União de satélite e IA proporciona maior precisão no monitoramento de daninhas e economia no combate
Imagens de satélite, agora são interpretadas por IA por meio dos pixels, que possibilitam quantificar percentual de cana-de-açúcar, árvores, solo exposto e plantas daninhas

 

Da Redação

A GeolA, agtech sul-mato-grossense referência em Inteligência Artificial, iniciou recentemente o monitoramento agrícola via satélite. O produto atende à necessidade de eficiência das usinas, transformando dados em decisões estratégicas que dinamizam o trabalho no campo, reduzem custos e garantem operações ambientais e financeiramente sustentáveis.

Com a conciliação de dados capturados a partir de drone e as informações obtidas com satélite, há um sucesso ainda mais expressivo na operação de identificação. O drone possibilita identificar, com precisão, em cada talhão, a localização e espécie. O satélite possibilitando avaliar a predominância, e medir o que mudou no cenário, no período de um mês ou períodos menores, por exemplo. Exatamente o que a agtech está proporcionando, a conciliação dessas ferramentas, para identificação e combate de daninhas.

Na prática, o sistema aprende a interpretar imagens Sentinel, de menor resolução (com pixels de aproximadamente 10 metros) com a exatidão ensinada pelos drones ao longo de anos. O resultado dessa engenharia de dados é o mapa de predominância, uma ferramenta analítica que avalia e estima o percentual de cana-de-açúcar, solo exposto, arvores e plantas daninhas. Como a captação via satélite é recorrente e de baixo custo, a usina passa a ter um diagnóstico histórico contínuo do canavial, acompanhando o desenvolvimento da cultura do plantio à colheita.

“Treinamos o modelo de satélite com imagens de drone para que ele reconheça padrões que a imagem orbital, isoladamente, não entrega. Isso nos permite quantificar a infestação por talhão, acompanhar sua evolução e apoiar as decisões de campo com histórico real de monitoramento, reduzindo o custo de produção”, explica Pedro Cavalcante, CEO da GeolA.

A GeoIA consolidou-se como a principal referência tecnológica no setor sucroenergético, impulsionada pela aplicação de modelos de inteligência artificial de ponta na agricultura de precisão. Em um salto de crescimento exponencial, a empresa mais que dobrou sua operação em um único ano, avançando em 166% o volume de hectares processados em 2026. Essa rápida expansão reflete a confiança e a alta adoção de suas tecnologias pelas gigantes do mercado, incluindo grupos como Raízen, São Martinho, Tereos e Adecoagro.

O rápido domínio do mercado pela GeoIA é resultado direto do impacto financeiro e operacional que suas soluções geram no campo. Com a implementação de suas tecnologias, a abordagem de pulverização localizada da empresa provou ser 82,29% mais econômica em insumos quando comparada à classificação tradicional por recortes. Ao oferecer uma delimitação automatizada com precisão centimétrica, a GeoIA reduz drasticamente os custos para os produtores, e eleva o padrão de eficiência e sustentabilidade de toda a cadeia produtiva canavieira.

Fabricantes globais de máquinas pesadas e equipamentos levam lançamentos ao Concrete Show
Liebherr e Schwing-Stetter apresentam novidades durante a feira, que também reunirá fabricantes de destaque como Putzmeister, XCMG, Zoomlion, Fiori, Menegotti, SITI RCO, Convicta e a Petrotec

 

Da Redação

Os principais fabricantes mundiais de máquinas pesadas e equipamentos para concreto estarão reunidos na 17ª edição do Concrete Show. De 25 a 27 de agosto, no São Paulo Expo, o evento reunirá mais de 450 marcas expositoras, com lançamentos e novidades em autobetoneiras, bombas de concreto, betoneiras, centrais dosadoras e misturadoras de concreto, silos e sistemas para movimentação de agregados, acabamento de pisos de concreto, compactação de solo e corte de concreto e asfalto.

A alemã Liebherr, uma das principais fabricantes mundiais de equipamentos para construção, apresentará sua linha de betoneiras e lançará no mercado brasileiro uma nova geração de autobombas e bombas rebocáveis para concreto.

“A nova linha de autobombas e bombas rebocáveis para concreto foi desenvolvida para atender às necessidades do mercado brasileiro e latino-americano. Com esse lançamento, ampliamos nossa atuação também na etapa de distribuição do concreto, oferecendo soluções que combinam alta produtividade, robustez, operação segura e manutenção facilitada”, afirma o gerente divisional de Tecnologia do Concreto da Liebherr, Gian Romano.

Segundo o executivo, outro diferencial é o desenvolvimento e a fabricação nacional dos equipamentos, aliados a uma estrutura de pós-venda consolidada. “Essa presença local garante suporte técnico ágil, disponibilidade de peças originais, maior disponibilidade mecânica dos equipamentos e aumento da produtividade nas operações dos clientes”, destaca.

