Retomada dos processos de IPO representa um impulso para o mercado de capitais no Brasil
De acordo com Rodrigo Negrini, fundador da Soul Capital, a estabilidade e a queda de juros farão com que o país se posicione como um destino atrativo para investimentos

(Foto: Site PagBank)

Após um período de relativa escassez, as empresas brasileiras estão mais uma vez buscando capitalizar-se no mercado de ações. Com isso, o mercado de capitais no Brasil testemunha uma reviravolta com a retomada dos processos de Ofertas Públicas Iniciais – IPOs.

De acordo com Rodrigo Negrini, fundador da Soul Capital, empresa que colabora na estratégia financeira de companhias, auxiliando a otimizar recursos e buscar as soluções adequadas para cada projeto ou empresa, a retomada dos IPOs no Brasil não é apenas um fenômeno isolado, mas sim um indicativo mais amplo de uma provável estabilidade econômica com redução das taxas de juros . “Empresas de diversos setores estão buscando listar suas ações nas bolsas de valores, visando melhorar suas estruturas de capital e de olho em possíveis oportunidades de expansão”, revela.

Rodrigo Negrini, fundador da Soul Capital (Foto: divulgação)

O papel das startups na retomada dos IPOs

O especialista acredita que o ecossistema empreendedor brasileiro, cada vez mais maduro, tem proporcionado a criação de startups inovadoras, que buscam financiamento por meio de IPOs para acelerar seu crescimento. “Esse movimento não apenas atrai investidores, mas também fortalece a imagem do Brasil como um terreno fértil para empresas promissoras”, pontua.

Apesar do otimismo, a retomada dos IPOs não está isenta de desafios. Volatilidade do mercado, questões regulatórias e a necessidade de uma gestão financeira robusta são fatores que devem ser considerados. “Mesmo assim, as oportunidades em potencial para captações e crescimento superam esses desafios, destacando a importância de uma abordagem estratégica”, declara Negrini.

Diversificação e potencial de retorno

Para os investidores, a retomada dos IPOs no Brasil representa uma oportunidade única de diversificação de portfólio e potencial de retorno. “Com a entrada de novas empresas nos mercados de ações, existem mais opções para direcionar recursos, equilibrando riscos e facilitando a busca por oportunidades de crescimento”, relata.

Segundo Negrini, o panorama futuro dos IPOs no Brasil parece promissor. “Com a economia se recuperando, espera-se que mais empresas busquem o mercado de capitais como fonte de financiamento, não só as conhecidas ou large caps, mas também para estreantes e empresas de médio porte. As condições macroeconômicas continuarão a moldar o cenário dos IPOs no país pelos próximos anos”, ressalta.

Para o especialista, a retomada dos processos de IPO no Brasil não é apenas um fenômeno momentâneo, mas sim o início de uma nova era para o mercado de capitais brasileiro. “Se não tivermos grandes interferências do governo, há muita liquidez para ser alocada no Brasil. Com a queda de juros, esses valores irão se concentrar majoritariamente na bolsa brasileira”, finaliza.

Inflação da Cesta Básica: valor ultrapassa R$1.000,00 no RJ

Cesta básica (Imagem: UOL)

A cesta básica, compreendida por um conjunto de gêneros alimentícios, apresentou variação percentual positiva de preços no mês de fevereiro de 2024, em relação ao mês anterior, em todas as cidades analisadas. Tal constatação decorre da pesquisa efetuada mensalmente pela Plataforma Cesta de Consumo HORUS & FGV IBRE, que reúne 18 produtos alimentares, em oito capitais do país: Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Fortaleza, Manaus, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.

A cidade do Rio de Janeiro figura na liderança com a cesta básica mais cara entre as oito capitais analisadas, conforme exposto na Tabela 1 do release, superando, pela primeira vez, o valor de mil reais. Em contrapartida, Belo Horizonte e Fortaleza registraram os menores preços médios. Belo Horizonte se mantém como a cesta básica mais barata sendo 13% inferior ao preço médio de Fortaleza, a segunda cesta mais barata.

Dos 18 produtos atribuídos à cesta básica pela Plataforma Cesta de Consumo HORUS & FGV IBRE, o grupo compreendido por legumes apresentou inflação de dois dígitos, na maioria das capitais compreendidas pela pesquisa. Já os produtos como massas alimentícias secas, frango, feijão, arroz e manteiga, apresentaram, em média, uma aceleração de preços mais branda nas oito capitais analisadas, quando comparado com o grupo dos legumes.

Cabe destacar que o arroz, há seis meses consecutivos, tem apresentado a tendência de elevação nos preços médios, influenciado por intercorrências climáticas decorrentes do fenômeno do El Niño sobre a nova safra. O clima desfavorável também tem afetado outras áreas produtoras, responsáveis pelo cultivo de frutas, legumes e verduras.

