Presidente da Unimed Volta Redonda recebe a Medalha Getúlio Vargas na Câmara Municipal
Essa é a mais alta honraria concedida pelo município

A principal honraria do município de Volta Redonda foi concedida ao presidente da Unimed Volta Redonda, Dr. Vitório Moscon Puntel, na noite desta quinta-feira, dia 31, na Câmara Municipal. Por indicação do vereador Paulo Conrado, Dr. Vitório recebeu a Medalha Getúlio Vargas do Mérito Legislativo de Volta Redonda.

A honraria é concedida anualmente pelos parlamentares, a pessoas ou instituições que se destacam positivamente na cidade. Dr. Vitório Moscon Puntel, foi um dos homenageados entre as 17 personalidades contempladas na noite, devido ao seu compromisso com o avanço da assistência em saúde no município e região Sul Fluminense. Após a entrega das medalhas, o médico, que também já recebeu o título de cidadão volta-redondense, foi escolhido para discursar representando os demais homenageados. Também foram contemplados os médicos Cooperados da Unimed Volta Redonda, Dr. José Ramon Barreiro Garcia e Dr. Luiz Alberto Ferreira de Castro.

“Me sinto muito honrado por este momento e homenagem. Agradeço ao Presidente da Câmara Municipal de Volta Redonda, Vereador Paulo Conrado e aos demais vereadores pelo reconhecimento do trabalho de todas essas pessoas que dê alguma forma contribuíram para o crescimento da cidade. Uma homenagem como essa é muito importante e divido humildemente com todas as pessoas que ao longo da minha vida me ajudaram de alguma forma, pois, reconheço que ninguém caminha sozinho. Gostaria de fazer uma homenagem especial a minha família que é a base de tudo, parte fundamental da minha vida”, disse.

Vitório Moscon Puntel, presidente da Unimed Volta Redonda, recebendo Medalha Getúlio Vargas do Mérito Legislativo.

No município, o médico e cirurgião torácico atuou em diversos hospitais, iniciou o primeiro serviço público de cirurgia torácica do Sul Fluminense no Hospital São João Batista. Participou da fundação da Unimed Volta Redonda, foi professor no curso de Medicina e de Enfermagem do Centro Universitário de Volta Redonda – Unifoa e atuou ativamente na liderança de ações de combate a Covid-19, como condução de parcerias público-privadas, com a Prefeitura Municipal de Volta Redonda, para garantir às pessoas acesso mais rápido a atendimento e testagem.

Com a expansão do Hospital Unimed Volta Redonda, Dr. Vitório também incentivou no Centro Oncológico da unidade, o conceito de Cancer Center, completando o ciclo de terapia oncológica do paciente, com assistência desde o diagnóstico ao tratamento em um só lugar, sem a necessidade de se deslocar para grandes centros.

Em sua trajetória na Unimed Volta Redonda, liderou a construção do hospital, inaugurado em 2010 e a expansão com a construção do prédio B da unidade, onde também atuou como diretor.  Em 2014, foi eleito vice-presidente, cargo que ocupou até março de 2022, sendo eleito, por pleito direto dos médicos cooperados, presidente da Unimed Volta Redonda.

Levantamento indica aumento de coberturas vacinais em 2022
Quatro imunizantes tiveram aumento: BCG, Pólio, DTP e tetraviral

Da Agência Brasil

Levantamento feito pelo Observatório de Saúde na Infância (Observa Infância Fiocruz/Unifase) indica aumento da cobertura de quatro vacinas do Programa Nacional de Imunizações em 2022: BCG, Pólio, DTP e tetraviral. O estudo foi publicado no periódico científico National Library of Medicine, com dados até 2021, e teve atualização divulgada nesta segunda-feira (4) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

A sucessiva queda das coberturas vacinais desde 2015 tem sido motivo de preocupação de autoridades sanitárias e pesquisadores, que apontam risco de retorno e descontrole de doenças eliminadas, como a poliomielite. O caso mais emblemático é o do sarampo, que chegou a ser eliminado do país em 2016, mas retornou dois anos depois em meio à queda da vacinação.

BCG atingiu meta

Os pesquisadores calculam que a vacina BCG teve aumento de cobertura de 19,7 pontos percentuais no ano passado, chegando a 99,5%. Aplicada ao nascer, a vacina protege contra formas graves de tuberculose e tem como meta chegar a 90% dos bebês.

