Banco do Nordeste tem alta de 43% no lucro no primeiro trimestre de 2026
Resultado operacional chega a R$ 878,3 milhões e volume de crédito contratado ultrapassa R$ 11,5 bilhões

 

Da Redação

O Banco do Nordeste (BNB) registrou lucro líquido de R$ 488 milhões no primeiro trimestre de 2026, crescimento de 43% em relação ao mesmo período do ano anterior. O resultado operacional somou R$ 878,3 milhões, alta de 21,8%.

No período, o Banco contratou R$ 11,5 bilhões em crédito, distribuídos em 1,2 milhão de operações. Os desembolsos totais atingiram R$ 12,5 bilhões, avanço de 3,2% na comparação anual.

Segundo a Instituição, o desempenho é impulsionado principalmente pela expansão da carteira de crédito e pelo aumento das receitas com prestação de serviços.

“Os resultados alcançados no primeiro trimestre evidenciam o avanço da eficiência operacional do Banco, com ganhos de produtividade e melhor alocação de recursos, refletidos diretamente nos resultados alcançados. Ao mesmo tempo, traduz o compromisso da administração com a execução das políticas públicas do Governo Federal, sob a liderança do presidente Lula, e com o cumprimento de sua missão institucional de impulsionar a atividade produtiva regional e promover o desenvolvimento econômico e social de forma sustentável. Esses avanços também se traduzem na ampliação dos negócios e na melhoria contínua do atendimento aos clientes, contribuindo para a qualidade de vida da população”, afirma o presidente do Banco, Paulo Câmara.

Carteira de crédito cresce e alcança R$ 181,4 bilhões

A carteira de crédito administrada encerrou o trimestre em R$ 181,4 bilhões, crescimento de 12,4% frente ao mesmo período de 2025. O avanço, segundo a direção do Banco, está associado ao aprimoramento dos processos de concessão e à ampliação do acesso ao financiamento.

O diretor financeiro e de crédito, Wanger Rocha, destaca que a instituição vem modernizando produtos e serviços, com foco em agilidade e soluções integradas.

“Também estamos diversificando as fontes de funding, por meio de parcerias com organismos multilaterais e instituições voltadas ao desenvolvimento, especialmente para apoiar investimentos sustentáveis”, afirma.

Microfinanças impulsionam contratações

Os programas de microcrédito urbano e rural mantiveram trajetória de crescimento. Entre janeiro e março, foram contratados cerca de R$ 6 bilhões em 1,1 milhão de operações, alta de 13,5% na comparação anual.

O programa Crediamigo movimentou R$ 3,2 bilhões (+3,6%), enquanto o Agroamigo alcançou R$ 2,4 bilhões, com crescimento expressivo de 29,8%.

ACCIONA ABRE MAIS DE 500 VAGAS OPERACIONAIS PARA A LINHA 6-LARANJA DE METRÔ DE SÃO PAULO
Vagas integram as equipes de campo do maior projeto de infraestrutura de transporte em andamento na América Latina

 

 

Da Redação

A ACCIONA, responsável pela construção da Linha 6-Laranja de metrô de São Paulo, anuncia a abertura de 500 vagas para funções operacionais. As oportunidades são para armador, carpinteiro, montador de andaime, pedreiro, pedreiro de acabamento, operadores de máquina, frentista de túnel, servente de obra e soldador. Os profissionais selecionados irão integrar as equipes de campo que atuam em uma obra de grande impacto para a mobilidade urbana da capital, contribuindo também para a geração de empregos e o desenvolvimento na região. Os interessados em participar do processo seletivo devem comparecer a partir do dia 18 de maio, na nova Central de Treinamento e Talent  da ACCIONA, R. Guaicurus, 330,  no bairro de Água Branca, em São Paulo, com currículo impresso e Carteira de Trabalho. O atendimento ocorre de segunda a sexta-feira, das 7h às 15h, por ordem de chegada.. 

