Em um vídeo pré-gravado para um webinar sobre o Covax – programa de aceleração e alocação global de recursos contra o novo coronavírus co-liderada pela OMS que visa impulsionar o desenvolvimento de vacinas para combater a pandemia de covid-19 e ajudar na produção e distribuição dos medicamentos mais eficazes assim que disponíveis -, Tedros Adhanom Ghebreysus, diretor geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), informou hoje (18) que mais de 170 países aderiram à iniciativa. “Mais de 170 países aderiram à Covax, ganhando acesso garantido ao maior portfólio mundial de vacinas candidatas”, informou.
O Covax tem como objetivo tornar amplo e fácil o acesso à eventuais vacinas para o novo coronavírus, para evitar que guerras por patentes e uma disputa econômica acirrada prejudiquem a chegada do medicamento a países mais pobres.
Mais cedo, durante a conferência de imprensa diária da OMS, Tedros citou o juramento de Hipócrates – compromisso ético que sacramenta o ofício da medicina – para falar sobre a busca de uma cura para a covid-19 que, segundo o diretor, deve ser amplamente testada e reconhecidamente eficaz. “Por milhares de anos, a medicina operou [baseada] em um princípio simples: ‘primum non nocere‘ – antes de tudo, não cause danos. Este princípio é tão verdadeiro hoje quanto no tempo de Hipócrates. Ninguém deve ser prejudicado ao procurar ajuda.”
Paulo Sardinha destacou que a Unimed foi na contramão ao manter investimentos e programas
Da Redação
O cuidado com o paciente, colaborador e cooperado promovido pela Unimed Volta Redonda ao longo da pandemia, mereceu elogios do presidente da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH Brasil), Paulo Sardinha, durante webinar sobre trabalho e é ética no setor da saúde, que também teve a participação do presidente da Unimed Volta Redonda, Luiz Paulo Tostes Coimbra e do presidente do Conselho de Medicina e de Saúde da Associação Comercial do Rio de Janeiro e diretor médico da MedRio Check-up, Gilberto Ururahy.
Luiz Paulo comentou que a cooperativa procurou desde o início agir de forma rápida em resposta à pandemia, mas sem nunca perder o foco no cuidar das pessoas em todos os momentos. Ações de apoio psicológico e emocional aos cooperados, colaboradores, seus dependentes e clientes; fortalecimento de programa de qualidade de vida dos cooperados e colaboradores e a manutenção de projetos para capacitação e desenvolvimento das pessoas estão entre as iniciativas que foram enaltecidas pelo presidente da ABRH Brasil.
Luiz Paulo citou projetos em andamento como a ampliação do Hospital e do Centro de Oncologia
“Mesmo empresas que estão nas capitais frearam investimentos e paralisaram projetos. Mas a Unimed Volta Redonda foi na contramão. É justamente isso que precisamos no atual momento, de organizações que priorizem os recursos humanos, com a manutenção do emprego e ações voltadas para o seu bem-estar. É um exemplo a ser seguido e que mostra que precisamos estar mais atentos ao que vem sendo feito fora dos grandes centros”, afirmou Paulo Sardinha.
Outro fato destacado pelo presidente da ABRH foi o apoio financeiro da Unimed aos cooperados, adiantando o pagamento da produção médica, nos meses em que a demanda foi menor. Luiz Paulo reforçou o investimento na ampliação do Hospital de Volta Redonda, aumentando a capacidade de atendimento às pessoas e com um Centro de Oncologia completo, do diagnóstico ao tratamento do câncer, com a implantação da radioterapia e PET-CT Digital.
Galileu Assis, Mauricio Magalhães e Gilberto Ururahy no primeiro Encontro Científico com a Prevenção da MedRio Check-up / Fotos de Alex Ferro
Da Redação
Uma verdadeira aula sobre os mais recentes avanços em diagnóstico e tratamento do câncer de mama, foi o que se viu na palestra “O Estado da Arte da Mastologia” realizada pelo mastologista e membro da Academia Nacional de Medicina, o professor e doutor Maurício Magalhães, na 1ª edição do Encontro Científico com a Prevenção da MedRio Check-up.
Apesar dos avanços alcançados pela medicina no combate à doença, Magalhães relatou que ainda é um desafio proporcionar o acesso a esses serviços a todos. Prova disso é que a taxa de morte por câncer de mama em país em desenvolvimento é de 3 para um, justamente devido à falta de acesso ao diagnóstico precoce. “A detecção precoce é fundamental para melhorar os resultados no combate ao câncer de mama, mas, para isso, é preciso que se amplie o acesso às formas de diagnóstico e tratamento”, defendeu.
Para ele, é vital que os Governos adotem políticas de prevenção e diagnóstico precoce da doença, pois os números mostram que se trata de uma questão de política de saúde pública. Hoje, o câncer de mama é a principal causa de câncer entre as mulheres, estima-se que uma em cada 18 mulheres vá desenvolver a doença até os 79 anos. Somente no Brasil devem ser diagnosticados ao longo do ano mais de 66 mil novos casos.
