Fluke cria operação dedicada ao varejo e projeta dobrar participação no canal em dois anos
Companhia prevê abertura de 500 novos pontos de venda em 2026 e futura expansão para home centers e lojas de departamento

Da Redação

A Fluke iniciou uma nova estratégia de expansão no varejo brasileiro ao estruturar um canal de revenda dedicado a pequenos e médios lojistas. A iniciativa busca atender uma demanda já identificada de cerca de mil revendedores interessados em comercializar a marca e faz parte do plano da companhia para ampliar sua presença no varejo físico e digital, dobrando a participação do canal nos próximos dois anos.

Embora os produtos de varejo da empresa já estivessem disponíveis ao consumidor final em lojas físicas, e-commerce e marketplaces como Amazon e Mercado Livre, os pequenos e médios lojistas enfrentavam dificuldades para acessar condições comerciais competitivas para revenda. Isso ocorria porque os produtos eram adquiridos majoritariamente por meio de distribuidores especializados no segmento industrial, modelo que restringia a capilaridade do varejo para a Fluke e limitava a comercialização de seus equipamentos em termos de preço e margem para esses pequenos comerciantes.

A retomada do foco no varejo faz parte de uma estratégia mais ampla da companhia, que é líder mundial em ferramentas de teste e medição profissionais, para ampliar sua capilaridade no Brasil. O movimento ganhou impulso a partir do crescimento das vendas digitais e da parceria direta com a Amazon, que reforçou o potencial de expansão da marca além dos canais industriais tradicionais.

A decisão acompanha o desempenho do varejo brasileiro, que encerrou 2025 com alta de 1,6%, segundo dados do IBGE, e apresentou um crescimento de 1,2% no primeiro trimestre de 2026, na comparação com o mesmo período de 2025, segundo levantamento da Mastercard Spendingpulse.

De acordo com o Gerente Nacional de Vendas para o Varejo da Fluke Brasil, Rodrigo Garavelli, a empresa só precisava desenhar a melhor estrutura para suportar esse movimento. “Identificamos uma demanda relevante de lojistas que reconhecem o valor da marca e desejam ampliar sua oferta de produtos profissionais. O que faltava era uma estrutura comercial adequada para atender esse público de forma competitiva e sustentável. Com esse novo modelo, conseguimos aproximar a Fluke de um universo muito maior de revendedores”, afirma.

Expansão com capilaridade nacional

Para viabilizar a expansão, a Fluke escolheu o Grupo OVD como parceiro estratégico na fase inicial da operação. Com atuação nacional, cerca de 65 mil clientes ativos e uma força comercial composta por aproximadamente 900 representantes, a distribuidora atacadista de ferramentas e equipamentos será responsável por ampliar rapidamente a capilaridade da operação em todo o país.

O portfólio disponível para revenda reúne um pull restrito de itens de varejo, com foco em quatro produtos principais. O modelo não é exclusivo, de modo que outros distribuidores podem operá-lo desde que cumpram os critérios definidos pela Fluke. Já os produtos voltados à indústria permanecem com os distribuidores especializados, que dispõem de equipe técnica, demonstrações de equipamentos e estrutura de estoque.

A nova estrutura também estabelece diretrizes comerciais específicas para o varejo, criando maior previsibilidade de preços e condições competitivas entre lojas físicas, distribuidores e marketplaces.

Segundo Garavelli, o varejo representa uma importante frente de crescimento para a Fluke no Brasil. “Nossa expectativa é ampliar significativamente a presença da marca nos pontos de venda e fortalecer o relacionamento com lojistas que buscam produtos reconhecidos por qualidade, segurança e confiabilidade”, ressalta o executivo.

Meta de crescimento e novas frentes de atuação

A expectativa da companhia é abrir 500 novos pontos de venda já em 2026 e dobrar o tamanho da operação de varejo em até dois anos, ampliando a presença em lojas físicas de regiões onde hoje é encontrada somente no ambiente digital. Para os lojistas, a operação oferece acesso a um portfólio dedicado de produtos de varejo em condições comerciais que tornam a revenda mais competitiva e atrativa.

Em uma segunda fase, a companhia pretende expandir sua presença para home centers e lojas de departamento, ampliando a exposição da marca e aproximando seus produtos de um público mais amplo.

“A expansão do varejo tem potencial para impulsionar todo o ecossistema de negócios da Fluke no país. Quanto maior a presença da marca nos pontos de venda, maior o interesse por nossos equipamentos e, como consequência, na disseminação de tecnologias que ajudam profissionais a trabalhar com mais precisão, segurança e eficiência”, conclui Garavelli.

