Impacto bilionário na economia carioca: Hotel Nacional registra alta durante evento de música na cidade
Com projeção de R$ 3,3 bilhões em movimentação turística, o evento musical aquece a rede hoteleira

 

Da Redação

O festival Rock in Rio 2026 tem previsão de injetar R$ 3,3 bilhões na economia carioca, movimentando o turismo e aquecendo a rede hoteleira da capital fluminense. Com a chegada de milhares de visitantes para os dias de shows, a procura por hospedagem ganha ritmo acelerado nas semanas que antecedem o evento. No Hotel Nacional, em São Conrado, o ritmo de reservas aponta para uma procura expressiva ao longo de toda a programação.  

Marcada por uma intensa movimentação na cidade, a temporada de grandes eventos evidencia também uma mudança gradual no comportamento de quem visita a capital. Para quem viaja atrás de grandes apresentações mas valoriza o descanso após a maratona de shows, a estrutura assinada por Oscar Niemeyer atrai justamente por oferecer um contraponto à agitação urbana, permitindo que o público alie a intensidade da programação cultural a um ambiente de total resguardo. 

No Hotel Nacional, já observamos um ritmo intenso de reservas e a expectativa é alcançar ocupação máxima durante os dias do festival. Esse cenário reforça o Rio de Janeiro como destino para grandes eventos e o papel da hospitalidade em proporcionar uma experiência completa ao visitante”, diz o Gerente Geral Maurício Júnior.

O hotel funciona como uma base estratégica. A combinação entre a arquitetura modernista, o acesso facilitado aos principais trajetos da cidade e a oferta integrada de lazer e gastronomia explica a alta procura do público que aterrissa no Rio. O endereço garante o resguardo e a tranquilidade necessários para equilibrar a energia de um grande acontecimento com o conforto no dia a dia da hospedagem.

Hotéis do Rio têm média de ocupação de 87,13% na noite da virada
De 2022 para 2023, o índice atingiu 92,51%, diz HotéisRIO

Da Agência Brasil

Os hotéis da capital fluminense registraram média de ocupação de 87,13% na noite do dia 31 de dezembro de 2023 para o dia 1º de janeiro de 2024, de acordo com informação divulgada nesta terça-feira (2) pelo Sindicato dos Meios de Hospedagem do Município do Rio de Janeiro (HotéisRIO).

Segundo a entidade, o resultado confirmou o “ótimo desempenho” que o setor esperava nesta virada, embora tenha ficado abaixo da ocupação média registrada no Réveillon de 2022 para 2023, que atingiu 92,51%. A expectativa do setor, manifestada no último dia 26 de dezembro pelo HotéisRIO, entretanto, era fechar a data com 95% dos quartos ocupados.

O presidente do HotéisRIO, Alfredo Lopes, destacou que a união de autoridades do Poder Público com o setor privado constitui o segredo do sucesso da festa carioca. “Segurança e organização são componentes essenciais para conseguir atrair turistas e realizar uma festa espetacular, à altura das expectativas de cariocas e visitantes”, comentou.

As regiões mais procuradas pelos turistas foram Ipanema/Leblon (95%), Barra da Tijuca/Recreio/Jacarepaguá (89%) e Leme/Copacabana (88%), seguidas de Flamengo/Botafogo (84%) e centro da cidade (79%).

Livro retrata o início da rede hoteleira no Norte e Nordeste

Nilo Sergio ao lado do presidente da Fecomércio RJ, Antonio Florencio, que viabilizou o projeto do livro

 

Hoje, no Dia Mundial do Turismo, será lançado, às 15h, no Riocentro, o livro Cinco Décadas de Hospitalidade, de Nilo Sérgio (foto). Com 54 anos de experiência na área de Turismo, o atual subsecretário estadual de Turismo do Rio acompanhou de perto o crescimento do setor no Brasil. Ele esteve presente, por exemplo, na estruturação da rede hoteleira no Norte e Nordeste a partir da década de 70, quando trabalhou em hotéis como Ducal Palace Hotel, em Natal. Ele ajudou a elaborar manuais que estruturaram todo o funcionamento de estabelecimentos da região. A Fecomércio RJ, então, propôs reunir esse material, que são parte da história do turismo nacional, e idealizou o livro que está sendo lançado durante a ABAV Expo 2023, um dos maiores eventos de turismo do país.

Nilo relembra que os manuais vieram de uma necessidade, quando o governo federal começou a oferecer diversos incetivos para construção de hotéis no Norte e Nordeste na década de 70. “Não havia rede hoteleira nessas regiões naquela época, então não se tinha o conhecimento de como operava um hotel”, diz o subsecretário, que relata que então passaram a ligar para gerentes de hotéis do Rio de Janeiro, para entender como funcionava um hotel desde a chegada do hóspede na recepção. Os manuais, rodados em mimiografos, são o fruto das inúmeras conversas por telefone, que foram a base para implementar o serviço após a construção dos hotéis.

Revendo o material, Nilo ainda se surpreendeu ao perceber que poucas coisas mudaram na parte operacional dos hotéis daquela época até os dias atuais. “Houve a informatização e a tecnologia, que trouxe mais agilidade e facilidades, como a mudança das chaves de cobre para os cartões magnéticos, mas a metodologia de trabalho permanece quase a mesma”, ressalta.

Ministério do Turismo começa a regularizar cadastro da rede hoteleira do país

Dos mais de 31 mil estabelecimentos de hospedagem em funcionamento no Brasil, mais de 70%, ou 23,2 mil, estão em situação irregular, segundo levantamento do Ministério do Turismo. De acordo com a pasta, apenas pouco mais de 8 mil (26%) hotéis, pousadas e resorts do país estão registrados no Cadastur, requisito obrigatório para atuar no setor.

Para mudar este cenário, o ministério iniciou esta semana uma campanha para incentivar empresários do setor a regularizar seus empreendimentos. “O turismo é um segmento fundamental da economia nacional, responsável pela geração de empregos e renda para a população brasileira, mas precisamos avançar em busca da profissionalização de nossos serviços e para isso é preciso sair da ilegalidade. Só assim conseguiremos dar ao turismo o destaque que ele merece”, disse o ministro do Turismo, Marx Beltrão, em nota divulgada pela pasta.

Inicialmente, segundo o ministério, a fiscalização ocorrerá de forma educativa, com alertas aos empresários sobre a importância do cadastramento. Mesmo assim, os estabelecimentos flagrados em situação irregular poderão ser autuados. As multas podem variar de R$1.186 até R$ 854 mil.

“Além dos mutirões presenciais, o Ministério do Turismo se prepara para iniciar o trabalho de fiscalização online, por meio da criação de um perfil de fiscalização nas redes sociais”, informou a assessoria de imprensa do Ministério do Turismo

Registro

O Cadastur é o sistema de cadastro de pessoas físicas e jurídicas que atuam no setor de turismo. Ele é obrigatório não só para os meios de hospedagem, mas também para agências de turismo, transportadoras turísticas, organizadoras de eventos, guias de turismo, acampamentos turísticos e parques temáticos.

De acordo com o ministério, o sistema garante vantagens e oportunidades de negócios aos cadastrados e também é uma importante fonte de consulta para o turista. O programa é executado pelo Ministério do Turismo em parceria com os órgãos oficiais de turismo dos 26 estados e do Distrito Federal.

O cadastramento pode ser feito no site do Cadastur. O turista também pode acessar a página para verificar a situação do estabelecimento em que deseja se hospedar.