SoftwareOne anuncia novo Diretor de Vendas para o Brasil
Executivo construiu uma trajetória na empresa em mais de uma década

 

Da Redação

A SoftwareOne anunciou Juan Peçanha como novo Diretor de Vendas no Brasil. Com mais de dez anos na companhia, Peçanha construiu sua carreira integralmente dentro da SoftwareOne, tendo iniciado em uma posição de back-office, voltada ao suporte ao cliente, avançando progressivamente para posições de liderança em diferentes frentes do negócio. Ao longo desse percurso, esteve à frente de operações nos segmentos SMB, Corporate e iniciativas de expansão comercial, consolidando uma visão transversal da operação e do relacionamento com clientes.

A trajetória do executivo é marcada por um crescimento consistente e resultados expressivos. Em uma das frentes sob sua liderança, a operação registrou um avanço de aproximadamente 22% no faturamento. Posteriormente, à frente do segmento Corporate, registrou crescimento de 17% em um ano, evidenciando sua capacidade de estruturar e acelerar áreas estratégicas do negócio.

No novo cargo, Peçanha passa a responder por uma meta equivalente a mais de 50% do faturamento anual da empresa, um desafio que, segundo ele, vem acompanhado de uma estratégia bem definida. “A principal frente é aprofundar a atuação dentro dos clientes, explorando de forma mais consistente o portfólio disponível e conectando essas soluções às necessidades atuais das empresas”, explica

Estratégia e reorganização da atuação comercial

Segundo Peçanha, o atual cenário econômico impõe uma revisão da abordagem comercial, com maior ênfase na eficiência e na reorganização dos investimentos em tecnologia. “Hoje, o cliente precisa extrair mais valor do que já foi contratado, em muitos casos, a discussão não se limita à aquisição de novas soluções, mas envolve a reconfiguração do que já está em uso, viabilizando novos ciclos de inovação”, acrescenta o executivo.

Nesse cenário, a atuação comercial passa a exigir maior integração entre áreas, compreensão mais aprofundada do negócio dos clientes e capacidade de estruturar ofertas mais complexas, combinando diferentes soluções. Embora a expansão da base permaneça no radar, a estratégia prioriza uma atuação mais consistente e estratégica sobre contratos existentes, especialmente em contas de maior porte.

Para o executivo, esse movimento também exige maior disciplina na condução da operação comercial. “O desafio é tornar o processo de vendas mais estruturado, com base em dados e métodos, reduzindo a dependência de decisões individuais e aumentando a consistência da operação ao longo do tempo”, completa Peçanha.

Além das estratégias comerciais, Peçanha acredita que as relações baseadas em confiança e respeito são peças fundamentais para o sucesso da liderança. Entre os resultados das funções anteriores, o executivo destaca que teve uma taxa de turnover voluntário, isto é, colaboradores de sua equipe que escolheram deixar a empresa, menor que 1%, o que pesou a seu favor na escolha para o cargo.

Para Peçanha, esse tipo de indicador é importante para a sua filosofia de “tripé” da área comercial. De acordo com o novo diretor, empresas do mercado de tecnologia precisam desenvolver três pontos para destacarem-se no mercado: processos, ferramentas e pessoas, sendo o último aquele mais valorizado pela gestão do executivo. “Acredito que tanto para a liderança, quanto para as relações diretas com os clientes, o meu jeito próximo e observador, e com uma escuta ativa, colabora para que eu tenha clareza das situações, favorecendo as relações e por consequência conquistando melhores resultados”, comenta.

Abrasel: apoio à redução da escala 6×1 começa a cair e aprovação não é consenso
Associação avalia que a rejeição à medida vai crescer, conforme apresentação do real impacto

A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) avalia que não há consenso na sociedade sobre a aprovação da proposta de redução da jornada de trabalho sem redução de salário. Contrariando a ideia de que a medida seria aprovada com facilidade, a entidade acredita que o apoio tende a cair à medida que os custos reais começam a ser discutidos de forma mais clara e objetiva.

