de mais de 3 mil anos, quando eram usadas como transporte pelos povos polinésios, a canoa havaiana, no dia 1 de outubro, também será símbolo da perseverança para mulheres que enfrentam o câncer de mama. Com o apoio da Oncologia D’Or, o clube He Hei VA’A vai promover na Praia de Charitas, em Niterói, uma ação para mostrar como a prática desse esporte pode ser uma importante ferramenta para fortalecer o físico e autoestima de mulheres que convivem com o câncer.

No dia, haverá apresentação do esporte feito pela equipe Rosas Va’a, formada por mulheres que fazem tratamento ou que já enfrentaram algum tipo de câncer. A equipe nasceu como uma atividade de promoção à saúde, mas deu tão certo que hoje elas disputam o Campeonato Estadual de Canoa Havaiana. Em paralelo, também serão realizadas no dia palestras motivacionais, campanhas de conscientização, bem como ações de incentivo à prática esportiva e ao benefício da competição.

Para o diretor da Oncologia D’Or, Marcus Vinicius J. dos Santos, a equipe do He Hei VA’A transmite uma mensagem fundamental de que a vida não deve parar após o diagnóstico de um câncer e de que é possível continuar sua rotina e desenvolver novos projetos. “No dia que marca o início da campanha mundial de prevenção ao câncer de mama, é muito bom poder apoiar uma iniciativa que compartilha o exemplo dessas mulheres que formam a equipe Rosas Va’a. Que elas possam encorajar mais pessoas que também enfrentam algum tipo de câncer”, afirma Marcus Vinicius. Ele ainda ressalta que a prática da atividade física é um importante aliado na prevenção à doença, bem como pode contribuir para amenizar os efeitos de tratamentos oncológicos, desde que realizados sob orientação médica.

Cultura por atendimento especializado e regulação são entraves para atenção primária na saúde suplementar
Questões foram debatidas em live da INLAGS Academy

 

Paulo Marcos Senra observou que a redução de custo não pode nortear o atendimento primário

 

Da Redação

Os desafios da implementação de programas de atenção primária na saúde suplementar (APS) foram debatidos em live promovida, nesta quarta-feira, pelo INLAGS Academy, com transmissão pelo Youtube. Dificuldade de mudar uma cultura de atendimento especializado, de estruturar equipes qualificadas, bem como de conseguir integralizar os dados de cuidado do paciente foram apresentados como principais entraves para as operadoras consigam desenvolver a atenção primária. Co-fundador do INLAGS, Paulo Marcos Senra ressaltou que estruturar um atendimento de APS não pode se resumir a uma ação de marketing ou a iniciativas para reduzir custos. O foco deve ser de viver mais e melhor. “Naturalmente, com o sucesso do programa de APS, haverá uma redução de custo de forma indireta que nem sempre consegue se medir, devido a queda de internações e de realização de exames. Mas tudo passa por escolher bem as pessoas que irão trabalhar na atenção primária”, avalia.

Especializado em gestão de saúde, Henry Sznejder apresentou estudos que ratificam as palavras de Paulo Marcos. Ele mostrou pesquisas sobre o impacto do acompanhamento da atenção primária em pacientes renais e oncológicos. Nos dois casos, foi observado menor necessidade de internação, bem como de realização de exames. No caso dos pacientes renais, o cuidado primário postergou por anos a necessidade de diálise. Isso significa mais qualidade de vida e economia de recursos.

Entretanto, o consultor da Leve Saúde Leonardo Graever relatou que há um desafio enorme de mudar uma cultura, influenciada pela experiência norte-americana, de modelo de shopping médico, que fragmenta o atendimento. “Esse modelo leva a pessoa que tem um doa no peito, por exemplo, achar que já tem que ir não cardiologista, quando se deveria começar o cuidado com um profissional geral, em uma unidade de atenção primária”, explica. Graever relatou que a Leve vem tentando mudar a cultura investindo em profissionais capacitados em medicina da família. “Eles têm uma capacidade de comunicação que ajudam a fidelizar o paciente já no primeiro atendimento”, destaca.

