Rede D’Or e SulAmérica firmam acordo de associação
Negócio ainda aguarda aprovação de acionistas e dos órgãos competentes

 

Da Redação

A Rede D’Or e a SulAmérica informam que nesta data seus respectivos Conselhos de Administração aprovaram um acordo de associação entre as empresas. A referida operação ainda precisa ser aprovada por suas assembleias de acionistas e pelas autoridades competentes. Pelo acordo, as empresas vão seguir com operações independentes em seus respectivos setores de atuação. A SulAmérica manterá seus compromissos com seus mais de 7 milhões de clientes, 30 mil corretoras e parceiros comerciais, e mais de 23 mil prestadores de serviços contratados. A Rede D’Or, por sua vez, continuará oferecendo as melhores relações comerciais de longo prazo às mais de 300 operadoras parceiras e a seus pacientes o melhor que a medicina contemporânea pode oferecer.

Ambas as empresas são grandes investidores em serviços de saúde de qualidade e seguirão com seus planos de expansão. Esse acordo de associação reforçará a presença de cada uma delas em seus respectivos setores de atuação. Uma vez autorizada a operação, os acionistas da SulAmérica passarão a ser acionistas da Rede D’Or e Patrick Larragoiti, atual presidente do Conselho de Administração da SulAmérica passará a ser membro do Conselho de Administração da Rede D’Or.

“A SulAmérica é uma empresa comprometida com a sociedade brasileira há mais de 126 anos, oferecendo acesso à saúde de qualidade. Essa transação aproxima as empresas, que seguem com suas operações independentes, mas comprometidas com valores comuns” assinala Jorge Moll, fundador e presidente do Conselho de Administração da Rede D’Or.

Patrick Larragoiti, membro da família fundadora e presidente do Conselho de Administração da SulAmérica, destaca que “a Rede D’Or cresceu oferecendo saúde de qualidade, segurança aos pacientes e garantindo as melhores condições de trabalho para os profissionais de saúde. Essa operação concretiza o compromisso de longo prazo que temos com o país e com os nossos beneficiários e clientes.”

Os números da saúde suplementar
Por Tonico Galvão

 

Tonico Galvão é consultor de comunicação e marketing na área da saúde, é diretor da SP4 Comunicação

 

A saúde suplementar gera, a cada semana, em média, 20 pautas para o noticiário dos grandes veículos de imprensa. Planos de saúde, fusões e aquisições entre empresas, investimentos de hospitais, clínicas, laboratórios, operadoras de saúde, administradoras de benefícios, corretoras e healthtechs, além de inovações em tratamentos são temas recorrentes. No entanto, a despeito da extensa cobertura e do fato de que essa dinâmica esteja documentada em diferentes plataformas setoriais ou empresariais, quem quiser formar uma visão do conjunto terá dificuldade em encontrar determinados dados sistematizados de forma compreensiva, atualizada e periódica.

Tome-se, por exemplo, a questão dos investimentos. Há uma enorme dificuldade em apurar os montantes envolvidos, o que foi realizado e o que é projetado, o que é destinado a aquisições ou à expansão orgânica. Mais complicado ainda é encontrar análises que permitam entender a dinâmica geral e de cada uma das principais empresas, descobrir se o crescimento desta ou daquela se deu por aquisição ou por expansão orgânica, ou saber como determinado modelo de negócios ou posicionamento de produto afetou o resultado.

É visível, para quem acompanha o noticiário, que há um processo de consolidação no setor, nos três segmentos principais, que são operadoras de saúde, hospitais e laboratórios. Mas não se veem os dados mais completos que corroborem e deem a medida desse processo. Segundo a base de dados da ANS, há hoje 1.171 operadoras em atividade. Para que esse número ganhe significado, é preciso analisar a sua evolução (quantas havia há 15, 10 e 5 anos) e decompô-lo. Por exemplo, verificando qual a participação de mercado (medida por beneficiários ou por receita) das 15 maiores operadoras e o histórico dessa participação. Indo além, seria interessante discriminar, no processo de consolidação em andamento, como evoluíram, por exemplo, as participações de mercado das empresas com redes abertas versus empresas verticalizadas.

Na área de hospitais, qual o ranking consolidado das 15 principais empresas por número de leitos (nacional e por região)? Qual a participação dessas empresas no que se refere ao conjunto de leitos privados? Qual a dinâmica mais geral desse mercado (escala, especialização, filantrópicos x empresariais, pequenos x grandes, etc.)? Sistematizar periodicamente esses dados e analisar as principais tendências pode favorecer a cobertura do setor, com ganhos para todos os segmentos envolvidos. O Núcleo de Saúde da SP4 Comunicação (Tonico Galvão, Jeanne Pilli, César Nogueira e Carlos Moura) procurará dar sua contribuição para preencher essa lacuna, publicando em diferentes plataformas, a partir de abril, alguns desses indicadores, para que o trabalho setorial se fortaleça cada vez mais em prol de uma saúde acessível e de qualidade para todos.