Mauricio ressaltou os avanços dos exames de imagem
O mastologista observou como as modernas tecnologias de exame de imagem se tornaram fundamentais para proporcionar um diagnóstico precoce e, assim, aumentar as chances de sucesso dos tratamentos. “Após o advento de exames de imagem como a mamografia, aumentou em de 36% para 68% a proporção de tumores de mama detectados ainda em estágio inicial”, relatou.
Por outro lado, ele alertou que apenas 16% das mulheres no Brasil fazem o rastreamento, que é justamente uma estratégia dirigida às mulheres na faixa etária e periodicidade em que há evidência conclusiva sobre redução da mortalidade por câncer de mama.
Os potenciais benefícios do rastreamento bienal com mamografia em mulheres de 50 a 69 anos são o melhor prognóstico da doença, com tratamento mais efetivo e menor morbidade associada.
Ele também destacou os ganhos proporcionados com os testes genéticos que permitem determinar o risco do desenvolvimento da doença nas famílias. Entre as definições de famílias de alto risco, aquelas que têm maior chance de ter uma mutação que causa o tumor, estão: apresentar casos de câncer de mama e/ou ovário ao longo de três ou mais gerações; apresentar dois ou mais casos de câncer de mama e/ou ovário em parentes de primeiro grau; apresentar o câncer de mama em menores de 35 anos e apresentar a doença em homens da família.
30 anos de MedRio
A palestra do Maurício Magalhães foi a primeira de uma série de encontros que serão promovidos pela MedRio em comemoração aos seus 30 anos. A cada mês, um médico convidado vai falar sobre os avanços mais recentes de sua área, destacando as formas de prevenção e de diagnóstico das doenças.
O diretor médico da MedRio, Gilberto Ururahy, explica que a empresa acredita na qualificação permanente, por isso, busca promover ações que agreguem valor e conteúdo aos profissionais. Ele destaca que atualmente vivemos em uma era da transformação, em que a todo instante novos estudos estabelecem melhores formas de diagnóstico, tratamento e prevenção, além da criação de tecnologias que são vitais para o desenvolvimento da medicina.
Para Ururahy, a série de encontros também é fundamental para dar visibilidade à prevenção. Com a pandemia, muitas pessoas adiaram tratamentos, cirurgias e deixaram de ir ao médico regularmente, colocando a própria saúde em segundo plano. “O resultado disso, conforme dados da Fiocruz, é que cresceu em 53% o número de óbitos em casa. Isso é um cenário preocupante e mais do que nunca precisamos falar sobre prevenção”, afirmou o diretor médico da Med-Rio.
Ao final do encontro, foi servido um coquetel feito pelo Le Cordon Bleu.
Coquetel elaborado pela Le Cordon Bleu, referência no mundo em gastronomia francesa.
A Federação Brasileira de Hospitais (FBH) promove, nesta segunda-feira, o encontro digital “Novas diretrizes e aplicação da Lei Geral de proteção de Dados (LGPD) para o Setor Hospitalar”. A webinar será transmitida ao vivo, a partir das 19h, pela plataforma https://eventossaude.com.br/fbh-14-09/.
O objetivo do debate é apresentar aspectos gerais da implementação da nova Legislação, a sua importância e os seus principais reflexos na cadeia produtiva dos serviços, em especial no setor saúde. O evento vai contar com as participações do deputado Federal e relator da LGPD, Orlando Silva (PCdoB/SP); do deputado Federal e presidente da Comissão Externa de Enfrentamento ao Coronavírus, Luiz Antônio Teixeira Júnior (PP/RJ); do deputado Federal Pedro Westphalen (PP/RS); do advogado especialista em Gerenciamento, Mitigação e Mapeamento de Risco, Lucas Paglia; além do presidente da FBH, Adelvânio Francisco Morato.
LGPD
A LGPD é uma nova lei de privacidade que deve se aplicar a empresas, nacionais e internacionais, que atuam processando dados. A previsão inicial era que a nova legislação entrasse em vigor em 16 de agosto de 2020, mas, até o momento, a data não foi definida pelo Governo Federal, responsável por regulamentar a nova Lei.
“Essa é uma Lei importante para preservação da segurança do cidadão e dos próprios estabelecimentos de saúde. Esse debate é importante para expor a toda rede hospitalar brasileira, em especial aos hospitais privados, a importância da Lei, como devemos implantá-la. É importante frisar que esse tipo de Legislação já vem sendo implementada em países da Europa e no próprio EUA há um bom tempo. Então, é importante que a população tenha conhecimento e os hospitais brasileiros saibam como atuar, como agir, e como prevenir, tanto a instituição como o cidadão”, explica o superintendente da FBH, Luiz Fernando Silva.