Em que pese o cenário de avanço no preço médio da cesta básica verificado no mês de fevereiro de 2024, o preço da carne suína, em média, apresentou um recuo em cinco das oito capitais cobertas pela Plataforma Cesta de Consumo HORUS & FGV IBRE. Comportamento similar foi percebido nos preços médios do óleo de soja, leite UHT e açúcar, conforme apresentado na Tabela 3.

Quando se considera os últimos seis meses, verifica-se que o custo médio da cesta básica apresentou uma variação positiva de preços da ordem de 11,4% a 22,7% nas oito capitais da pesquisa, conforme apresentado na Tabela 4.

Com relação à cesta de consumo ampliada, que abrange o grupo de bebidas em geral, produtos de higiene, itens de limpeza, bem como os gêneros alimentícios, foi constatado um avanço no seu preço médio nas oito capitais abrangidas pela pesquisa.

A partir desses dados, percebe-se, assim, que o comportamento da cesta de consumo ampliada seguiu a mesma tendência da cesta básica, com avanço nos preços médios em todas as capitais pesquisadas, impactando diversos outros produtos consumidos pela população.

Dos 33 elementos da cesta de consumo ampliada, o grupo de azeite, creme dental, sucos, creme de leite e xampu tiveram tendência de alta, conforme representados na próxima tabela do release.

Em face a esse cenário, a Plataforma Cesta de Consumo HORUS & FGV IBRE presume que, dentre os fatores conjunturais que impactam o custo médio de aquisição da cesta básica no mês de fevereiro de 2024, a sazonalidade climática exerceu influência significativa. Consequentemente, esses movimentos têm onerado a mesa do consumidor, especialmente, os mais vulneráveis em termos de renda mensal, que geralmente, tendem a gastar a maior parte de seu orçamento doméstico com alimentação.

Azul terá quase 2 mil voos extras na alta temporada de julho
Companhia contará com novas rotas, como os voos para Bariloche, além do aumento de frequências durante o período, principalmente para destinos na região Nordeste

A Azul, maior companhia aérea em número de voos e destinos atendidos no Brasil, terá 549 voos extras para a alta temporada das férias de julho, entre 29 de junho e 4 de agosto, além de 1.408 voos dedicados da Azul Viagens, operadora de Turismo da companhia, totalizando 1.957 operações extras. Um crescimento de 138% na comparação com o ano passado, que teve 822 voos no mesmo período. Ao todo, serão ofertados mais de 3 milhões de assentos. Os destaques são as novas rotas do aeroporto de Congonhas, em São Paulo, para Ilhéus e Porto Seguro, na Bahia.

“Os Clientes já começam a partir de agora a pensar no destino das férias escolares de julho, que é um período de grande procura por transporte aéreo. Com isso, também antecipamos o reforço na oferta de assentos para os destinos com mais demanda”, explica Vitor Silva, gerente geral de Planejamento e Estratégia de Malha da Azul.

As principais rotas atendidas serão de Congonhas para Porto Seguro, que terá 24 voos extras, e Ilhéus, com 16 voos extras. A companhia terá, ainda, o aumento de frequência nos voos saindo de Confins (MG), que será o aeroporto que mais receberá voos extras no período, para destinos como Aracaju (CE), Campina Grande (PB), Fortaleza (CE), Jericoacoara (CE), Parnaíba (PI), João Pessoa (PB), Ilhéus (BA), Maceió (AL) e Rio de Janeiro – Santos Dumont (RJ).

Já o aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP), principal hub da Azul, contará com voos extras para Boas Vista (RR), Maceió (AL) e Porto Alegre (RS), além da rota para Bonito e Corumbá, no Mato Grosso do Sul. Além disso, a companhia terá reforço nos voos entre Salvador e Ilhéus, na Bahia; entre Recife (PE) e Rio de Janeiro – Galeão (RJ) e entre o aeroporto de Guarulhos (SP) e Porto Alegre (RS).

Voos dedicados da Azul Viagens

A Azul Viagens, operadora de Turismo da Azul, terá 30 novas rotas para voos dedicados, além do aumento de frequência em outras 11, para atender a demanda de Clientes para a alta temporada de julho. Em comparação com o mesmo período do ano passado, haverá um aumento de cerca de 63% na oferta de assentos, com mais de 200 mil lugares.

