Primeiros transplantes renais intervivos da região Sul Fluminense são realizados no Hospital Unimed Volta Redonda

Hospital Unimed Volta Redonda está autorizado a realizar transplantes renais (Foto: Divulgação)

Os primeiros transplantes renais com doadores vivos na região Sul Fluminense foram realizados, dia 24 de maio, no Hospital Unimed Volta Redonda. Com o sucesso das cirurgias, os dois primeiros pacientes receberam alta e se recuperam em casa. Em setembro, a unidade hospitalar recebeu autorização do Ministério da Saúde para a realização de transplantes renais. No Brasil, mais de 43 mil pessoas aguardam por um transplante, sendo 40 mil delas um transplante renal, de acordo com dados divulgados pelo Ministério da Saúde. O transplante intervivo, ou seja, com doador ainda vivo, pode ajudar a reduzir a fila de espera por órgãos no país.

Maiara da Penha Barreto, de 28 anos, foi a primeira paciente a realizar este procedimento no Hospital Unimed Volta Redonda, com o marco de também ser o primeiro transplante intervivo da região. A doadora foi sua tia, Fabiana Cordeiro Barreto, de 45 anos.

“Estou aliviada por dar tudo certo. Agora, acredito que tudo será diferente, quero voltar a viver como antes de receber o diagnóstico da insuficiência renal. Minha tia me deu a vida novamente, não tenho como agradecer em palavras o que ela fez por mim, foi a maior prova de amor. Vou agradecê-la para o resto da minha vida. Ela não me deu só um pedacinho dela, me deu todo o seu amor. Agradeço ao hospital por nos acolher com muito amor e carinho neste processo para o transplante. Muito obrigada”, disse Maiara, que recebeu o diagnóstico de insuficiência renal em 2022. Até a realização do procedimento, a jovem chegou a ficar internada e passar por hemodiálise, precisando sair do seu emprego e abdicar de momentos com suas filhas.

Para realizar o transplante neste formato o doador deve ter compatibilidade com o receptor. Fabiana Barreto realizou todos os testes para verificar a compatibilidade e, ao receber a confirmação, ficou muito feliz em poder ajudar a sobrinha:

“Quando vi a Maiara internada por conta da doença, pedi a Deus para que eu fosse compatível. Não queria ver ela sofrendo mais. Amo a Maiara como se fosse minha filha, um presente que Deus me deu. O que fiz, faria novamente para ver a minha sobrinha com a vida dela de volta, bebendo água, se alimentando bem, trabalhando, estudando e participando de muitos momentos com suas filhas”, explica Fabiana.

Equipe que realizou o transplante em Maiara da Penha Barreto (Foto: Divulgação)

Para o presidente da Unimed Volta Redonda, Vitório Moscon Puntel, a realização dos primeiros transplantes renais intervivos do Hospital Unimed Volta Redonda e da região Sul Fluminense é uma conquista que reforça o interesse da Cooperativa em ser referência em soluções para saúde e contribuir para a interiorização de procedimentos antes só acessíveis em grandes centros.

“Atualmente, o hospital é habilitado para a realização de 4 modalidades de transplantes: medula óssea, músculo-esquelético, fígado e rim, contribuindo para que a unidade seja referência em alta complexidade. Neste mês, também iniciamos as cirurgias robóticas, trazendo ao Sul Fluminense uma tecnologia que faz a diferença e ajuda a salvar mais vidas. Permanecemos com nossa estratégia de diferenciação no mercado, possibilitando a população um atendimento de excelente qualidade próximo de sua residência”, reforça o presidente da Unimed Volta Redonda.

O procedimento foi realizado pela equipe cirúrgica do hospital comandada pelo médico-cirurgião Eduardo Fernandes, especialista em Transplantes de órgãos abdominais e cirurgias oncológicas abdominais e membro associado à International Liver Transplantation Society (Sociedade de Transplante de Fígado).

Rio de Janeiro recebe IX Simpósio Internacional de Uro-oncologia Oncologia D’Or
Evento retorna à Cidade Maravilhosa e vai apresentar principais novidades em tratamento e diagnóstico dos cânceres urológicos

Cerimônia de abertura do IX Congresso Internacional Oncologia D’Or, em abril desse ano.

Da Redação

Terceiro carcinoma mais incidente no Brasil, com 72 mil casos estimados para o ano de 2024 segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o tumor da próstata é um tipo de câncer urológico, que se refere àqueles que atingem o sistema urinário e reprodutor – sendo o último apenas em homens. Para apresentar o que há de inovador em diagnóstico e tratamento dessas doenças, o Rio de Janeiro receberá a nona edição do Simpósio Internacional de Uro-oncologia Oncologia D’or, nos dias 5 e 6 de julho. As inscrições estão abertas através do link www.eventosoncologiador.com.br/uro2024/inscricoes para médicos, acadêmicos, residentes ou demais profissionais da saúde que desejarem participar.