Para Romano, o mercado brasileiro apresenta perspectivas positivas, impulsionado pelos investimentos em infraestrutura, programas habitacionais e pela necessidade crescente de elevar a produtividade dos canteiros. Ao mesmo tempo, ressalta que fatores como juros elevados e custos operacionais tornam os clientes mais criteriosos na escolha dos equipamentos, priorizando confiabilidade, disponibilidade mecânica e suporte técnico especializado.

O executivo também avalia que conectividade, automação, inteligência artificial e eletrificação estarão entre as principais tendências para o segmento nos próximos anos.

“Soluções que permitam monitorar a operação em tempo real, reduzir desperdícios, planejar a manutenção e aumentar a disponibilidade dos equipamentos serão cada vez mais valorizadas. A conectividade terá um papel central, com recursos para monitoramento remoto, gestão de frotas e diagnóstico preventivo. A eletrificação também deve avançar gradualmente no Brasil, enquanto automação e inteligência artificial ganharão espaço como ferramentas para aumentar a eficiência e a segurança das operações”, ressalta Romano.

Outra fabricante alemã que escolheu o Concrete Show para apresentar lançamentos é a Schwing-Stetter, especializada em equipamentos para bombeamento e transporte de concreto. Durante a feira, a companhia exibirá as novas autobombas da linha XS, desenvolvidas para aplicações de alto desempenho, além da nova geração de autobetoneiras da marca.

“Nosso estande será focado nas linhas S e XS da Schwing. Entre os lançamentos estão a autobomba XS10022MA, projetada para bombeamento em altura de edifícios de até 70 pavimentos, além dos modelos XS8010GB e XS12013GB para operações de alto volume. Também apresentaremos as novas autobetoneiras AM8FHC e AM10FHC, desenvolvidas para proporcionar rápida absorção dos agregados, homogeneização do concreto em tempo mínimo e elevada durabilidade”, afirma o presidente da Schwing-Stetter, Renato Torres.

Vitrine das principais fabricantes mundiais

Além da Liebherr e da Schwing-Stetter, o Concrete Show reunirá alguns dos principais fabricantes mundiais de máquinas pesadas e equipamentos para construção.

Entre eles está a Putzmeister Brasil, subsidiária da tradicional empresa alemã especializada em bombas de concreto e soluções para grandes obras de infraestrutura; a italiana Fiori, referência em referência em equipamentos para produção de concreto em campo e sistemas de contenção inteligentes.

As fabricantes chinesas também terão presença no evento. A XCMG Brasil, braço da multinacional chinesa com amplo portfólio de escavadeiras, guindastes, carregadeiras, equipamentos rodoviários e máquinas para construção e a Zoomlion, uma das maiores fabricantes chinesas de equipamentos para concretagem, terraplenagem e içamento;

O segmento também contará com fabricantes brasileiros especializados em equipamentos para produção e transporte de concreto, como a Menegotti, SITI RCO, Convicta e a Petrotec.

Os ingressos para visitantes e congressistas do “Construindo Conhecimento” estão disponíveis no site do evento: https://www.concreteshow.com.br/

Serviço:

Concrete Show South América – 17ª edição
Data: 25 a 27 de agosto de 2026
Local: São Paulo Expo | São Paulo
Horário: 13h às 20 horas

Mobilidade é estratégia para ampliar a competitividade dos destinos turísticos brasileiros
Propostas do Sistema CNC-Sesc-Senac defendem investimentos em infraestrutura, integração entre modais, aviação regional e conectividade para reduzir gargalo

 

Da Redação

A mobilidade está entre os eixos estratégicos apontados pelo Sistema CNC-Sesc-Senac como prioritários para o fortalecimento do turismo brasileiro. Por meio do Conselho Empresarial de Turismo e Hospitalidade (Cetur), a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) apresentou aos pré-candidatos à Presidência da República, durante a Agenda dos Presidenciáveis 2026, uma agenda de propostas voltada à construção de políticas públicas capazes de ampliar a competitividade dos destinos, estimular investimentos e promover o desenvolvimento econômico e social.

Reunidas na publicação Políticas Públicas de Turismo – Propostas e Recomendações, as propostas consideram a mobilidade um fator determinante para a capacidade de atração e permanência de visitantes. A agenda defende a melhoria da infraestrutura urbana e regional, o aumento da conectividade e a integração dos diferentes modais de transporte como medidas essenciais para facilitar o acesso aos destinos e aprimorar a experiência turística.

O documento parte de um cenário de expansão da atividade. Em 2025, o turismo brasileiro alcançou seu melhor desempenho dos últimos 14 anos, representando cerca de 8,1% do Produto Interno Bruto (PIB), impulsionado pelo crescimento do turismo doméstico e pelo recorde de 9,3 milhões de turistas internacionais.

