270 empresas sustentam quase um quarto da arrecadação federal e geram 17% da riqueza nacional, diz FGV
Estudo inédito solicitado pela Abrasca mostra que as companhias abertas concentram R$ 639,6 bilhões em tributos, R$ 344,3 bilhões em salários e benefícios e representam 17% do PIB brasileiro

 

Levantamento conduzido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), em parceria com a Associação Brasileira das Companhias Abertas (Abrasca), demonstra o peso das grandes companhias abertas na economia brasileira e a abrangência do papel socioeconômico das grandes corporações. Apesar de representarem apenas 270 empresas em um universo de mais de 21 milhões de CNPJs, essas organizações concentram uma fatia desproporcional da geração de riqueza e da arrecadação de tributos do país.

Novo índice

Coordenado por Márcio Holland, professor na Escola de Economia de São Paulo da FGV e coordenador de programas de pós-graduação lato sensu na (FGV EESP), o estudo considerou um novo índice de valor adicionado para a sociedade, consolidando dados de salários, impostos e pagamentos a fornecedores. Este novo indicador traduz, em termos quantitativos,  o impacto direto das empresas sobre o bem-estar coletivo.

Em 2024, somente em tributos pagos – entre impostos federais, estaduais e municipais – o grupo respondeu por R$ 639,6 bilhões, o que equivale a 23% de toda a arrecadação empresarial brasileira. Além do impacto fiscal, o estudo revela que essas empresas as geraram R$ 2,1 trilhões de valor adicionado, o equivalente a 17,1% de todo o PIB nacional.

Remuneração acima da média

O estudo destaca ainda que essas empresas empregam diretamente 2,8 milhões de pessoas, com remuneração média de R$ 10.250 por mês – três vezes superior à média nacional (R$ 3.700). Esse diferencial pode ser explicado pelo perfil técnico, pelo maior grau de complexidade das atividades exercidas e pela exigência de maior qualificação nos quadros funcionais. No total, foram R$ 344,3 bilhões destinados a salários, benefícios e encargos sociais em 2024.

Somados aos tributos e à compra de insumos de terceiros, o montante movimentado por essas companhias alcança R$ 4,1 trilhões, consolidando-as como motores fiscais, produtivos e sociais do Brasil. Segundo os autores, o resultado reforça que a sustentabilidade das contas públicas depende diretamente da saúde do mercado de capitais.

“Esses resultados não são fruto do acaso. Empresas listadas tendem a adotar padrões mais rígidos de governança, transparência, auditoria, compliance e relacionamento com investidores. Precisam competir por capital, inovar com maior frequência, internacionalizar processos e buscar eficiência contínua. Não por acaso, onde o mercado de capitais é amplo, como Estados Unidos, Canadá, Reino Unido ou Coreia do Sul, há produtividade mais elevada, melhor alocação de recursos e trajetórias de crescimento mais longas”, avalia Márcio Holland, coordenador do estudo.

“Essas empresas são a coluna vertebral da economia nacional e o pulmão fiscal e produtivo do país. Fortalecer o mercado de capitais é fortalecer o Brasil. Se o país cresce, todos crescem. Este é o nosso propósito. Somos o fórum onde as grandes empresas se encontram e dialogam para pavimentar este caminho. Precisamos fortalecer nosso ambiente de negócios e construir um país mais competitivo e próspero”, destaca Pablo Cesário, presidente-executivo da Abrasca.

“As empresas representam não só o seu valor de mercado. São representativas também em riqueza para a sociedade. O volume de tributos gerado permite o financiamento de políticas públicas em saúde, educação e segurança. Dessa forma, a riqueza transferida pelos grandes grupos empresariais ao setor público não pode ser vista apenas como um ônus fiscal, mas como uma das principais manifestações do papel social e institucional que exercem”, avalia Rodrigo Moccia, presidente da Comissão de Relações Institucionais e Governamentais da entidade.

Na avaliação de Felipe Cabral, diretor de relações institucionais e governamentais da Abrasca, o cenário captado pelo levantamento da FGV evidencia a relevância do setor produtivo no cenário econômico nacional. “A Abrasca é a entidade onde as grandes empresas se reunem para discutir uma proposta de país, de atração de investimentos. Nossas companhias são, de fato, a mola propulsora de uma relevante fatia da economia brasileira, algo que o estudo da FGV demonstra, em números, a relevância que as empresas possuem em impacto social e econômico”, afirmou.

Confira no link o levantamento completo: abrasca.

Diretor de maternidade elucida mitos e verdades sobre gravidez
É falso que anticoncepcional causa infertilidade

 

 

Da Redação

Com tanta informação disponível na internet, nem sempre é fácil distinguir o que é verdade ou mentira. Por isso, o diretor executivo da Maternidade Perinatal, Bruno Alencar, aproveita o 30 outubro, data em que é celebrado o Dia do Ginecologista e Obstetra, para elucidar mitos e verdades sobre gravidez.

Anticoncepcional causa infertilidade.

Mito.
O uso de anticoncepcionais não causa infertilidade. Após a interrupção, a ovulação geralmente retorna ao normal em pouco tempo, embora possa variar de mulher para mulher.

Durante a gravidez, não é preciso fazer exame ginecológico.

Mito.

O exame é parte importante do pré-natal, ajudando a detectar infecções e prevenir complicações para mãe e bebê.

Mulheres que têm ovário policístico não podem engravidar.

Mito.
Com acompanhamento ginecológico adequado e, se necessário, suporte obstétrico especializado, muitas mulheres com ovário policístico conseguem engravidar e ter gestações saudáveis.

Corrimentos durante a gravidez são sempre normais.

