Planos são obrigados a oferecer dois novos tratamentos contra câncer
Decisão da ANS é para câncer de ovário e de próstata metástico

Da Agência Brasil

Os planos de saúde terão que garantir a cobertura de dois novos tratamentos contra o câncer no país. A decisão foi tomada pela Diretoria Colegiada da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), em reunião no dia 2 de maio deste ano. A resolução foi publicada no Diário Oficial da União uma semana depois.

A atualização da lista de coberturas obrigatórias, a segunda realizada neste ano, determina a cobertura, pelos planos, de um tratamento contra o câncer de ovário (olaparibe em combinação com bevacizumabe) e contra o câncer de próstata metastático (darolutamida em combinação com docetaxel).

A resolução da ANS também prevê cobertura para o teste genérico de deficiência de recombinação homóloga, usado para diagnosticar as pacientes elegíveis ao tratamento com a associação olaparibe e bevacizumabe.

Em fevereiro deste ano, a ANS já havia determinado a incorporação de quatro tratamentos ao rol de procedimentos obrigatórios: onasemnogeno abeparvoveque (para bebês com atrofia muscular espinhal), dupilumabe (para adultos com dermatite atópica grave), zanubrutinibe (para adultos com linfoma de células do manto) e romosozumabe (para mulheres idosas com osteoporose na pós-menopausa).

Evento gratuito aborda melhores práticas para tratamento da escoliose
IV Simpósio Sul-Americano da Escoliose acontece nos dias 02 e 03 de junho

Segundo a OMS, cerca de 4% da população mundial é diagnosticada com escoliose. Essa é uma das dores cervicais mais comuns a atingir pacientes de todas as idades, mas, muitas dúvidas ainda existem sobre o tema, principalmente sobre seu tratamento adequado. Visando esclarecer esses questionamentos, médicos e fisioterapeutas especialistas nessa patologia se reunirão, nos dias 02 e 03 de junho, no IV Simpósio Sul-Americano da Escoliose. O evento será gratuito e contará com palestras ministradas de forma online e presencial, com as inscrições disponíveis no link a seguir: https://lp.escoliosebrasil.com.br/iv-simposio-sul-americano-da-escoliose/.

Criado em 2020, a proposta do Simpósio é levar informações relevantes a todos os profissionais da saúde e população geral sobre a escoliose e os seus tratamentos mais adequados, pautadas nas melhores evidências científicas do ramo. Desde sua primeira edição, vem sendo organizada em junho por ser considerado como o mês internacional da Conscientização da Escoliose – em uma simbologia importante para transmitir esse conhecimento a cada vez mais pessoas em prol de uma condução adequada de cada caso.

Neste ano, o primeiro dia do encontro ocorrerá no formato virtual, com a presença de especialistas que realizarão a abertura do simpósio e explicarão as principais dúvidas sobre a escoliose, além da participação de convidadas especiais ao vivo. “A grande maioria dos casos de escoliose começa a ser observado durante a adolescência e, caso diagnosticados precocemente, podem ser devidamente tratados sem prejuízo à qualidade de vida dos pacientes”, explica o Dr. Carlos Barsotti, cirurgião ortopedista especialista em cirurgias de coluna do Hospital Sírio Libanês e um dos organizadores do evento que estará presente durante a abertura.

Complementando a agenda de palestras no dia seguinte, a programação será das 09h às 18h, dividida entre o online e o presencial com transmissão ao vivo. Dentre os temas que serão abordados, estarão a história da evolução do tratamento da escoliose no Brasil, sua oferta via o Sistema Único de Saúde Nacional, a importância de seu diagnóstico precoce, seus sistemas de classificação conforme as diferentes tipologias e estudos de casos relevantes para aprendizado.

Para disseminar ainda mais essa causa, a edição do simpósio deste ano também contará com o Encontro da Escoliose, um bate-papo destinado a pacientes, familiares e a população em geral para conscientizar e aproximar a realidade de quem foi diagnosticado com essa patologia dos profissionais que tratam a tratam. Afinal, a união acerca deste tema e compreensão sobre seu quadro é um ponto crucial para que cada vez mais pessoas busquem o auxílio de especialistas que os direcionem para seu melhor tratamento.

Reunindo grandes nomes da área, o conjunto de palestras dispostas nos dois dias do evento traz expectativas promissoras. “Saber identificar a tipologia de escoliose e diagnosticá-la precocemente contribuirá fortemente para um tratamento mais assertivo e garantir, assim, uma excelente qualidade de vida ao paciente. Essa será nossa ideia com o encontro, reunindo profissionais qualificados para disseminar essas informações em prol da manutenção da saúde de todos”, finaliza Barsotti.

Para mais informações, acesse: https://lp.escoliosebrasil.com.br/iv-simposio-sul-americano-da-escoliose/

Serviço:

IV Simpósio Sul-Americano da Escoliose

Datas: dia 02/06 (online) e dia 03/06 (online e presencial)

Local: Alameda Santos, 85 – Jardins, São Paulo

Link de inscrição: https://lp.escoliosebrasil.com.br/iv-simposio-sul-americano-da-escoliose/

Profissionais da enfermagem fazem ato por valorização da categoria
Cerca de 150 pessoas participaram de caminhada em Brasília

Da Agência Brasil

Profissionais da enfermagem se reuniram, neste domingo (21), em Brasília, em um ato pela valorização das categorias que atuam no setor. A caminhada encerrou a 84ª Semana Brasileira de Enfermagem, com o objetivo de mostrar a importância do trabalho das equipes multidisciplinares no cuidado em saúde e para a humanização do atendimento à população.