OMS e Unicef destacam avanço do Brasil em vacinação
País reduziu de 360 mil para 50 mil o número de crianças que não receberam a primeira dose da vacina pentavalente

 

Da Redação

Dados divulgados na terça-feira (14) pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) mostram que o Brasil reduziu de forma expressiva o número crianças zero-dose, aquelas que não receberam a primeira dose da vacina com componente DTP — representada no Brasil pela pentavalente, que protege contra difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e infecções causadas pelo Haemophilus influenzae tipo b (Hib), bactéria responsável por doenças graves, como meningite e pneumonia. Com isso, o país deixou de integrar a lista dos 20 países com o maior número dessas crianças e registrou um dos maiores avanços mundiais na recuperação da cobertura vacinal infantil.

De acordo com as Estimativas OMS-Unicef de Cobertura Vacinal Nacional (WUENIC), o número de crianças zero-dose no Brasil caiu de 360 mil, em 2023, para 255 mil em 2024, alcançando 50 mil em 2025. O resultado representa uma redução de aproximadamente 86% em relação ao ano anterior e de quase 90% na comparação com 2023.

Segundo as estimativas, o Brasil vem melhorando a cobertura vacinal ano após ano, ao mesmo tempo em que reduz o número de crianças zero-dose. As organizações atribuem esse resultado ao aumento da cobertura vacinal e aos aprimoramentos no sistema público de registro e divulgação das informações sobre imunização, tornando os dados mais precisos e completos.

O avanço reflete o fortalecimento das ações de imunização desenvolvidas pelo Ministério da Saúde em parceria com estados e municípios. Entre as estratégias adotadas estão a retoma intensificação das campanhas de vacinação, com a retomada dos dias de mobilização, a busca ativa de crianças com esquemas vacinais incompletos, a ampliação da vacinação em escolas, o fortalecimento da rede de salas de vacina, a melhoria dos sistemas de informação do Programa Nacional de Imunizações (PNI) e o monitoramento contínuo das coberturas vacinais em todo o território nacional.

Cenário internacional

Os resultados brasileiros ocorrem em um contexto em que a recuperação da vacinação infantil ainda avança lentamente em nível mundial. Os dados da WUENIC apontam que, aproximadamente 116 milhões de crianças, o equivalente a 90% dos bebês nascidos em 2025, receberam ao menos uma dose da vacina contra difteria, tétano e coqueluche (DTP). Já 110 milhões (85%) completaram o esquema de três doses. Apesar da melhora em relação ao ano anterior, a cobertura global permanece abaixo dos níveis registrados antes da pandemia de Covid-19.

O relatório estima que 13,5 milhões de crianças permaneceram sem receber a primeira dose da vacina contendo DTP em 2025, indicador utilizado internacionalmente para monitorar crianças zero-dose. Outros 7,3 milhões iniciaram o calendário vacinal, mas não concluíram o esquema recomendado. Como consequência, 57 países registraram surtos importantes de sarampo ao longo do último ano.

Entre os 195 países avaliados, apenas 30 conseguiram ampliar suas coberturas vacinais desde 2019, enquanto 65 permaneceram estagnados ou apresentaram retrocessos. O Brasil está entre os 17 países que registraram aumento superior a cinco pontos percentuais na cobertura da primeira dose da vacina contendo DTP entre 2019 e 2025 e apresentou o segundo maior crescimento no período, de 19 pontos percentuais, atrás apenas da Líbia.

Destaque nas Américas

Na Região das Américas, o Brasil apresentou desempenho superior ao observado em diversos países. Enquanto algumas nações registraram queda na cobertura da primeira dose da vacina DTP entre 2024 e 2025, o Brasil manteve a tendência de recuperação da vacinação infantil e reduziu significativamente o número de crianças zero-dose.

Em números absolutos, México (218 mil), Venezuela (185 mil), Argentina (101 mil) e Bolívia (89 mil) concentram atualmente os maiores contingentes de crianças zero-dose na região. O Brasil reduziu esse número para cerca de 50 mil crianças, resultado que reforça o processo de recuperação das coberturas vacinais no país.

As estimativas da OMS e do Unicef são elaboradas anualmente com base nos dados reportados pelos países e constituem a principal referência internacional para o acompanhamento da cobertura vacinal. As organizações ressaltam que o fortalecimento dos programas nacionais de imunização, dos sistemas de informação e das estratégias voltadas à ampliação do acesso às vacinas é fundamental para prevenir surtos de doenças imunopreveníveis e garantir a proteção da população infantil.