O debate público, até agora, concentrou-se quase exclusivamente no benefício aparente de trabalhar menos e manter a renda. No entanto, os impactos econômicos e sociais da mudança, como aumento de custos, pressão sobre preços, escassez de mão de obra e redução da oferta de serviços, começam a entrar na pauta da sociedade. Esse movimento já é perceptível e deve se intensificar nos próximos dias.

A avaliação da entidade é que a proposta vem sendo apresentada de forma incompleta e desonesta, sem explicitar quem arca com os custos e quais são as consequências práticas para o dia a dia da população. Em setores intensivos em mão de obra, como restaurantes, atendimento médico e hospitalar, serviços públicos (limpeza, água e esgoto, manutenção da rede elétrica) e outros, manter o mesmo nível de funcionamento com menos dias trabalhados implica aumento relevante de despesas, que tende a ser repassado aos preços ou a resultar em redução de horários e serviços.

No Rio de Janeiro, onde bares e restaurantes enfrentam dificuldades históricas para contratação e retenção de mão de obra, o impacto seria ainda mais sensível. Para Maurício Costa, presidente da Abrasel-RJ, a proposta ignora a realidade do setor e pode comprometer não só a sustentabilidade dos negócios, como também a oferta de empregos nos bairros e cidades mais pobres do Estado.

“Todo empreendedor do nosso setor é favorável à melhoria das condições de trabalho e à valorização dos profissionais. No entanto, mais preocupante do que a redução da jornada, seria a proibição da escala de 6 dias na semana. Nosso setor tem por natureza funcionar 7 dias por semana, na maioria dos casos. Nossa atividade funciona tanto em dias úteis como também nos finais de semana e feriados. No Rio de Janeiro, por conta da nossa vocação turística, essa dinâmica é ainda mais intensa. Vale destacar que o impacto será mais forte nos bairros e cidades mais pobres”, alerta Maurício Costa.

A economia fluminense está fortemente atrelada ao turismo, ao lazer e também à alimentação fora do lar. Neste cenário, o fim da escala 6×1 será prejudicial tanto para o comércio quanto para o consumidor, em especial das regiões menos desenvolvidas.

“A falta de mão de obra já é uma realidade em vários setores, incluindo o nosso. Temos a convicção que as regiões menos favorecidas acabarão tendo menor oferta de comércio e serviços, pois não vão conseguir competir com as grandes marcas de cidades e bairros mais ricos. É isso que queremos enquanto sociedade? Aprofundar essa desigualdade na oferta? Acredito que não. Por isso, a importância de um debate mais profundo que considere todos os impactos que essa medida poderia gerar. Propor essa mudança em caráter de urgência, sem um amplo estudo, não é uma forma responsável de tratar assunto tão sensível como esse”, completa Maurício Costa.

Para a Abrasel, a tentativa de acelerar a tramitação, sem um debate amplo e transparente, revela um viés político que ignora a complexidade do tema. “É natural que as pessoas gostem da ideia de trabalhar menos e ganhar o mesmo. O problema é vender esse conceito como se fosse um nirvana, escondendo os custos e os efeitos colaterais. Quando a sociedade passa a conhecer a conta, a opinião começa a mudar”, afirma Paulo Solmucci, presidente nacional da Abrasel.

Segundo ele, o debate precisa sair do campo do slogan e entrar no terreno da realidade. “Não existe benefício desatrelado de custos. Para sustentar o benefício o Brasil teria antes de ganhar produtividade, o que não tem acontecido. Então esse custo virá na forma de aumento de preços, redução de serviços ou perda de competitividade. Aprovar uma medida estrutural dessa natureza às pressas, sem transparência, é transferir o custo para o consumidor e para os mais pobres, que irão perder oferta de serviços”, conclui.

Para medir essa virada de percepção, a Abrasel encomendou uma pesquisa nacional que irá a campo entre os dias 4 e 6 de maio. A expectativa é que os resultados confirmem duas tendências simultâneas: queda no apoio à proposta e aumento da rejeição à medida, especialmente quando a sociedade compreende o tamanho da conta.