Webinar online aconteceu no canal da INLAGS Academy no Youtube.
Da Redação
O Instituto Latino Americano de Gestão em Saúde (INLAGS) realizou nova palestra online na última quarta-feira (22) para debater o tema da produtividade na saúde. Esse falso dilema engloba diversos fatores, como o fato da produtividade não estar necessariamente atrelada a produção. Rafael Paim, sócio-fundador e CEO da Enjourney, exemplificou ao comparar a quantidade de atendimentos que um médico pode realizar em seu consultório, que significa uma alta produção de atendimentos, mas que não necessariamente significa uma alta produtividade médica. “Se esperamos que determinado grupo de pacientes não precisem retornar ao hospital após a primeira consulta, mas acabam voltando, não temos produtividade. O movimento é algo vazio, enquanto a produção é algo útil. O objetivo é saber identificar pacientes que não precisam de procedimentos cirúrgicos, por exemplo, e direcioná-los corretamente. Evitar que ele precise voltar diversas vezes ao hospital”, comentou o profissional.
Além de Rafael, participaram do debate Paulo Marcos Senra, médico e fundador do INLAGS, e Carlos Loja, diretor regional da DASA. Os profissionais abordaram diversos temas entorno da produtividade na saúde, como a importância na redução de desperdícios, a redução de variabilidade dos processos e a necessidade de controle operacional por parte das empresas para uma melhor gestão da saúde. A edição completa está salva no canal do INLAGS Academy no Youtube através do link a seguir: https://www.youtube.com/watch?v=I1lREzFYNOE .
Inaugurando a temporada 2024, o GSH Banco de Sangue Serum e a Rede D’Or realizam uma nova edição da campanha #AbraceEssaIdeia no Teatro Riachuelo, nos dias 28 e 29 de maio, onde funcionará um posto de coletas de sangue temporário, das 8h às 17h.
Ao longo das 3 edições anteriores realizadas no ano passado, com o mote #SeuTipoSalvaVidas foram coletadas cerca de 500 bolsas, e a expectativa atual é de receber até 300 doações de sangue, nos dois dias da campanha.
“Essa parceria também com o Teatro Riachuelo facilita o acesso e a logística para que mais pessoas possam doar pela primeira vez, pela sua localização estratégica no Centro do Rio de Janeiro”, explica Mário Sampaio, profissional de captação de doadores do GSH Banco de Sangue Serum.
A ação tem o objetivo sensibilizar e engajar a população sobre a importância da doação de sangue, como também auxiliar no equilíbrio dos estoques do Banco de Sangue, que, atualmente enfrentam um déficit de 70%.
Uma única doação pode beneficiar até quatro pessoas adultas ou oito crianças. O sangue doado é utilizado principalmente em atendimentos de urgências e realização de cirurgias de grande porte, além de ser fundamental para pessoas em tratamento de câncer que necessitam de transfusão.
A estrutura levada ao Teatro Riachuelo conta com toda a expertise dos dois grupos de saúde envolvidos para promover uma experiência agradável aos doadores, uma vez que estes são peças fundamentais para o sucesso da campanha.
Vice-presidente médico da Rede D’Or, Leandro Reis ressalta que a campanha desempenha um importante papel em divulgar o tema e incentivar a participação da população. “Vamos continuar trabalhando em conjunto com o Grupo GSH para engajar a sociedade nesta causa. Por isso, convido as pessoas a virem doar sangue, pois teremos toda a estrutura para receber os voluntários com toda a segurança”, afirma.
Para doar, basta comparecer ao local, observando os requisitos abaixo:
Confira a lista completa dos pré-requisitos para doação de sangue:
Apresentar um documento oficial com foto (RG, CNH etc.) em bom estado de conservação;
Ter idade entre 16 e 69 anos desde que a primeira doação seja realizada até os 60 anos (menores de idade precisam de autorização e presença do responsável legal no momento da doação);
Não é permitido realizar doação acompanhado de menores de 12 anos (exceto se o menor estiver acompanhado de dois adultos, sendo necessário o revezamento dos mesmos enquanto acontece a doação);
Estar em boas condições de saúde, se sentindo bem, sem qualquer sintoma;
Pesar a partir de 50 kg e ter dormido ao menos 6h na última noite;
Não ter feito uso de bebida alcoólica nas últimas 12 horas;
Não é necessário estar em jejum, evitar alimentos gordurosos;
Se fez tatuagem e/ou piercing, aguardar 12 meses. Exceto para região genital e boca (12 meses após a retirada);
Em caso de diabetes, deverá estar controlada e não fazer uso de insulina;
Se passou por endoscopia ou procedimento endoscópico, aguardar 6 meses;
Não ter tido Doença de Chagas e Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST);
Candidatos que apresentaram sintomas de gripe e/ou resfriado devem aguardar 7 dias após cessarem os sintomas e o uso das medicações;
Aguardar 48h para doar caso tenha tomado a vacina da gripe, desde que não esteja com nenhum sintoma.
Consulte a equipe do banco de sangue em casos de hipertensão, uso de medicamentos e cirurgias.
Serviço
Campanha #SeuTipoSalvaVidas:
Quando: 28 e 29 de maio, das 8h às 17h
Local: Teatro Riachuelo – Rua do Passeio, 38/40 – Centro, Rio de Janeiro – RJ
Antônio Carlos Moraes, diretor da Federação Brasileira de Gastroenterologia.