Um aumento da mesma ordem foi registrado para a vacina injetável contra a poliomielite, aplicada em três doses no primeiro ano de vida. Mas o crescimento de 19,7 pontos percentuais não foi suficiente para que a taxa de cobertura chegasse a 95%, e a cobertura em 2022 ficou em 85,3%.

A tríplice bacteriana (DTP), que protege contra difteria, tétano e coqueluche e é indicada para o primeiro ano de vida, também teve aumento, de 9,1 pontos percentuais. Ainda assim, a meta de 95% não foi alcançada, e o percentual ficou em 85,5%.

No caso da tetraviral, que previne sarampo, caxumba, rubéola e varicela, o aumento foi menor, de 3,5 pontos percentuais, chegando a uma cobertura de 59,6%, muito inferior aos 95% desejados. Vale destacar que a imunização contra essas doenças também pode ocorrer com a tríplice viral combinada a uma vacinação específica contra varicela, vírus causador da catapora e herpes zoster.

Metodologia própria

O Observa Infância desenvolveu metodologia própria para calcular as coberturas vacinais e relacionar esses dados com outras informações epidemiológicas e socioeconômicas, construindo uma série histórica sobre vacinação no Brasil desde 1996.

Os pesquisadores colheram dados de mais de 1,3 bilhão de doses aplicadas no Sistema de Informações do Programa Nacional de Imunizações (SI-PNI), por meio da plataforma TabNET.

Essas informações são combinadas a dados oficiais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e do Ministério da Saúde (MS), além de informações utilizadas no VAX*SIM, estudo que cruza grandes bases de dados para investigar o papel das mídias sociais, do Programa Bolsa Família e do acesso à Atenção Primária em Saúde na cobertura vacinal em crianças menores de cinco anos.

O trabalho é conduzido pelos pesquisadores Patricia e Cristiano Boccolini, vinculados ao Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict/Fiocruz) e à Faculdade de Medicina de Petrópolis (FMP), do Centro Arthur de Sá Earp Neto (Unifase). O observatório conta com recursos do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da Fundação Bill e Melinda Gates.

Dados oficiais

Por causa de diferenças na metodologia, as coberturas calculadas pelo Observa Infância não foram as mesmas que as contabilizadas no SI-PNI e disponíveis na plataforma TabNET.

Segundo o Ministério da Saúde, a cobertura da BCG no ano passado foi de 90,06%, dentro da meta do programa, mas abaixo dos 99,5% apontados no estudo.

Para a poliomielite, enquanto a pesquisa indica cobertura de 85,3%, o SI-PNI informa 77,2%. O mesmo ocorre com a DTP, que tem 77,2% no PNI e 85,5% no Observa Infância.

Sistema Unimed tem 34 das 50 maiores operadoras de planos de saúde do país
Cooperativas médicas ocupam 70% do ranking do Valor 1000, com evolução no resultado registrado na edição anterior do anuário

Omar Abujamra Junior, presidente da Unimed do Brasil.

Matéria retirada do site Universo do Seguro

O Sistema Unimed foi um dos destaques do anuário Valor 1000, com o desempenho apresentado no ranking “50 maiores planos de saúde”. Ao todo, 34 Unimeds de todas as regiões do país ocuparam posições, o que representa 70% do ranking. Entre as 10 maiores operadoras, 4 são Unimeds.

O resultado é superior ao alcançado na edição de 2022, quando as Unimeds estiveram em 32 colocações (64% do total). Neste ano, 17 Unimeds subiram ou mantiveram as posições ocupadas no ano passado. Além disso, 4 cooperativas médicas do Sistema Unimed que não estavam classificadas no último ano entraram no ranking em 2023.

“A alta performance do Sistema Unimed é fruto de uma trajetória de mais de 55 anos com foco na qualidade dos serviços assistenciais prestados aos nossos usuários. Por isso, a Unimed é a escolha de mais de 19 milhões de brasileiros, em todo o país, para cuidar da saúde”, ressalta o presidente da Unimed do Brasil, Omar Abujamra Junior.

O Valor 1000 também traz o ranking “As maiores de previdência e vida” com a Seguros Unimed ocupando a 20ª posição. Esta é a 23ª edição do anuário, uma iniciativa do jornal Valor Econômico em parceria com a Serasa Experian e a Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas.

