Julho Amarelo: Hepatites Virais
Coluna assinada por Yuri Boteon, médico especialista em cirurgia geral e cirurgia do aparelho digestivo do Hospital e Maternidade Brasil - Rede D'Or

(Foto: Reprodução/MedClub)

Publicado no jornal Diário do Grande ABC.

O que são hepatites virais?

As hepatites virais são infecções que afetam o fígado, podendo causar desde alterações leves até doenças graves. Muitas vezes, são assintomáticas, mas podem apresentar sinais como cansaço, febre, mal-estar, enjoo, vômitos, dor abdominal, icterícia (pele e olhos amarelados), urina escura e fezes claras.

Quais são os tipos de hepatites virais?

Existem cinco tipos principais de hepatites virais: A, B, C, D e E. No Brasil, os tipos mais comuns são A, В е С.

Julho Amarelo é o mês de luta contra as hepatites virais. Qual a importância da conscientização?

A conscientização sobre as hepatites virais é essencial para a prevenção e controle dessas doenças.

Campanhas como o Julho Amarelo informam a população sobre as formas de contágio, a importância da vacinação e a necessidade de diagnóstico precoce. Essa disseminação de conhecimento reduz o estigma, incentiva comportamentos preventivos e promove a testagem regular.

Quais são as principais formas de contágio?

Existem diferentes formas de contágio, dependendo do tipo do vírus. A hepatite A é transmitida principalmente pela via fecal-oral, geralmente por meio da ingestão de alimentos ou água contaminados. Situações de baixo saneamento básico e higiene pessoal inadequada são grandes facilitadores dessa transmissão, entre outros fatores.

A hepatite B tem várias formas de transmissão, como relações sexuais sem preservativo com uma pessoa infectada, de mãe para filho durante a gestação e o parto, e pelo compartilhamento de materiais para uso de drogas, como seringas e agulhas. Compartilhar itens de higiene pessoal, como lâminas de barbear, escovas de dente e alicates de unha, também pode ser uma via de transmissão.

A hepatite C é predominantemente transmitida pelo contato com sangue contaminado. Isso pode ocorrer mediante reutilização ou falha na esterilização de equipamentos médicos ou odontológicos, e durante procedimentos invasivos como hemodiálise e cirurgias.

A hepatite D só ocorre em pessoas já infectadas pelo vírus da hepatite B e compartilha modos de transmissão semelhantes. Já a hepatite E é transmitida pela via fecal-oral, principalmente através do consumo de água contaminada.

Quais são as principais medidas utilizadas como prevenção?

A prevenção das hepatites virais envolve uma série de medidas específicas para cada tipo. Para a hepatite A, é essencial melhorar as condições de higiene e saneamento básico. Lavar as mãos regularmente, especialmente após o uso do sanitário e antes de preparar alimentos, é fundamental, entre outras precauções.

Para a hepatite B, a vacinação é a principal medida preventiva, sendo extremamente eficaz e segura. Outros cuidados incluem o uso de preservativos em todas as relações sexuais e evitar o compartilhamento de objetos pessoais, como lâminas de barbear, escovas de dente, materiais de manicure e pedicure, e equipamentos para uso de drogas.

Não existe vacina para a hepatite C, por isso a prevenção se baseia em evitar o compartilhamento de objetos que possam ter contato com sangue, como seringas, agulhas e alicates. O uso de preservativos nas relações sexuais e a realização de exames pré-natais para detectar hepatites B e C, HIV e sífilis em mulheres grávidas são medidas essenciais.

As formas de transmissão da hepatite D são idênticas às da hepatite B, portanto, a imunização contra a hepatite B também previne a hepatite D. Além disso, é importante usar preservativos em todas as relações sexuais e não compartilhar objetos pessoais.

Qual o diferencial do Hospital Brasil no tratamento das hepatites virais?

O Hospital e Maternidade Brasil oferece atendimento médico de alta qualidade atuando desde a prevenção da doença até a realização das terapêuticas mais avançadas para o tratamento das complicações graves, como a cirrose hepática e o carcinoma hepatocelular. Com uma estrutura moderna, o hospital dispõe de uma equipe especializada em doenças hepáticas e acesso a terapias complexas como cirurgias hepáticas e o transplante de fígado. A abordagem integrada e o compromisso com a qualidade do atendimento fazem do Hospital Brasil uma referência no cuidado de pacientes com hepatites virais.

Primeiros transplantes renais intervivos da região Sul Fluminense são realizados no Hospital Unimed Volta Redonda

Hospital Unimed Volta Redonda está autorizado a realizar transplantes renais (Foto: Divulgação)

Os primeiros transplantes renais com doadores vivos na região Sul Fluminense foram realizados, dia 24 de maio, no Hospital Unimed Volta Redonda. Com o sucesso das cirurgias, os dois primeiros pacientes receberam alta e se recuperam em casa. Em setembro, a unidade hospitalar recebeu autorização do Ministério da Saúde para a realização de transplantes renais. No Brasil, mais de 43 mil pessoas aguardam por um transplante, sendo 40 mil delas um transplante renal, de acordo com dados divulgados pelo Ministério da Saúde. O transplante intervivo, ou seja, com doador ainda vivo, pode ajudar a reduzir a fila de espera por órgãos no país.