Da Redação
Maio é o mês do roxo, cor da campanha que visa alertar sobre as doenças inflamatórias intestinais (DIIs), que são crônicas e autoimunes. Estimativas apontam que um em cada mil brasileiros esteja com alguma DII, número que coloca esse grupo de enfermidades tão comum quanto a apendicite, por exemplo. Mas se há semelhança em número de casos, porque não temos tantos diagnósticos de Doença de Crohn, a mais frequente das DIIs? Para o diretor da Federação Brasileira de Gastroenterologia, Antônio Carlos Moraes, a resposta pode estar no preconceito dos pacientes com a própria doença. “O principal sintoma é a diarreia crônica, mas muitas pessoas não gostam de assumir que estão com esse problema; há uma vergonha em expor a situação, atrapalhando a velocidade do diagnóstico”, destaca o profissional, afirmando que essa rapidez é essencial para a retomada da vida do paciente.
Por se tratarem de doenças que atrapalham o enfermo devido aos seus sintomas limitantes – diarreia, dores abdominais, sangramento ao evacuar, febre, fadiga, falta de apetite, as DIIs devem começar a ser tratadas o quanto antes para que o paciente recupere sua rotina. Porém, segundo pesquisa da Associação Brasileira de Colite Ulcerativa e Doença de Crohn (ABCD), 41% dos diagnosticados só descobrem a doença depois de um ano, enquanto 43% demoram pelo menos quatro consultas até terem o diagnóstico. Médicos e pacientes precisam trabalhar em conjunto para que esse tempo encurte, porque são meses em que o paciente pode ficar sem estudar, trabalhar, ter o seu lazer e se relacionar.
Dessa forma ,ter equipe médica treinada para identificar uma possível doença inflamatória intestinal e direcionar o paciente aos exames se faz essencial.“É muito raro um plantão em que você não tenha caso de apendicite. É um problema muito comum, pensado e diagnosticado com rapidez. Por outro lado, não vemos essa mesma velocidade nas doenças intestinais. Precisamos treinar as equipes para estarem alertas a essas doenças e saber identificar os sinais alarmantes, principalmente na presença de diarreia crônica, cólica abdominal e febre”, explica Antônio Carlos, que também é diretor do setor de Gastroenterologia da Rede D’Or.
Especialista alerta sobre o perigo do autopreconceito das DIIs.
Existem quatro teorias principais sobre o surgimento das DIIs: o exposoma, ou teoria da hiperhigienização – quando o meio ambiente foi se tornando mais limpo e diminuindo o número de doenças infectocontagiosas, as doenças autoimunes se multiplicaram; genoma, que relaciona essas doenças à carga genética do paciente; imunoma, a forma como cada indivíduo reage a um fator de agressão – uma gastrenterite, por exemplo, pode desenvolver uma doença inflamatória; e alterações na microbiota, conhecida como flora intestinal, a qual conhecemos menos de 10%. Mesmo de origem incerta, a garantia é que, uma vez desenvolvida, a doença inflamatória intestinal acompanhará o paciente durante toda a vida. Ainda segundo pesquisa da ABCD, 80% dos pacientes relatam que têm sua vida afetada mesmo em períodos de remissão da DII.
“No Maio Roxo, devemos alertar ainda mais sobre esse grupo de doenças, pois limitam muito a vida social e profissional dos pacientes. Precisamos acabar com o autopreconceito dos sintomas e da presença das DIIs, encurtando, assim, o tempo para diagnóstico e o início do tratamento”, finaliza o gastroenterologista.
O Hospital Unimed Volta Redonda será o primeiro no Sul Fluminense a contar com cirurgia robótica. O projeto, fruto de um planejamento de seis anos, inclui a criação de um centro de capacitação. Para a população da região, a incorporação da nova tecnologia representa cirurgias mais precisas e tratamento mais efetivo para doenças como câncer de próstata. “É um grande orgulho conseguir viabilizar esse programa, que trará grandes melhorias para a região e nos coloca como pioneiros, trazendo ao Sul Fluminense uma tecnologia que faz a diferença e ajuda a salvar mais vidas”, destaca Vitório Moscon Puntel, presidente da Unimed Volta Redonda.
A cirurgia robótica é uma das grandes novidades tecnológicas da medicina que surgiu nas últimas décadas, abrindo novos horizontes em diversos tipos de tratamento, com destaque aos oncológicos. Essa tecnologia pode ser utilizada em cirurgias urológicas, ginecológicas, do aparelho digestivo e de tórax, com ênfase em cirurgias oncológica, diminuindo o tempo de internação e recuperação do paciente. Nos casos de câncer de próstata – o mais incidente em homens no Brasil – por exemplo, a chance de êxito chega a quase 100%.
O projeto é resultado de uma parceria da cooperativa com a CMR Surgical, empresa inglesa de alta tecnologia e que conta com mais de 160 plataformas robóticas em operação ao redor do mundo, e consolida o parque tecnológico do Hospital Unimed Volta Redonda como um dos mais modernos no estado do Rio. A incorporação dos robôs também ratifica o hospital como referência em cirurgias de alta complexidade. Em setembro do ano passado, se tornou a primeira do Sul Fluminense a ter autorização do Ministério da Saúde para realização de transplantes de rim e fígado.
Vitório comemora a nova conquista. Agora, ressalta o presidente da cooperativa, quem optar por fazer uma cirurgia robótica não precisa mais se deslocar para os grandes centros. “Desde o início da nova gestão assumimos o compromisso de ampliar os investimentos em inovação e expandir ainda mais os serviços próprios, reforçando nossa estratégia de diferenciação no mercado e possibilitando a população um atendimento de excelente qualidade próximo de sua residência”, finaliza.