Veja as posições ocupadas pelas Unimeds no ranking “50 maiores planos de saúde”:

Colocação Operadora
5 Unimed Nacional
6 Unimed Belo Horizonte
8 Unimed Saúde
10 Unimed Porto Alegre
11 Unimed Curitiba
12 Unimed Campinas
13 Unimed Fortaleza
17 Unimed Goiânia
20 Unimed Vitória
21 Unimed de Belém
22 Unimed FESP
24 Unimed Cuiabá
25 Unimed Recife
26 Unimed Grande Florianópolis
27 Unimed Natal
28 Unimed Nordeste RS
29 Unimed São José do Rio Preto
30 Unimed João Pessoa
31 Unimed Sorocaba
32 Unimed Leste Fluminense
34 Unimed Londrina
35 Unimed de Santos
36 Unimed Maceió
37 Unimed Campo Grande
39 Unimed de Ribeirão Preto
41 Unimed Regional Maringá
42 Unimed Teresina
43 Unimed de Blumenau
45 Unimed São José dos Campos
46 Unimed Piracicaba
47 Unimed Uberlândia
48 Unimed Paraná
49 Unimed do Estado de Santa Catarina
50 Unimed Juiz de Fora

Tecnologia para tratar câncer de pele é aprovada para uso no SUS
Foco é o carcinoma basocelular em fase inicial de tratamento

Da Agência Brasil

Pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) com o tipo de câncer de pele mais comum vão ter um novo tratamento desenvolvido por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP). A tecnologia 100% nacional promete um tratamento rápido, com menos desconforto e foi aprovado para uso na saúde pública. 

Uma casquinha no nariz foi como a dona de casa Helena Pontieri Morales descobriu a lesão de câncer de pele no rosto. Ela passou por um tratamento de terapia fotodinâmica, que está revolucionando a dermatologia no país. A inovação permite que pacientes como ela não precisem mais passar por cirurgia.

“Só deu uma queimadinha e pronto”, conta Helena sobre o procedimento a laser.

O tratamento é oferecido gratuitamente no Hospital Amaral Carvalho, na cidade de Jaú, no interior paulista, um dos 70 centros de estudos que utilizam a terapia. As lesões que podem ser tratadas são as não melanoma, que respondem pela maioria dos casos de câncer de pele entre os brasileiros.

“O foco do nosso projeto é o carcinoma basocelular em fase inicial de tratamento, uma lesão pequena, com subtipo histológico específico para ser contemplado, para receber a terapia fotodinâmica”, explica a dermatologista Ana Gabriela Sálvio.

Esse aparelho já tratou mais de 5 mil lesões e está presente em nove países da América Latina. O custo do tratamento gira em torno de R$ 200 a R$ 300 por lesão de pele com até um centímetro.

Após ter esta pomada absorvida pela pele, o paciente passa por uma terapia fotodinâmica, que mata as células cancerígenas. Em apenas duas sessões, de apenas 20 minutos, mais de 90% dos pacientes já podem sair curados.

A terapia é desenvolvida há 20 anos pela USP de São Carlos. O Brasil é considerado o país que mais investiu na técnica fotodinâmica no mundo, de acordo com a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). Foram mais de R$ 10 milhões, com incentivos da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Ministério da Saúde e Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).

“Um dos grandes desafios do Brasil é colocar a inovação brasileira no nível de produção científica. Somos o 13º país em produção de ciência no mundo, mas o 54º país em inovação de novos produtos, sistemas e soluções para o mundo real. Este exemplo aqui de São Carlos é a ciência básica sendo transformada em inovação e um produto que soluciona um problema do SUS”, avalia Celso Pansera, presidente da Finep.

O tratamento já está disponível há cerca de 10 anos no sistema privado. Com o desenvolvimento de uma tecnologia nacional, em julho deste ano, o aparelho foi aprovado para uso no SUS.

“É um sucesso muito grande. Como é uma técnica relativamente barata e conveniente, fácil, que não exige grande infraestrutura, ela é especialmente adequada para o Sistema Único de Saúde, que precisa disponibilizar para um número muito grande de pessoas da sociedade”, aponta o pesquisador Vanderlei Salvador Bagnato, do Instituto Física São Carlos, da USP.

O Ministério da Saúde foi procurado pela TV Brasil para saber quando a tecnologia vai estar disponível no SUS, mas não houve resposta.