Estão abertas inscrições para 2ª edição do Desafio de Inovação Unimed
Startups poderão apresentar soluções, tecnologias e produtos com foco em 7 temas, como saúde digital, cuidados 5.0 e point-of-care testing (POCT)

 

Da Redação

Estão abertas as inscrições para a 2ª edição do Desafio de Inovação Unimed. A iniciativa oferece oportunidades para que startups apresentem soluções destinadas ao setor de saúde. O projeto conecta a Tronko, célula de empreendedorismo corporativo e inovação da cooperativa, com startups. Para o presidente da Unimed Nacional, Luiz Paulo Tostes Coimbra, o projeto permite fortalecer a sinergia com o ecossistema de startups, fomentando, assim, uma cultura de inovação, que ajuda a buscar novas soluções e pensar “fora da caixa”. “As startups têm provocado uma verdadeira transformação no mundo, com seus modelos ágeis de negócio e foco em soluções inovadoras. Queremos que essa energia faça a diferença dentro do setor de saúde, com novos serviços e produtos, mas também com ideias que nos aproximem dos nossos clientes”, afirma Luiz Paulo, que revela que um dos 14 projetos finalistas da primeira edição já está sendo implementado. No ano passado, o Desafio recebeu 177 inscrições. As inscrições para o novo ciclo vão até 15 de novembro.

Nesta edição, as startups serão provocadas a propor projetos disruptivos e soluções e tecnologias inovadoras focadas em sete temas: bem-estar (físico e mental), qualidade de vida e medicina preventiva, telemonitoramento e telegerenciamento, adesão e engajamento do paciente ao tratamento, rastreio e diagnóstico precoce, telediagnóstico, longevidade e cuidados 5.0.

O presidente da Unimed explica que serão selecionadas as startups com propostas mais aderentes aos temas estabelecidos. Em seguida, serão convidadas a participar do Demoday, quando terão a oportunidade de apresentar o projeto à direção da cooperativa. As startups que apresentarem maior potencial poderão ser convidadas a desenvolver um projeto piloto. “Com base nesse resultado, poderão ser desenvolvidas parcerias entre a Unimed e as startups na forma de prestação de serviços ou de fornecimento de produtos inovadores. Vai depender da maturidade e consistência do projeto”, explica Dante Lopes, head de inovação, intraempreendedorismo e corporate venture capital da cooperativa.

Essa sinergia com a comunidade de startups está alinhada ao planejamento da atual direção de investir cada vez mais em inovação. Prova disso é que até o fim do ano, a cooperativa projeta investimento de aproximadamente R$ 75 milhões em tecnologia e novos projetos. Este ano ainda, a Unimed fechou uma parceria com a Associação Brasileira de Startups (Abstartups), comunidade que reúne mais de 7 mil empresas, para poder monitorar de perto o surgimento de soluções com potencial de impactar o setor de saúde. Também está em fase de planejamento a criação de um fundo de investimento em venture capital que permitiria financiar startups mais maduras.

Serviço

2º Desafio de Inovação Unimed

Inscrições: 03 de outubro a 06 de novembro

Inscrições pelo site: https://www.openstartups.net/events/unimed/html/index.html

Transplante de fígado passa a integrar lista da ANS
Procedimento terá cobertura obrigatória por planos de saúde

 

Da Agência Brasil

O transplante de fígado para o tratamento de pacientes com doença hepática, contemplados com a disponibilização do órgão por meio de fila única do Sistema Único de Saúde (SUS), passará a ter cobertura obrigatória pelos planos de saúde.

A decisão foi anunciada hoje (30) pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e passará a integrar o rol da agência a partir de sua publicação no Diário Oficial da União (DOU), prevista para segunda-feira (3).

A Diretoria Colegiada da ANS aprovou também nesta sexta-feira a inclusão do medicamento Regorafenibe, para o tratamento de pacientes com câncer colorretal avançado ou metastático, no rol de procedimentos e eventos em saúde.

De acordo com a ANS, as tecnologias cumpriram os requisitos previstos em norma e passaram por todo o processo de avaliação e incorporação após serem apresentadas por meio do FormRol, o processo continuado de avaliação da agência, cuja análise é baseada em avaliação de tecnologias em saúde. Trata-se de um sistema de excelência que prima pela saúde baseada em evidências.

As tecnologias também discutidas em reuniões técnicas da Comissão de Atualização do Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde Suplementar (Cosaúde), realizadas entre junho e setembro deste ano, com ampla participação social.