Unimed Volta Redonda arrecada doações para vítimas de Petrópolis
Município da Região Serrana do Rio ainda se recupera das perdas provocadas pelas fortes chuvas

Da Redação

A Unimed Volta Redonda – em suas unidades na Cidade do Aço, Angra dos Reais e Paraty – está recolhendo donativos para as vítimas da tragédia em Petrópolis. O temporal deixou mais de 120 mortos, mais de 100 desaparecidos e centenas de pessoas desabrigadas.

Com o comprometimento do abastecimento de água na cidade, garrafas de água mineral estão entre os itens de maior necessidade. É possível doar ainda: roupas adulto e infantil; roupas íntimas adulto e infantil; chinelos e sapatos; fraldas geriátricas e infantis; absorventes; itens de higiene pessoal e higiene geral; alimentos não perecíveis; alimentos de fácil consumo (pães, bolos, biscoitos, sucos prontos, leite, atum, barra de proteína, leite em pó, Mucilon, Farinha Láctea); colchões; travesseiros; álcool 70 em gel; máscaras descartáveis; brinquedos para distração infantil (gibis, jogos, giz de cera, cadernos para colori), chupetas e mamadeiras para as crianças.

As mortes em decorrência das chuvas que atingiram Petrópolis chegaram a 181, informou o Corpo de Bombeiros nesta segunda-feira (21). O número é o maior já registrado na história da cidade – a maior catástrofe até aqui era a de 1988, quando 171 morreram. A cidade contabiliza 867 desabrigados

Onde doar:

  • Hospital Volta Redonda e Litoral
  • Unidades do Centro Cuidar – Belvedere, Angra e Paraty
  • Unidade 33 ou Pronto Atendimento Retiro – Volta Redonda

Atendimento a pessoas com transtornos mentais aumenta 11% em 2021
Dados são do Ministério da Saúde

 

Da Agência Brasil

Os atendimentos a pessoas com transtornos mentais e comportamentais devido ao uso abusivo ou dependência de álcool e outras drogas aumentaram 11%, no Sistema Único de Saúde (SUS), durante o ano passado.

Segundo o Ministério da Saúde, em 2021, a rede pública realizou 400,3 mil atendimentos em virtude de transtornos causados pelo consumo de substâncias químicas. Em 2020, foram registrados 356 mil atendimentos.

Do total de atendimentos realizados no ano passado, 159,6 mil estão relacionados ao uso abusivo do álcool. Em seguida, vêm os transtornos mentais e comportamentais causados pelo uso de cocaína (31,9 mil) e fumo (18,8 mil).

Opiáceos, canabinoides, sedativos, hipnóticos, alucinógenos, solventes voláteis e estimulantes (incluindo a cafeína) também fazem parte do levantamento, com números menores de registros. Por fim, o uso de múltiplas drogas e de outras substâncias psicoativas não listadas individualmente somam 151,3 mil atendimentos.

Perfil

Pacientes do sexo masculino são a maioria dos usuários atendidos pelo SUS, em qualquer dos casos. Já em relação à faixa etária, a maior parcela tem entre 25 e 29 anos (303,7 mil registros), seguidos da faixa de 10 a 24 anos (49,4 mil) e daqueles com 60 ou mais (38,4 mil).

Os números foram divulgados hoje (20), Dia Nacional de Combate às Drogas e ao Alcoolismo, como uma forma de alerta para o que o ministério, em nota, classificou como “um problema global”.

Para a pasta, o aumento do último ano pode ser um indicativo de que, após evitarem ir a estabelecimentos de saúde durante todo o ano de 2020, com medo de serem infectados pelo novo coronavírus, mais pessoas voltaram a buscar atendimento médico em 2021.

“Importante lembrar que esses números não são suficientes para retratar o problema da dependência química no país, tendo em vista que estamos falando especificamente da quantidade de atendimentos e não do total de pessoas dependentes”, explica, na nota, o coordenador-geral de Saúde Mental, Álcool e Outras Drogas do ministério Rafael Bernardon.

“Além disso, muitas pessoas com transtornos decorrentes do uso dessas substâncias não procuram os serviços de saúde por fatores diversos, como o estigma e a falta de informação”, pontua.