“Acreditamos muito no potencial turístico dos destinos, que possuem uma boa infraestrutura hoteleira, paisagens incríveis e atendem a diversos tipos de públicos. Recentemente, fizemos um tour nas principais capitais do Nordeste, onde tivemos importantes encontros e reuniões, para fechar parcerias com autoridades e promover ações, como o treinamento dos agentes de viagens. A região novamente será o grande destaque do período, e as iniciativas serão essenciais na promoção e crescimento destes destinos”, explica Giulliana Mesquita, gerente de Produtos da Azul Viagens.

Entre os destaques da alta temporada de julho, estão os destinos de Maceió (AL), Natal (RN), Fortaleza (CE), João Pessoa (PB), Caldas Novas (GO), Recife (PE), Salvador (BA) e Florianópolis (SC), que terão voos exclusivos saindo do interior de São Paulo, da capital paulista, Belo Horizonte (MG), Uberlândia (MG), Curitiba (PR), Rio de Janeiro (RJ) e Goiânia (GO).

Além das novas rotas, também teremos aumento de capacidade nos voos com destino a Porto Seguro (BA), que passará a ter saídas diárias de Belo Horizonte durante o período, além do aumento de oferta de voos com origens em Campinas (SP), São José do Rio Preto e Uberlândia.

Voos para Bariloche

A alta temporada de julho também contará com a estreia de mais um destino internacional da Azul, a cidade de Bariloche, que fica no norte da Patagônia argentina, na região dos lagos andinos. Os voos entre Campinas (SP) e Bariloche serão inaugurados em 30 de junho e terão seis frequências por semana, às terças, quartas, quintas, sextas, sábados e domingos.

As vendas para os voos da alta temporada de julho já estão disponíveis nos sites da Azul, Azul Viagens, na Central de Vendas da Azul e nas agências de viagens parceiras. Os Clientes que voam com a Azul desfrutam de toda a experiência proporcionada pela companhia em suas viagens pelo país, com snacks e bebidas à vontade.

BC deverá reduzir a taxa Selic em 0,50 p.p, até agosto, projeta Paraná Banco Investimentos
Se os juros dos países desenvolvidos, principalmente os EUA, continuarem no patamar atual por muito tempo, é improvável que o nosso Banco Central possa reduzir a Selic abaixo de 9%

Banco Central do Brasil (Foto: Reuters/Amanda Perobelli)

O Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) se reúne, na próxima terça-feira, 19 de março, para decidir sobre a taxa Selic. De acordo com o Paraná Banco Investimentos, a taxa terá mais uma redução de 0,50 p.p., passando para 10,75%.

Segundo Pedro Oliveira, tesoureiro do Paraná Banco Investimentos, o BC deve adotar um tom mais cauteloso nesta reunião, retirando o comprometimento de novas quedas de mesma magnitude nas próximas reuniões, trazendo mais tranquilidade para o colegiado diminuir os ritmos de corte, caso necessário. Isso porque a inflação vem surpreendendo negativamente as expectativas do próprio Banco Central, que nos últimos três meses (dezembro, janeiro e fevereiro) foi acima do projetado pela instituição.

O cenário internacional ainda é incerto, com os Bancos Centrais das principais economias sem saber ao certo quando irão começar os cortes de juros. Se os juros dos países desenvolvidos, principalmente os EUA, continuarem no patamar atual por muito tempo, é improvável que o nosso Banco Central possa reduzir a Selic abaixo de 9%.

“Infelizmente, o efeito da queda dos juros só irá refletir no bolso dos brasileiros alguns meses à frente, isto porque os empréstimos são precificados pela expectativa de quanto vai estar os juros daqui 1 ou 2 anos. Com os desafios fiscais do Governo, que projeta novamente um déficit fiscal em 2024, a expectativa de juros no longo prazo está acima de 10%, fazendo com que os empréstimos aos brasileiros se mantenham com a mesma taxa, mesmo com a queda da Selic.”

Sobre o IPCA, que apresentou alta acima do esperado em fevereiro, Oliveira explica que é normal o mês de fevereiro ser de alta inflacionária, principalmente pelo setor de educação, que reajusta suas mensalidades no início do ano. Porém, a inflação de serviços segue acima dos 5%, o que preocupa e pode ser o principal desafio para o Banco Central continuar o ritmo de queda na Selic, sendo assim o IPCA de 2024 deve fechar em torno de 3,9%, acima do centro da meta do BC.

Em relação ao câmbio, o dólar deve terminar o ano de 2024 em torno de R$ 4,90, a depender muito da competitividade de investimentos no exterior. Se os juros americanos continuarem altos e as bolsas americanas continuarem subindo, teremos uma saída de investimentos do Brasil, que pressiona a nossa moeda.

Para os investidores, Oliveira diz que a renda fixa ainda é a melhor opção, porém recomenda-se os papéis pós-fixados neste cenário de incerteza quando a Selic no longo prazo.