Ele ainda ressaltou que a regulação do setor é outro entrave, pois os planos precisam oferecer consultas de qualquer especialidade em determinado tempo. Não podendo, assim, priorizar o atendimento com um generalista. A consultora de operadoras de saúde Paula Corrêa comentou que muitas ainda apresentam dúvidas de como compor uma rede de APS e estabelecer a integralidade do cuidado, bem como da unificação de dados. “Em um ambiente de uma operadora verticalizada, esse cenário é mais fácil, mas é mais difícil para aquelas que têm rede contratualizada ou híbrida”, ponderou.

Começa nesta terça-feira a segunda edição da Campanha “Seu tipo salva vidas”
GSH Banco de Sangue Serum e Rede D’Or, com o apoio do Teatro Riachuelo, unem-se novamente em uma grande ação de coleta de sangue

 

Da Redação

Tudo pronto para a 2ª. edição da Campanha #SeuTipoSalvaVidas, uma grande corrente do bem promovida pelo GSH Banco de Sangue Serum e Rede D’Or, que acontece dias 27 e 28 de setembro, no posto de coleta de sangue temporário que será montado no Teatro Riachuelo, no Centro do Rio.

A iniciativa tem o objetivo de incentivar as doações e engajar mais pessoas neste importante ato solidário. Sabe-se que apenas 1,8% da população brasileira é doadora regular, ou seja, são pessoas que doam pelo menos uma vez por ano, segundo o Ministério da Saúde.

De acordo com o Banco de Sangue Serum, este índice de doadores é muito baixo, considerando a alta demanda dos hospitais. As pessoas que precisam de transfusões são pacientes com anemia falciforme, em tratamentos de câncer, além das vítimas de acidentes de trânsito e queimaduras, pacientes que serão submetidos a cirurgias de médio e grande porte, como cardíacas e transplantes – 1 a cada dez pacientes internados necessita de transfusões.

Segundo Rodrigo Moreira, líder regional de captação do GSH Banco de Sangue Serum, o posto de coleta do Teatro Riachuelo, a exemplo da edição anterior, terá a estrutura apropriada e segura para receber 150 coletas de sangue por dia, bem como seguirá rigorosos protocolos de segurança.

“Além de conscientizar a população sobre a importância da doação de sangue, com esta ação, pretendemos também equilibrar os estoques sanguíneos de nossa rede, para que possamos atender com conforto às nossas demandas transfusionais dos mais de cem hospitais públicos e privados”, enfatiza Rodrigo Moreira.

Para o vice-presidente médico da Rede D’Or, Leandro Reis, o doador de sangue desempenha um papel fundamental, pois ajuda a salvar vidas. Ele ainda ressalta que a campanha se torna ainda mais importante, pois pesquisas mostram que o país ainda não conseguiu recuperar o número de doações que havia antes da pandemia.

“Sem dúvida nenhuma é imprescindível o esforço para engajar a sociedade nesta causa. Por isso, convido as pessoas a virem doar sangue, pois teremos toda a estrutura para receber os voluntários com toda a segurança”, afirma Leandro, que relembra que esta é a segunda edição da campanha feita em parceria com o GSH, responsável pelos bancos de sangue que atendem todos os hospitais da Rede D’Or. “Em maio, realizamos a primeira edição e pretendemos continuar trabalhando em conjunto para fortalecer essa corrente”, ressalta.

Todos os que já são doadores, assim como a população em geral, estão convidados a participar. Mais informações e inscrições pelo link: https://www.even3.com.br/seutiposalvavidas/

Quem pode doar

Para doar, é preciso apresentar um documento de identidade original com foto; estar em boas condições de saúde; ter entre 16 e 69 anos; e pesar, no mínimo, 50 quilos. O doador não pode estar em jejum e deve ter dormido pelo menos 6 horas na noite anterior. É recomendado ainda evitar alimentos gordurosos nas 3 horas que antecedem a doação e respeitar o prazo de 12 horas para o caso de ingestão de bebidas alcoólicas.

De acordo com o Ministério da Saúde, as mulheres podem doar sangue até 3 vezes por ano, observando um intervalo de 3 meses entre cada doação; já os homens até quatro vezes, com intervalo de 60 dias entre as doações.

Campanha #SeuTipoSalvaVidas:

  • Dias 27 e 28 de setembro, das 8h às 17h, Teatro Riachuelo, Rua do Passeio, 38/40 – Centro, Rio de Janeiro – RJ