Ajustes

Para assegurar cobertura aos procedimentos vinculados ao transplante hepático, foram realizados ajustes ao Anexo I do Rol, que traz a listagem dos procedimentos cobertos, incluídos procedimentos para o acompanhamento clínico ambulatorial e para o período de internação do paciente, bem como os testes para detecção quantitativa por PCR (proteína C reativa) do citomegalovírus e vírus Epstein Barr.

As reuniões técnicas da Cosaúde contaram com representantes do Ministério da Saúde e da Central Nacional de Transplantes, visando assegurar que o transplante seguirá sua cobertura conforme a situação do paciente na fila única nacional gerida pelo SUS e de acordo com os processos definidos pelo Sistema Nacional de Transplantes.

Outros medicamentos

A diretoria da ANS aprovou ainda a inclusão de outros quatro medicamentos no rol de procedimentos. Trata-se de antifúngicos que podem ter uso sob regime de administração injetável ambulatorial e que possibilitam a desospitalização de pacientes em um contexto de aumento de micoses profundas graves como resultado da pandemia de covid-19.

Os medicamentos são Voriconazol, para pacientes com aspergilose invasiva; Anfotericina B lipossomal, para tratamento da mucormicose na forma rino-órbito-cerebral; Isavuconazol, para tratamento em pacientes com mucormicose; e Anidulafungina, para o tratamento de candidemia e outras formas de candidíase invasiva.

A ANS destacou que esta é a 13ª atualização do rol em 2022. Somente este ano, foram incorporados à lista de coberturas obrigatórias 12 procedimentos e 25 medicamentos, bem como ampliações importantes para pacientes com transtornos de desenvolvimento global, como o transtorno do espectro autista, além do fim dos limites para consultas e sessões de psicologia, fonoaudiologia, terapia ocupacional e fisioterapia, desde que sob indicação médica.

Desemprego cai para 8,9% em trimestre encerrado em agosto, diz IBGE
Número de trabalhadores desocupados atingiu 9,7 milhões

 

Da Agência Brasil

O desemprego no Brasil diminuiu para 8,9% com a queda de 0,9 ponto percentual registrada no trimestre encerrado em agosto, em comparação com o período anterior, terminado em maio.

O percentual é o menor patamar desde o trimestre encerrado em julho de 2015, quando atingiu 8,7%. O contingente de pessoas ocupadas ficou em 99 milhões, batendo novamente o recorde na série histórica, iniciada em 2012. Os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, foram divulgados hoje (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O percentual de pessoas ocupadas em idade de trabalhar, que representa o nível de ocupação, foi estimado em 57,1%. O resultado significa avanço em relação ao trimestre anterior. Naquele período o nível de ocupação ficou em 56,4%. Ficou também acima do mesmo período do ano passado, quando registrou 53,4%.

Para a coordenadora da Pnad, Adriana Beringuy, o mercado de trabalho mostra recuperação. “O mercado de trabalho segue a tendência demonstrada no mês passado, continuando o fluxo que ocorre ao longo do ano, de recuperação”, observou.

De acordo com a pesquisa, três atividades contribuíram para o recuo do desemprego em agosto com aumento da ocupação. O setor de comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas teve alta de 3% em relação ao trimestre anterior, adicionando 566 mil pessoas ao mercado de trabalho.

O crescimento de 2,9% em administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais representou mais 488 mil pessoas empregadas, enquanto a alta de 4,1% no grupo outros serviços significou a entrada de 211 mil pessoas.

Evolução

O número de trabalhadores desocupados atingiu 9,7 milhões de pessoas e caiu ao menor nível desde novembro de 2015. Segundo a pesquisa, o resultado corresponde a uma queda de 8,8% ou menos 937 mil vagas formais na comparação trimestral e queda e 30,1%, (menos 4,2 milhões de trabalhadores), na comparação com o mesmo período do ano passado.

O contingente de empregados sem carteira assinada no setor privado chegou a 13,2 milhões de pessoas. O número é o maior da série histórica, iniciada em 2012. Na comparação com o trimestre passado, houve alta de 2,8% no trimestre ou mais 355 mil trabalhadores sem carteira assinada. Na comparação anual, houve alta de 16% na informalidade – 1,8 milhão de pessoas.

Já o total de empregados com carteira de trabalho assinada no setor privado, sem contar os trabalhadores domésticos, subiu 1,1% e atingiu 36 milhões.

O número de trabalhadores por conta própria ficou em 25,9 milhões de pessoas e manteve a estabilidade se comparado ao trimestre anterior. No setor público alta foi de 4,1% e contingente chegou a 12,1 milhões.