O evento foi organizado pela Associação Brasileira de Enfermagem Seção DF (Aben-DF), Sindicatos dos Enfermeiros do DF (SindEnfermeiro-DF), Sindicato dos Técnicos em Enfermagem (Sindate-DF) e Conselho Regional de Enfermagem (Coren-DF). Cerca de 150 enfermeiros, enfermeiras, técnicos e técnicas e estudantes de enfermagem participaram da caminhada.

Para o SindEnfermeiro-DF, o momento é de celebrar as conquistas acumuladas pela categoria e “renovar as energias para as novas lutas”. Entre elas, estão a cobrança por mais recursos para o Sistema Único de Saúde (SUS) e a vigilância pelo pagamento do piso salarial da categoria.

No último dia 12 de maio, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou lei abrindo crédito especial de R$ 7,3 bilhões para o pagamento do novo piso nacional dos trabalhadores da enfermagem. A medida, entretanto, enfrenta resistência de estados e municípios que alegam que os recursos ainda não são suficientes.

Em setembro do ano passado, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso suspendeu o piso salarial nacional para esclarecimentos sobre o impacto financeiro da lei que instituiu o valor. Na última semana, Barroso liberou o pagamento, após a abertura do crédito especial.

O novo piso para enfermeiros contratados sob o regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) é de R$ 4.750, conforme definido pela Lei nº 14.434/2022. Técnicos de enfermagem recebem, no mínimo, 70% desse valor (R$ 3.325) e auxiliares de enfermagem e parteiras, 50% (R$ 2.375). O piso vale para trabalhadores dos setores público e privado.

Entretanto, na decisão, o ministro entendeu que estados e municípios devem pagar o piso nacional da enfermagem nos limites dos valores que receberem do governo federal. Segundo os estados, o impacto nas contas locais é de R$ 10,5 bilhões e não há recursos para suplementar o pagamento.

No caso da rede privada, diante do risco de demissões, o piso também deve ser pago, mas poderá ser negociado coletivamente entre empresas e sindicatos da categoria. Para os profissionais que trabalham para o governo federal, o piso deverá ser pago integralmente.

Dados do Conselho Federal de Enfermagem contabilizam mais de 2,8 milhões de profissionais do setor no país, incluindo 693,4 mil enfermeiros, 450 mil auxiliares de enfermagem e 1,66 milhão de técnicos de enfermagem, além de cerca de 60 mil parteiras.

Campanha quer ampliar em 5% doação de leite materno no país
Atualmente, 55% dos bebês prematuros recebem leite humano

Da Agência Brasil

O Ministério da Saúde lançou nesta quinta-feira (18) a Campanha Nacional de Doação de Leite Humano, com a meta de ampliar em 5%, em 2023, a oferta de leite materno a bebês prematuros ou de baixo peso internados em UTIs e que não podem ser amamentados pelas próprias mães.

Com esse percentual, será possível atender, pelo menos, 60% da demanda por leite humano, o equivalente a 245,7 mil litros. Atualmente, 55% dos bebês prematuros ou de baixo peso recebem leite humano.

Em 2022, foram coletados 234 mil litros de leites, que alimentaram 222 mil recém-nascidos. No total, 197 mil mulheres fizeram doações no período.

Segundo o ministério, o leite humano reduz em até 13% a mortalidade de crianças menores de 5 anos por causas evitáveis. “Um agravante é que os estoques dos bancos de leite costumam cair durante as férias escolares ou de feriados prolongados. Historicamente, os primeiros meses do ano são os que têm o menor número de doações. Por isso, a importância da campanha ser realizada no primeiro semestre. Esta ação não pode se encerrar na campanha”, explicou Sônia Venâncio, coordenadora de Saúde da Criança e do Adolescente do Ministério da Saúde.

A coordenadora acrescentou que o leite humano diminui o tempo de internação dos recém-nascidos prematuros e com baixo peso, risco de infecções nos hospitais e compra de fórmulas infantis. Outra meta é buscar a autossuficiência dos bancos de leite humano do país. Somente o banco do Distrito Federal é autossuficiente.

A campanha marca o Dia Nacional de Doação de Leite Humano, celebrado nesta sexta-feira (19).

O Brasil é o país com a maior rede de bancos de leite humano do mundo, com 227 unidades e 240 postos de coleta distribuídos por todos os estados, conforme a Organização Mundial da Saúde (OMS). Além de coletar, processar e distribuir leite, os bancos e postos oferecem assistência a mulheres na prática do aleitamento materno.

Como doar leite materno

O Ministério da Saúde reforça que qualquer quantidade de leite pode ser doada. Um pote de 200 ml, por exemplo, serve para alimentar até dez bebês prematuros ou com baixo peso. Toda mulher que está amamentando é uma potencial doadora. É preciso estar em condição saudável e não estar tomando medicação que interfira na amamentação.

Para saber a localização de um banco de leite humano, basta ligar para o número 136 ou acessar o site da Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano.