Quando a mudança nem sempre é o melhor caminho

Elencar prioridades e comprometer-se com mudanças são posturas fundamentais a quem quer renovar a carreira, conseguir novo emprego, ser promovido ou colocar ideias em prática. Esses desejos são recorrentes em todos os encerramentos e começos de ciclos e, em geral, envolvem promessas determinadas. O paradoxo é que, em grande parte dos casos, as metas são cumpridas apenas em parte ou até abandonadas, o que gera um círculo vicioso de frustrações. “A pessoa pode achar que está fazendo tudo certinho e a culpa pelas coisas não andarem está em fatores externos, como crise econômica, chefias, mesmo o acaso. Mas muitos podem se surpreender com as respostas a tais dúvidas”, explica Ana Carolina Lynch, psicanalista com formação em treinamento empresarial e consultora em gestão de pessoas.

Uma delas que pode gerar certo desapontamento é que talvez não seja a hora de concretizar mudanças, mas firmar as bases para que venham no médio prazo ou em um segundo ano. “Não conseguir algo específico não significa que a vida está parada, a pessoa fracassou ou nada foi feito. Muitos acham que precisam fixar metas todos os anos, como se tudo o que foi feito nos 365 dias anteriores devesse ser revisto. Nem sempre, e também não podemos mudar tudo anualmente. Isso é irreal, seria muito estressante”, explica Ana Carolina.

Pequenas conquistas precedem grandes transformações

Segundo a consultora, o importante, primeiramente, é descobrir aonde se quer chegar e depois organizar o passo a passo, que pode mudar ou se adaptar segundo fatores externos, incluindo eventuais riscos. “É preciso desenvolver a capacidade de fixar metas possíveis, saber lidar com espera, prazos e aprender a identificar oportunidades que indiquem readaptação dos planos. Pequenas conquistas, por vezes, podem ser mais interessantes do que viradas bruscas, precedendo transformações maiores que requerem experimentação”, diz.

Até recuar faz parte da jogada e não há mal nas reavaliações, quando admitimos que a tática  inicial não era tão ideal e precisava ser revista: “Não há qualquer demérito nesse movimento. Ao contrário, indica abertura, humildade e maturidade para reconhecer falhas. Até na guerra, o recuo é elemento estratégico e já contribuiu para algumas vitórias. O importante é não perder os planos e buscar aconselhamento ou assessoria especializada quando necessário. Ninguém precisa assumir o encargo de avançar solitariamente”, observa a Ana Carolina.

E uma vez concretizadas, todas as etapas devem ser celebradas como um marco, um rito de passagem frutífero. “Sentir-se contente consigo mesmo faz parte do processo de conquistas e as fortalece”, reforça a especialista. Para Ana Carolina, quem não comemora os desafios vencidos perde a amplitude de que foi bem-sucedido: “É preciso injetar alegria no dia a dia, e nada mais oportuno que ela venha a reboque das vitórias”.

Chuvas elevam em 2,2% previsão da safra para este ano

A produção de soja deve atingir 112,3 milhões de toneladas

A intensidade das chuvas de dezembro determinou uma projeção de aumento de 2,2% na safra agrícola deste ano. Os últimos prognósticos apontam para uma produção total de cereais, leguminosas e oleaginosas de 224,3 milhões de toneladas, ainda assim resultado 6,8% menor do que a safra recorde de 2017.

As informações constam do terceiro prognóstico para a safra 2018, referentes ao Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPD) divulgado hoje (11), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os dados confirmam as expectativas de que a safra de 2018 será bem inferior à safra recorde do ano passado.

Pelos números divulgados pelo IBGE, o prognóstico da safra de grãos para 2018 aumentou de 219,5 milhões de toneladas para 224,3 milhões. O aumento, embora não reverta a expectativa de safra menor em 2018, ocorreu em razão da abundância de chuvas no ultimo mês do ano passado.

“Em novembro, a estiagem prolongada tinha levado a um atraso no início do plantio, mas a abundância de chuvas em dezembro mudou esse quadro, levando a um ajuste nos prognósticos de área colhida e volume de produção do arroz, da soja e da primeira safra do milho”, explica o pesquisador do IBGE, Carlos Alfredo Guedes.

Produção nacional de grãos

Segundo ele, juntos “estes três produtos constituem quase 95% da estimativa de produção nacional de grãos”. As últimas projeções do Levantamento Sistemático indicam que a safra de soja em 2018 deverá atingir 112,3 milhões de toneladas, a de arroz será de 11,7 milhões de toneladas e as duas safras de milho deverão ficar em 26,6 milhões e 57,9 milhões de toneladas, respectivamente.