A pesquisa indicou ainda que há 4,3 milhões de pessoas (3,8%) que o instituto classifica como desalentada – que gostariam de trabalhar e estariam disponíveis, porém não procuram vagas por achar que não encontrariam. O resultado neste quesito manteve a estabilidade.

Rendimento médio

Após dois anos sem crescimento, pelo segundo mês seguido, o rendimento real habitual registrou alta. Em agosto, o salário médio do trabalhador brasileiro alcançou R$ 2.713. O valor representa um avanço de 3,1% em relação ao trimestre anterior, apesar de mostrar estabilidade na comparação anual.

“Esse crescimento está associado, principalmente, à retração da inflação. Mas a expansão da ocupação com carteira assinada e de empregadores também é fator que colabora”, completou a coordenadora.

Pesquisa

A Pnad Contínua é o principal instrumento para monitorar a força de trabalho brasileira. De acordo com o IBGE, a amostra da pesquisa por trimestre no Brasil corresponde a 211 mil domicílios pesquisados. “Cerca de 2 mil entrevistadores trabalham na pesquisa, em 26 estados e Distrito Federal, integrados à rede de coleta de mais de 500 agências do IBGE”, informou.

Por causa da pandemia de covid-19, o IBGE desenvolveu a coleta de informações da pesquisa por telefone a partir de 17 de março de 2020. A volta da coleta de forma presencial ocorreu em julho de 2021.

“É possível confirmar a identidade do entrevistador no site Respondendo ao IBGE ou via Central de atendimento (0800 721 8181), conferindo a matrícula, RG ou CPF do entrevistador, dados que podem ser solicitados pelo informante”, destacou.

Cultura por atendimento especializado e regulação são entraves para atenção primária na saúde suplementar
Questões foram debatidas em live da INLAGS Academy

 

Paulo Marcos Senra observou que a redução de custo não pode nortear o atendimento primário

 

Da Redação

Os desafios da implementação de programas de atenção primária na saúde suplementar (APS) foram debatidos em live promovida, nesta quarta-feira, pelo INLAGS Academy, com transmissão pelo Youtube. Dificuldade de mudar uma cultura de atendimento especializado, de estruturar equipes qualificadas, bem como de conseguir integralizar os dados de cuidado do paciente foram apresentados como principais entraves para as operadoras consigam desenvolver a atenção primária. Co-fundador do INLAGS, Paulo Marcos Senra ressaltou que estruturar um atendimento de APS não pode se resumir a uma ação de marketing ou a iniciativas para reduzir custos. O foco deve ser de viver mais e melhor. “Naturalmente, com o sucesso do programa de APS, haverá uma redução de custo de forma indireta que nem sempre consegue se medir, devido a queda de internações e de realização de exames. Mas tudo passa por escolher bem as pessoas que irão trabalhar na atenção primária”, avalia.

Especializado em gestão de saúde, Henry Sznejder apresentou estudos que ratificam as palavras de Paulo Marcos. Ele mostrou pesquisas sobre o impacto do acompanhamento da atenção primária em pacientes renais e oncológicos. Nos dois casos, foi observado menor necessidade de internação, bem como de realização de exames. No caso dos pacientes renais, o cuidado primário postergou por anos a necessidade de diálise. Isso significa mais qualidade de vida e economia de recursos.

Entretanto, o consultor da Leve Saúde Leonardo Graever relatou que há um desafio enorme de mudar uma cultura, influenciada pela experiência norte-americana, de modelo de shopping médico, que fragmenta o atendimento. “Esse modelo leva a pessoa que tem um doa no peito, por exemplo, achar que já tem que ir não cardiologista, quando se deveria começar o cuidado com um profissional geral, em uma unidade de atenção primária”, explica. Graever relatou que a Leve vem tentando mudar a cultura investindo em profissionais capacitados em medicina da família. “Eles têm uma capacidade de comunicação que ajudam a fidelizar o paciente já no primeiro atendimento”, destaca.

Ele ainda ressaltou que a regulação do setor é outro entrave, pois os planos precisam oferecer consultas de qualquer especialidade em determinado tempo. Não podendo, assim, priorizar o atendimento com um generalista. A consultora de operadoras de saúde Paula Corrêa comentou que muitas ainda apresentam dúvidas de como compor uma rede de APS e estabelecer a integralidade do cuidado, bem como da unificação de dados. “Em um ambiente de uma operadora verticalizada, esse cenário é mais fácil, mas é mais difícil para aquelas que têm rede contratualizada ou híbrida”, ponderou.