O evento receberá palestrantes de todas as regiões do Brasil e convidados internacionais renomados. Jonathan Haas, médico e professor estadunidense, apresentará a radioterapia estereotática (SBRT), que pode reduzir o tempo de tratamento em câncer de próstata para até cinco sessões. Outro destaque será o tratamento adjuvante em câncer de rim, que consiste na realização de imunoterapia após a cirurgia, diminuindo o risco de reincidência.

“Estamos muito felizes em retornar à Cidade Maravilhosa reunindo os principais oncologistas, patologistas, urologistas, radiologistas e oncologistas de todas as partes do Brasil para compartilhar conhecimento em prol da população”, destaca Mariana Bruno Siqueira, oncologista da Oncologia D’Or e coordenadora do simpósio.

“Será uma ótima oportunidade para discutirmos casos clínicos desafiadores de pacientes reais na uro-oncologia. Tenho certeza que serão dois dias incríveis e de muito aprendizado para todos que estiverem presentes”, finaliza Karina Moutinho, também coordenadora do evento.

Serviço:
IX Simpósio Internacional de Uro-oncologia Oncologia D’Or
Data e hora: 05/07, de 8h30 até 17h45, e 06/07, de 9h até 16h15.
Local: 
Hotel Hilton Copacabana – Avenida Atlântica, 1020 – Rio de Janeiro.
Inscrições: www.eventosoncologiador.com.br/uro2024/inscricoes

Cardiopatia congênita
Coluna assinada por Fernanda Campanha de Mendonça Cruz, médica responsável pelo Programa de Cardiologia Pediátrica e Congênita do Hospital e Maternidade Brasil - Rede D'Or

Publicado no jornal Diário do Grande ABC.

O que é cardiopatia congênita?

A cardiopatia congênita é um problema na estrutura do coração presente no nascimento. Ela se origina de uma alteração no desenvolvimento embrionário do coração, afetando tanto a estrutura quanto a função do órgão. Existem diversos tipos de cardiopatias congênitas, com diferentes graus de gravidade. Algumas podem ser leves e não causar sintomas, enquanto outras podem ser graves e exigir tratamento especializado.

Quais são os defeitos congênitos mais comuns no coração?

Os sintomas da cardiopatia congênita variam de acordo com o tipo e a gravidade do problema. Alguns deles são:
– Cianose: coloração azulada da pele, lábios e mucosas, devido à baixa oxigenação do sangue.
– Fadiga fácil: cansaço excessivo, mesmo durante atividades leves.
– Falta de ar: dificuldade para respirar, principalmente durante exercícios físicos.
– Sopro cardíaco: ruído anormal no coração, percebido durante a ausculta médica.
– Sudorese excessiva: apesar de inespecífica, mas principalmente quando predomínio cefálico.

Quais as causas da cardiopatia congênita?

As causas ainda não são totalmente compreendidas.
Entretanto, alguns fatores podem contribuir para um bebê nascer com essa condição, como, por exemplo, genética, infecções durante a gravidez, alguns medicamentos, doenças maternas, gravidez de gêmeos e fertilização in vitro, entre outros.

Quais são os defeitos congênitos mais comuns no coração?

Alguns deles são:
– Comunicação interventricular (CIV): formação de um orifício na parede que separa os ventrículos direito e esquerdo do coração, permitindo que o sangue oxigenado se misture com o sangue desoxigenado.
– Comunicação interatrial (CIA): existência de orifício na parede que separa os átrios direito e esquerdo do coração, permitindo que o sangue oxigenado se misture com o sangue desoxigenado.
– Persistência do canal arterial (PCA): um vaso sanguíneo que conecta a aorta à artéria pulmonar permanece aberto após o nascimento, permitindo que o sangue desoxigena-do flua para a aorta.
– Estenose pulmonar: estreitamento da válvula pulmonar, o que dificulta o fluxo de sangue do ventrículo direito para os pulmões.
– Tetralogia de Fallot: é uma combinação de quatro defeitos cardíacos: CIV (comunicação interventricular), estenose pulmonar, aorta sobreposta e hipertrofia ventricular direita.

Quais são os tratamentos disponíveis?