IBGE registra crescimento da produção industrial

O crescimento de 0,2% da produção industrial de outubro para novembro reflete resultados positivos em oito dos 14 locais pesquisados, na série com ajuste sazonal. Os números da produção industrial de novembro foram divulgados hoje (11), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Eles indicam que os avanços mais acentuados ocorreram no Espírito Santo, com expansão de 5,8%, resultado 5,6% maior que a média nacional. Esta é a segunda expansão consecutiva no estado e com ela o acumulado nesse dois meses teve um ganho de 7%.

O segundo maior resultado positivo deu-se na Bahia, que cresceu 3,5%, eliminando parte da perda de 8% acumulada em setembro e outubro; seguido de Pernambuco (2,6%), após dois meses de queda; e Minas Gerais que, com alta de 2,4%, recuperou parte da redução de 3,4% acumulada entre julho e outubro de 2017.

O Rio Grande do Sul, com alta de 1,4%, Pará (1,1%), São Paulo (0,7%) e Região Nordeste (0,2%) completaram o conjunto de locais com índices positivos em novembro, sendo que os três primeiros fecharam com resultados maiores que a média nacional.

Já entre as seis regiões com queda na produção, os resultados negativos mais intensos em novembro foram anotados no Amazonas (recuo de 3,7%) e Rio de Janeiro, que, ao cair 2,9%, eliminou parte da expansão de 13,3% acumulada entre agosto e outubro.

O Ceará fechou com redução de 2,3%. As demais taxas negativas foram no Paraná (-0,9%), Goiás (-0,6%) e Santa Catarina (-0,1%).

Crescimento acumulado até novembro

Quando analisado o crescimento da indústria no resultado acumulado de 2017, frente ao período janeiro/ novembro de 2016, o crescimento de 2,3%, verificado na média da indústria a nível nacional, reflete avanço nos parques fabris de 12 dos 15 locais pesquisados pelo IBGE.

O destaque é a expansão de 10,5% no Pará, impulsionada pela extração de minério de ferro. Também houve avanços acima da média nacional no Paraná (4,8%), Goiás (4,6%), Mato Grosso (4,5%), Santa Catarina (4,5%), Rio de Janeiro (3,9%), Amazonas (3,2%), São Paulo (3%) e Ceará (2,4%).

Completam o conjunto de locais com resultados positivos nos onze meses do ano, o Espírito Santo (2,3%), Minas Gerais (1,8%) e Rio Grande do Sul (0,5%).

Nesses locais, segundo o IBGE, o maior dinamismo foi particularmente influenciado pela expansão na fabricação de bens de capital (em especial os voltados para o setor de transportes, construção e agrícola); de bens intermediários (minérios de ferro, petróleo, celulose, siderurgia e derivados da extração da soja); de bens de consumo duráveis (automóveis e eletrodomésticos da “linha marrom”); e de bens de consumo semi e não duráveis (calçados, produtos têxteis e vestuário).

A Bahia, com queda de 2,7%, teve o recuo mais intenso no índice acumulado no ano, pressionada pela queda nos setores de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis. A Região Nordeste (-0,5%) e Pernambuco (-0,5%) também acusaram taxas negativas.

Minério de ferro impulsiona indústria no Pará

O crescimento de 10,5% nos onze meses de 2017 no Pará foi puxado pela expansão da extração de minério de ferro, que respondeu pela elevação da produção industrial no estado também na comparação com novembro do ano passado, que chegou a 10,7%.

Ao comentar os números da expansão industrial no Pará, o gerente da pesquisa, André Macedo, disse que “os resultados da atividade industrial, em qualquer comparação, são amplamente positivos, só ficando atrás de Goiás, na comparação com novembro de 2016, onde o estado cresceu 17%”.

O pesquisador explicou que a extração de minério de ferro (bruto ou beneficiado) tem grande importância na estrutura industrial do Pará, onde “a atividade responde por 77% do total da indústria local e vem sendo impulsionada pelo aumento das exportações”, finalizou.

Inadimplência do consumidor brasileiro caiu 3,5% em 2017

A inadimplência do consumidor brasileiro caiu 3,5% durante o ano passado, de acordo pesquisa da Boa Vista Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC). Em dezembro, houve queda de 4,5% na comparação com novembro e redução de 6% em relação a dezembro de 2016.

Na comparação por regiões, foi registrada queda no Nordeste (-5,4%), Sudeste (-3,9%), Norte (-3,0%) e Centro-Oeste (-3,3%). A Região Sul foi a única a apresentar alta, de 0,6%.

O estudo foi realizado com base na entrada de novas dívidas vencidas e não pagas no banco de dados Boa Vista SCPC.

Na avaliação da entidade, as quedas têm relação com a redução do consumo devido à crise econômica. “Com a perspectiva de crescimento gradual da economia e renda, juros menores e inflação controlada, espera-se uma retomada sustentável da demanda de crédito, fatores que deverão colaborar para a manutenção de um ritmo estável do estoque de inadimplência em 2017”, prevê a Boa Vista SCPC.