Maiara da Penha Barreto, de 28 anos, foi a primeira paciente a realizar este procedimento no Hospital Unimed Volta Redonda, com o marco de também ser o primeiro transplante intervivo da região. A doadora foi sua tia, Fabiana Cordeiro Barreto, de 45 anos.

“Estou aliviada por dar tudo certo. Agora, acredito que tudo será diferente, quero voltar a viver como antes de receber o diagnóstico da insuficiência renal. Minha tia me deu a vida novamente, não tenho como agradecer em palavras o que ela fez por mim, foi a maior prova de amor. Vou agradecê-la para o resto da minha vida. Ela não me deu só um pedacinho dela, me deu todo o seu amor. Agradeço ao hospital por nos acolher com muito amor e carinho neste processo para o transplante. Muito obrigada”, disse Maiara, que recebeu o diagnóstico de insuficiência renal em 2022. Até a realização do procedimento, a jovem chegou a ficar internada e passar por hemodiálise, precisando sair do seu emprego e abdicar de momentos com suas filhas.

Para realizar o transplante neste formato o doador deve ter compatibilidade com o receptor. Fabiana Barreto realizou todos os testes para verificar a compatibilidade e, ao receber a confirmação, ficou muito feliz em poder ajudar a sobrinha:

“Quando vi a Maiara internada por conta da doença, pedi a Deus para que eu fosse compatível. Não queria ver ela sofrendo mais. Amo a Maiara como se fosse minha filha, um presente que Deus me deu. O que fiz, faria novamente para ver a minha sobrinha com a vida dela de volta, bebendo água, se alimentando bem, trabalhando, estudando e participando de muitos momentos com suas filhas”, explica Fabiana.

Equipe que realizou o transplante em Maiara da Penha Barreto (Foto: Divulgação)

Para o presidente da Unimed Volta Redonda, Vitório Moscon Puntel, a realização dos primeiros transplantes renais intervivos do Hospital Unimed Volta Redonda e da região Sul Fluminense é uma conquista que reforça o interesse da Cooperativa em ser referência em soluções para saúde e contribuir para a interiorização de procedimentos antes só acessíveis em grandes centros.

“Atualmente, o hospital é habilitado para a realização de 4 modalidades de transplantes: medula óssea, músculo-esquelético, fígado e rim, contribuindo para que a unidade seja referência em alta complexidade. Neste mês, também iniciamos as cirurgias robóticas, trazendo ao Sul Fluminense uma tecnologia que faz a diferença e ajuda a salvar mais vidas. Permanecemos com nossa estratégia de diferenciação no mercado, possibilitando a população um atendimento de excelente qualidade próximo de sua residência”, reforça o presidente da Unimed Volta Redonda.

O procedimento foi realizado pela equipe cirúrgica do hospital comandada pelo médico-cirurgião Eduardo Fernandes, especialista em Transplantes de órgãos abdominais e cirurgias oncológicas abdominais e membro associado à International Liver Transplantation Society (Sociedade de Transplante de Fígado).

Rio de Janeiro recebe IX Simpósio Internacional de Uro-oncologia Oncologia D’Or
Evento retorna à Cidade Maravilhosa e vai apresentar principais novidades em tratamento e diagnóstico dos cânceres urológicos

Cerimônia de abertura do IX Congresso Internacional Oncologia D’Or, em abril desse ano.

Da Redação

Terceiro carcinoma mais incidente no Brasil, com 72 mil casos estimados para o ano de 2024 segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o tumor da próstata é um tipo de câncer urológico, que se refere àqueles que atingem o sistema urinário e reprodutor – sendo o último apenas em homens. Para apresentar o que há de inovador em diagnóstico e tratamento dessas doenças, o Rio de Janeiro receberá a nona edição do Simpósio Internacional de Uro-oncologia Oncologia D’or, nos dias 5 e 6 de julho. As inscrições estão abertas através do link www.eventosoncologiador.com.br/uro2024/inscricoes para médicos, acadêmicos, residentes ou demais profissionais da saúde que desejarem participar.

O evento receberá palestrantes de todas as regiões do Brasil e convidados internacionais renomados. Jonathan Haas, médico e professor estadunidense, apresentará a radioterapia estereotática (SBRT), que pode reduzir o tempo de tratamento em câncer de próstata para até cinco sessões. Outro destaque será o tratamento adjuvante em câncer de rim, que consiste na realização de imunoterapia após a cirurgia, diminuindo o risco de reincidência.