Os tratamentos da cardiopatia congênita dependem do tipo e da gravidade do problema. Algumas condições podem ser tratadas com medicação, como diuréticos, beta-bloqueadores e anticoagulantes. Em outros casos, a cirurgia pode ser recomendada. O cateterismo cardíaco, por exemplo, é um procedimento minimamente invasivo para a correção dos defeitos.

Qual a importância do diagnóstico precoce durante a gravidez para o tratamento?

O diagnóstico precoce de cardiopatias congênitas durante a gravidez é crucial para melhorar o prognóstico da criança, reduzir o risco de complicações, oferecer mais opções de tratamento e diminuir a ansiedade dos pais. Se você está grávida e tem histórico familiar de cardiopatia congênita ou está preocupada com a saúde do coração do seu bebê, converse com seu médico sobre a possibilidade de realizar exames pré-natais específicos.

Como o Hospital e Maternidade Brasil lida com o tema?

Neste mês de conscientização sobre a doença, celebrada em junho no Brasil, a equipe de Cardiopatia Congênita do Hospital e Maternidade Brasil está preparada com excelentes profissionais para o diagnóstico e tratamento. O problema afeta cerca de 8 mil bebês a cada ano, tornando a comunicação sobre o assunto cada vez mais relevante para a sociedade. Temos o propósito também de combater possíveis discriminações, apoiar as famílias e promover a inclusão dos pacientes.

Medicina preventiva
Coluna assinada por Daiane Viana Leite, médica especialista em clínica médica do Hospital Bartira - Rede D'Or

Publicado no jornal Diário do Grande ABC.

O que significa medicina preventiva?

A medicina preventiva é um ramo da Saúde dedicado à prevenção de doenças. Os médicos que atuam nesta área promovem bem-estar, melhora na qualidade de vida e longevidade aos pacientes.

Como é feito o rastreamento preventivo?

O rastreamento preventivo é realizado por meio da solicitação de exames para pacientes sem sintomas com o objetivo de identificar doenças que, se diagnosticadas em estágios iniciais, têm maior probabilidade de evitar complicações e alcançar resultados mais eficazes no tratamento.

Quais são as principais doenças rastreadas e os exames?

– Câncer de Mama: mamografia
Indicada para mulheres acima de 40 anos. Cabe ressaltar que é de suma importância também exames periódicos ginecológicos a partir da menarca (início do ciclo mens-trual), principalmente na fase sexual ativa.
– Câncer Colorretal: colonoscopia e anuscopia
Exames indicados para pessoas a partir dos 45 anos. En-tretanto, se houver história familiar positiva para este tipo de doença, o rastreio é recomendado antes desta faixa etária (a partir da descoberta da doença na família).
– Diabetes: glicemia de jejum e hemoglobina glica-da
Exames indicados, em especial, para diabetes tipo 2.
Apropriados para pacientes sem sintomas a partir dos 45 anos, pessoas com excesso de peso e que tenham um dos seguintes fatores de risco: histórico familiar ou hipertensão arterial.
– Doenças cardiovasculares: exame de colesterol
Indicado para todos a partir dos 40 anos, para identificação de possíveis alterações e prevenção de doenças cardiovasculares, como infarto agudo do miocárdio, por exemplo.

Quais são os benefícios da medicina preventiva?

Há inúmeros benefícios, como, por exemplo, a detecção precoce de doenças; redução de riscos à saúde; promoção de bem-estar (por meio de incentivo de hábitos saudáveis): longevidade e qualidade de vida, entre outros.

Quais são as principais especialidades médicas envolvidas no trabalho preventivo?

Os profissionais médicos são líderes dentro da área da saúde e devem trabalhar com prevenção. Dentre as diversas especialidades médicas podem ser citadas: Medicina de Família e Comunidade, Medicina do Trabalho, Clínica Médica, Gastroenterologia, Cirurgia Geral, Cirurgia do Aparelho Digestivo, Dermatologia e Endocrinologia, entre ou-tras.

Qual o diferencial do Centro Médico Bartira na medicina preventiva?

O Centro Médico Bartira conta com profissionais de excelência técnica, capazes de oferecer qualidade no atendimento prestado à população. Além disso, dispõe de inúmeros exames (laboratoriais, ecocardiograma, MAPA, holter, colonoscopia e endoscopia, entre outros) e agendamento prático e rápido para a realização de consultas com as mais diversas especialidades. O Centro Médico Bartira possui um corpo clínico engajado em proporcionar humanização, respeito ao outro, segurança e responsabilidade social. Realizar medicina preventiva para o Bartira é contribuir para uma sociedade com menor risco de adoecimento, maior qualidade de vida e longevidade.