Pelo menos 850 instituições participaram do processo de construção das propostas, que contou ainda com a contribuição de 32 entidades nacionais representativas da cadeia produtiva do turismo. Essas organizações estiveram à frente da elaboração das recomendações nacionais e assinam o documento, consolidando uma agenda construída de forma ampla e participativa.

A importância da mobilidade aparece na consolidação das propostas elaboradas pelas 27 unidades da Federação durante as oficinas do programa Vai Turismo – Rumo ao Futuro, iniciativa nacional da CNC voltada ao desenvolvimento sustentável e ao fortalecimento da competitividade do turismo brasileiro.

Infraestrutura como fator de competitividade

A agenda estratégica destaca que a conectividade e a mobilidade influenciam diretamente a competitividade dos destinos turísticos. Sistemas de transporte mais eficientes contribuem para melhorar o acesso, reduzir gargalos logísticos e favorecer a circulação de visitantes entre diferentes regiões.

Nesse sentido, uma das propostas é priorizar investimentos federais na qualificação da mobilidade em territórios turísticos estratégicos, especialmente aqueles que apresentam alto fluxo de visitantes ou baixa conectividade. A recomendação prevê a articulação entre políticas de transporte urbano e regional, com critérios de elegibilidade e indução de projetos integrados.

A iniciativa busca melhorar a acessibilidade, a fluidez do tráfego e a experiência de deslocamento dos turistas, considerando a mobilidade como uma questão de infraestrutura, mas também como parte da própria experiência de viagem.

Aviação regional no centro da agenda

A conectividade aérea é outro ponto de destaque entre as recomendações. Para o trade turístico, o fortalecimento da política nacional de aviação regional passa pela modernização de aeroportos estratégicos, aperfeiçoamento regulatório e concessões.

A agenda também defende a adoção de incentivos fiscais e operacionais que possam aumentar o acesso a destinos prioritários e contribuir para o aumento da competitividade do setor.

A ampliação da conectividade regional é considerada especialmente relevante para destinos que possuem potencial turístico, mas enfrentam barreiras de acesso. A redução dos custos associados à mobilidade e a oferta de alternativas de transporte são apontadas como fatores essenciais para integrar territórios e distribuir melhor os fluxos de visitantes.

Integração entre diferentes modais

Além da aviação, as propostas defendem uma abordagem integrada da logística turística. A recomendação é articular, em escala nacional, a conexão entre os destinos turísticos e os principais centros emissores, coordenando os diferentes modais de transporte.

A medida busca reduzir gargalos estruturais, promover a integração regional, otimizar os fluxos e diminuir os deslocamentos necessários para que o visitante chegue aos destinos. A integração modal também pode contribuir para ampliar a circulação de turistas entre diferentes localidades, fortalecendo cadeias econômicas associadas à atividade.

Para o Sistema CNC-Sesc-Senac, o enfrentamento dos gargalos de mobilidade deve fazer parte de uma política pública estruturante, articulada entre União, Estados, Municípios e iniciativa privada.

Infraestrutura náutica e economia azul

A mobilidade turística também contempla os deslocamentos por vias aquáticas. Nesse campo, a agenda propõe a estruturação de uma política nacional para o desenvolvimento da infraestrutura náutica turística.

A recomendação prevê diretrizes para planejamento costeiro e hidroviário, licenciamento ambiental e incentivos a investimentos sustentáveis. O objetivo é aumentar a conectividade, fomentar a economia azul e, simultaneamente, contribuir para a conservação dos ecossistemas aquáticos.

A proposta amplia a discussão sobre mobilidade para além dos sistemas tradicionais de transportes terrestre e aéreo, considerando o potencial das vias navegáveis e das áreas costeiras para a integração dos destinos turísticos brasileiros.

Conectividade para distribuir os fluxos turísticos

Nas regiões Norte e Nordeste, a agenda regional destaca a necessidade de desenvolver a competitividade turística, com ênfase na melhoria da conectividade aérea, na qualificação da oferta e no fortalecimento do posicionamento dos destinos nos mercados nacional e internacional.

A expansão de rotas, a integração regional e o aprimoramento da mobilidade são apontados como fatores importantes para reduzir as barreiras de acesso aos destinos nordestinos e favorecer uma distribuição mais equilibrada dos fluxos turísticos.

A abordagem está alinhada à compreensão de que o crescimento do turismo depende não apenas da capacidade de atração dos destinos, mas também das condições oferecidas para que o visitante possa chegar, circular e permanecer neles.