Mito.
Algumas alterações são esperadas, mas secreções com odor forte, coceira ou coloração diferente exigem avaliação do obstetra e acompanhamento ginecológico, pois podem indicar infecção.

É possível engravidar mesmo menstruando.

Verdade.
Apesar de ser raro, pode acontecer em ciclos curtos, quando a ovulação ocorre logo após o fim do sangramento.

A saúde emocional da mãe influencia o bebê.
Verdade.

O estresse e a ansiedade podem alterar hormônios e impactar o bem-estar do bebê. Por isso, cuidar da saúde mental é tão importante quanto cuidar do corpo.

A saúde ginecológica influencia diretamente a fertilidade.

Verdade.

Infecções não tratadas, endometriose ou alterações hormonais podem dificultar a gestação, por isso, o acompanhamento é fundamental.

A menstruação pode mudar depois da gravidez.

Verdade.
Muitas mulheres notam ciclos diferentes após o parto, mais regulares, menos intensos ou com novas características, devido ao reequilíbrio hormonal.

Banco do Nordeste impulsiona cultura, turismo e agronegócio, com patrocínio a eventos na Paraíba

 

Da Redação

O Banco do Nordeste (BNB) vem apoiando e participando do calendário dos principais eventos estratégicos da Paraíba, em 2025. Por meio de ações patrocinadas e no atendimento ao público em stands, o BNB contemplou ações voltadas à cultura, ao turismo e ao agronegócio, promovendo a geração de oportunidades em diversas regiões do estado e a interiorização do desenvolvimento.

No mês de outubro, o Banco do Nordeste patrocinou cinco grandes eventos que marcaram o calendário econômico e cultural da Paraíba: a 1ª Feira e Exposição Agropecuária de Sousa (Feagros), o Dia da Colheita do Algodão em Ingá, a Feira Paraibana da Agricultura Familiar em Campina Grande (Fepaf), a Expo Cajazeiras e o Raízes do Brejo, este último com programação na cidades de Lagoa de Dentro, Alagoinha, Serra da Raiz, Dona Inês, Juarez Távora, Guarabira, Pirpirituba, Belém, Duas Estradas e Pilõezinhos.

Com foco no fortalecimento das atividades da agricultura familiar e do agronegócio, além de mobilizar a cultura regional, o apoio do BNB proporciona essas atividades que reúnem produtores, empreendedores, artistas e visitantes de diversas partes do estado.

O superintendente do BNB na Paraíba, Rudrigo Araújo, destaca a missão da instituição em promover o desenvolvimento regional sustentável de forma equitativa, dentro do estado. “Investimos em eventos que geram oportunidades, fortalecem a economia local e valorizam a cultura nordestina. Nosso objetivo é apoiar todos os setores produtivos e contribuir para o crescimento equilibrado da Paraíba”, afirmou.

Em setembro, o Banco esteve presente em eventos como o Festival de Inverno de Campina Grande, o Inverno nas Serras (realizado em cidades como Cuité, Araruna, Dona Inês e Cacimba de Dentro) e a Rota Cultural Caminhos do Frio, que percorreu municípios do Brejo paraibano como Areia, Bananeiras e Alagoa Grande. Esses festivais movimentaram o comércio local, a gastronomia e o turismo, com destaque para o Eco Parque Angicos, em Bananeiras, que recebeu apoio do BNB para ampliar sua infraestrutura e atrair visitantes interessados em turismo de aventura e experiências gastronômicas.

CNC apoia aprovação de projeto que ajusta base de cálculo para cotas de aprendizes e PCD
PL 1.032/2024, aprovado na Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência (CPD), corrige distorções e fortalece garantias trabalhistas

 

Da Redação

A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) manifestou apoio à aprovação do Projeto de Lei (PL) nº 1.032/2024, que altera a base de cálculo para a contratação de menores aprendizes e pessoas com deficiência (PCD) ou reabilitadas, excluindo as vagas relativas a atividades perigosas, insalubres, penosas ou de safra.

A proposta, de autoria do deputado Pezenti (MDB-SC) e relatada pelo deputado Duarte Jr. (PSB-MA), recebeu parecer favorável na forma de substitutivo e foi aprovada pela Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência (CPD) da Câmara dos Deputados, no dia 22 de outubro.

Segundo a CNC, o projeto corrige distorções que afetam especialmente setores como o de limpeza urbana e vigilância, cujas atividades envolvem riscos e não oferecem ambiente adequado para formação profissional de jovens aprendizes.

“Ao excluir da base de cálculo as atividades de risco, o projeto fortalece o sistema de garantias trabalhistas e contribui para um mercado de trabalho mais inclusivo e justo, alinhando-se a medidas proporcionais e coerentes com a finalidade das cotas”, explica a assessora de Relações Institucionais da CNC Larissa Rosa.

Febrac reforça importância da medida para o setor de serviços terceirizáveis

A Federação Nacional das Empresas Prestadoras de Serviços de Limpeza e Conservação (Febrac), entidade integrante do Sistema CNC-Sesc-Senac, também comemorou a aprovação do projeto, que atende a uma demanda histórica do setor.

“No asseio e conservação, há contato com agentes químicos e procedimentos que não oferecem ambiente formativo adequado. Ao explicitar que essas vagas não entram na base da cota, o substitutivo corrige uma distorção, protege o jovem e dá segurança jurídica às empresas”, afirmou Edmilson Pereira, presidente da Febrac.

A CNC e a Febrac foram protagonistas na construção do texto do PL, atuando diretamente com parlamentares e apresentando estudos técnicos que demonstram os impactos regulatórios e operacionais da medida.

O projeto segue agora para análise na Comissão de Trabalho e, posteriormente, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados. Se aprovado nas três comissões, poderá seguir diretamente ao Senado, sem necessidade de votação em Plenário.