“Estamos muito felizes em retornar à Cidade Maravilhosa reunindo os principais oncologistas, patologistas, urologistas, radiologistas e oncologistas de todas as partes do Brasil para compartilhar conhecimento em prol da população”, destaca Mariana Bruno Siqueira, oncologista da Oncologia D’Or e coordenadora do simpósio.

“Será uma ótima oportunidade para discutirmos casos clínicos desafiadores de pacientes reais na uro-oncologia. Tenho certeza que serão dois dias incríveis e de muito aprendizado para todos que estiverem presentes”, finaliza Karina Moutinho, também coordenadora do evento.

Serviço:
IX Simpósio Internacional de Uro-oncologia Oncologia D’Or
Data e hora: 05/07, de 8h30 até 17h45, e 06/07, de 9h até 16h15.
Local: 
Hotel Hilton Copacabana – Avenida Atlântica, 1020 – Rio de Janeiro.
Inscrições: www.eventosoncologiador.com.br/uro2024/inscricoes

Cardiopatia congênita
Coluna assinada por Fernanda Campanha de Mendonça Cruz, médica responsável pelo Programa de Cardiologia Pediátrica e Congênita do Hospital e Maternidade Brasil - Rede D'Or

Publicado no jornal Diário do Grande ABC.

O que é cardiopatia congênita?

A cardiopatia congênita é um problema na estrutura do coração presente no nascimento. Ela se origina de uma alteração no desenvolvimento embrionário do coração, afetando tanto a estrutura quanto a função do órgão. Existem diversos tipos de cardiopatias congênitas, com diferentes graus de gravidade. Algumas podem ser leves e não causar sintomas, enquanto outras podem ser graves e exigir tratamento especializado.

Quais são os defeitos congênitos mais comuns no coração?

Os sintomas da cardiopatia congênita variam de acordo com o tipo e a gravidade do problema. Alguns deles são:
– Cianose: coloração azulada da pele, lábios e mucosas, devido à baixa oxigenação do sangue.
– Fadiga fácil: cansaço excessivo, mesmo durante atividades leves.
– Falta de ar: dificuldade para respirar, principalmente durante exercícios físicos.
– Sopro cardíaco: ruído anormal no coração, percebido durante a ausculta médica.
– Sudorese excessiva: apesar de inespecífica, mas principalmente quando predomínio cefálico.

Quais as causas da cardiopatia congênita?

As causas ainda não são totalmente compreendidas.
Entretanto, alguns fatores podem contribuir para um bebê nascer com essa condição, como, por exemplo, genética, infecções durante a gravidez, alguns medicamentos, doenças maternas, gravidez de gêmeos e fertilização in vitro, entre outros.

Quais são os defeitos congênitos mais comuns no coração?

Alguns deles são:
– Comunicação interventricular (CIV): formação de um orifício na parede que separa os ventrículos direito e esquerdo do coração, permitindo que o sangue oxigenado se misture com o sangue desoxigenado.
– Comunicação interatrial (CIA): existência de orifício na parede que separa os átrios direito e esquerdo do coração, permitindo que o sangue oxigenado se misture com o sangue desoxigenado.
– Persistência do canal arterial (PCA): um vaso sanguíneo que conecta a aorta à artéria pulmonar permanece aberto após o nascimento, permitindo que o sangue desoxigena-do flua para a aorta.
– Estenose pulmonar: estreitamento da válvula pulmonar, o que dificulta o fluxo de sangue do ventrículo direito para os pulmões.
– Tetralogia de Fallot: é uma combinação de quatro defeitos cardíacos: CIV (comunicação interventricular), estenose pulmonar, aorta sobreposta e hipertrofia ventricular direita.

Quais são os tratamentos disponíveis?

Os tratamentos da cardiopatia congênita dependem do tipo e da gravidade do problema. Algumas condições podem ser tratadas com medicação, como diuréticos, beta-bloqueadores e anticoagulantes. Em outros casos, a cirurgia pode ser recomendada. O cateterismo cardíaco, por exemplo, é um procedimento minimamente invasivo para a correção dos defeitos.

Qual a importância do diagnóstico precoce durante a gravidez para o tratamento?

O diagnóstico precoce de cardiopatias congênitas durante a gravidez é crucial para melhorar o prognóstico da criança, reduzir o risco de complicações, oferecer mais opções de tratamento e diminuir a ansiedade dos pais. Se você está grávida e tem histórico familiar de cardiopatia congênita ou está preocupada com a saúde do coração do seu bebê, converse com seu médico sobre a possibilidade de realizar exames pré-natais específicos.

Como o Hospital e Maternidade Brasil lida com o tema?

Neste mês de conscientização sobre a doença, celebrada em junho no Brasil, a equipe de Cardiopatia Congênita do Hospital e Maternidade Brasil está preparada com excelentes profissionais para o diagnóstico e tratamento. O problema afeta cerca de 8 mil bebês a cada ano, tornando a comunicação sobre o assunto cada vez mais relevante para a sociedade. Temos o propósito também de combater possíveis discriminações, apoiar as famílias e promover a inclusão dos pacientes.