Varejo brasileiro enfrenta mudança estrutural diante do avanço das plataformas digitais
Juros elevados agravam dificuldades conjunturais

 

Por Hugo Cilo, do Brazil Economy

 

Os balanços do segundo trimestre de 2026 expuseram uma divisão cada vez mais nítida no varejo brasileiro. De um lado, redes tradicionais enfrentam vendas fracas, crédito caro, consumidores endividados e estruturas físicas que exigem despesas elevadas. De outro, plataformas como Mercado Livre, Amazon e Shopee ampliam receitas, pedidos e participação de mercado, apoiadas em escala, tecnologia, logística e serviços financeiros.

A diferença não significa que as lojas físicas tenham perdido sua função ou que todas as empresas tradicionais estejam condenadas ao declínio. O desempenho recorde da Riachuelo mostra justamente o contrário. O ponto central é que o ambiente macroeconômico adverso passou a acelerar uma transformação estrutural que já estava em curso e que, anos atrás, provocou uma onda de fechamentos, recuperações judiciais e mudanças de formato no varejo dos Estados Unidos.

No Brasil, a conjuntura torna essa adaptação mais difícil. Mesmo após o início do ciclo de cortes, a taxa Selic permanece em 14% ao ano. O custo elevado do dinheiro limita compras parceladas, pressiona o capital de giro e aumenta as despesas financeiras das companhias. O endividamento das famílias, por sua vez, reduz a renda disponível e obriga o consumidor a concentrar gastos em itens essenciais.

Os efeitos são mais intensos em segmentos dependentes de financiamento, como móveis, eletrodomésticos e eletrônicos. Também atingem empresas com dívidas elevadas ou grande necessidade de recursos para financiar estoques, crediário e expansão.

Na temporada de balanços dos últimos dias, o Magazine Luiza registrou queda de 2,6% na receita líquida, para aproximadamente R$ 8,9 bilhões. O volume bruto de mercadorias, o GMV, recuou 5%, enquanto o indicador do comércio eletrônico caiu cerca de 12%, tanto nas vendas próprias quanto no marketplace. O desempenho das lojas físicas foi melhor, com crescimento de 10%, favorecido pela demanda por televisores durante a Copa do Mundo.

A diferença entre os canais revela uma das contradições do momento. O Magalu construiu uma das operações digitais mais relevantes entre as empresas brasileiras, mas precisa concorrer com plataformas globais dispostas a investir grandes volumes em frete, publicidade, tecnologia e aquisição de clientes. Ao mesmo tempo, carrega uma rede física, estoques próprios e uma operação financeira exposta ao custo do crédito.

A Casas Bahia representa o quadro mais grave. A companhia apresentou prejuízo superior a R$ 10 bilhões, dos quais R$ 9,1 bilhões decorreram de efeitos contábeis não recorrentes relacionados ao redimensionamento da operação. Mesmo descontados esses impactos, porém, o resultado permaneceu negativo. A rede fechou 298 lojas e passou a admitir a possibilidade de uma nova recuperação extrajudicial ou judicial.

A crise da empresa não pode ser atribuída exclusivamente à concorrência digital. Endividamento, dificuldades de financiamento, perda de rentabilidade e problemas de execução também pesaram. Ainda assim, o caso mostra como uma estrutura construída para outro ciclo do consumo pode se tornar vulnerável quando o crédito encarece e o cliente passa a comparar preços, prazos e condições de entrega em poucos segundos.

A pressão também chegou à moda, embora de maneira desigual. A Renner obteve receita consolidada de R$ 4,2 bilhões, avanço de apenas 1%, e lucro praticamente estável em R$ 405 milhões. Diante da desaceleração das vendas, a companhia reduziu sua estimativa de crescimento da receita varejista em 2026, anteriormente situada entre 9% e 13%, para uma faixa de 4% a 8%.

Além do ambiente econômico e da redução do fluxo durante a Copa do Mundo, a empresa mencionou o aumento da concorrência de plataformas internacionais. Esse elemento é importante porque mostra que o avanço dos marketplaces deixou de afetar somente eletrônicos e artigos para o lar. Shopee, Shein, Amazon e Mercado Livre disputam agora categorias como roupas, cosméticos, acessórios e itens de consumo recorrente.

A Riachuelo destoou desse cenário. A varejista alcançou lucro de R$ 167,9 milhões, crescimento anual de 36,2% e o melhor resultado já registrado pela companhia em um segundo trimestre. A receita líquida avançou 3,3%, para R$ 2,69 bilhões, enquanto o Ebitda cresceu 12,7%, para R$ 460,6 milhões.

O desempenho foi sustentado por vendas maiores de vestuário, redução de remarcações, controle de estoques, eficiência industrial e recuperação da operação financeira Midway. A companhia demonstrou que o cenário econômico não determina sozinho os vencedores e perdedores. Execução, posicionamento, diferenciação e disciplina financeira continuam decisivos.

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