CNC defende isonomia tributária em encontro com o MDIC
Entidade alerta para distorções concorrenciais e reforça necessidade de proteger comércio e indústria nacionais

 

Da Redação

Em reunião no Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) realizada na última quinta-feira (9), a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) ressaltou que a ausência de isonomia tributária entre produtos nacionais e importados tem gerado desequilíbrios concorrenciais, afetando diretamente o comércio e a indústria.

O encontro reuniu representantes do setor produtivo e do governo federal para discutir os impactos da medida provisória que isenta de tributação as remessas internacionais de até 50 dólares, com foco nos efeitos no mercado interno, no emprego e na competitividade das empresas brasileiras.

Representando o presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros, o diretor da CNC e presidente da Fecomércio-SC, Hélio Dagnoni, levou ao ministério a preocupação da Confederação e das Federações do Comércio em todo o País. Ele ressaltou que o tema tem impacto direto na sustentabilidade do setor. Também participaram da reunião Douglas Pinheiro, coordenador do Executivo da Diretoria de Relações Institucionais da CNC; Edmundo Lima, diretor executivo da ABVTEX; Allan Grabarz, Relações Institucionais da Renner; o consultor tributário da Confederação, Gilberto Alvarenga; os assessores da DRI Maria Clara Vilas Boas e Carlos Jacomes e o assessor da Fecomércio-SC Elder Figueredo Arceno.

“Como a CNC, outras Federações do Brasil e todos que representam o comércio de bens, serviços e turismo, nós ficamos preocupados com essa medida provisória e já vemos reflexo no setor”, explicou Dagnoni.

Dagnoni também enfatizou a necessidade de criar condições de concorrência mais equilibradas no Brasil. Ao relatar experiência recente em polos industriais italianos, observou que a tributação sobre importações de baixo valor é utilizada como instrumento de proteção à produção local e à competitividade da indústria.

“Na Itália, eles têm a taxação da importação de tudo que entra, porque com isso eles protegem muito o negócio, principalmente a alta-costura. Vemos que, quando não tem imposto nenhum para concorrer, fica muito difícil manter o trabalho”, disse.

Estudos reforçam debate técnico

Durante a reunião, a CNC informou que vem desenvolvendo estudos sobre os impactos das políticas de importação, com foco nos efeitos sobre o comércio de bens, serviços e turismo e a economia como um todo.

Segundo a entidade, os levantamentos buscam contribuir para a qualificação do debate, avaliando aspectos como competitividade, geração de empregos e dinâmica das cadeias produtivas.

Estudos da Gerência Executiva de Análise, Desenvolvimento Econômico e Estatístico (Geade) indicam que, após a implementação da chamada “taxa das blusinhas”, houve redução de 33% no volume de remessas internacionais, ao mesmo tempo em que a arrecadação do imposto de importação avançou 336%, evidenciando mudanças relevantes no comportamento do comércio eletrônico internacional e na formalização das operações.

Outro estudo está em fase final de consolidação com o levantamento do impacto da recente retirada do imposto e será encaminhado ao MDIC nos próximos dias, a fim de subsidiar a análise do governo e a construção de alternativas para o setor.

MDIC defende equilíbrio e continuação do diálogo

O ministro demonstrou preocupação com os efeitos da falta de paridade tributária para o setor, que enfrenta forte concorrência de produtos importados de baixo custo, impactando a produção e o comércio em diversas regiões do País.

Ao final da reunião, reforçou o compromisso de manter o diálogo com o setor produtivo e construir soluções conjuntas. “Eu quero me colocar à disposição para ser esse canal de diálogo”, disse.

Como encaminhamento, solicitou o envio dos estudos elaborados pela CNC para subsidiar a análise do governo e indicou que pretende avaliar alternativas e cenários nas próximas semanas, em articulação com o Congresso Nacional.

A reunião reforça a atuação institucional do Sistema CNC-Sesc-Senac na defesa do comércio de bens, serviços e turismo com base em dados técnicos e no diálogo permanente com o poder público para aprimoramento das políticas voltadas ao setor.

Grandes eventos esportivos ampliam risco de ataques cibernéticos
Especialista em cibersegurança lista cinco medidas para empresas evitarem riscos de golpes digitais durante partidas decisivas e eventos de grande audiência

 

Da Redação

Enquanto milhões de torcedores acompanham os últimos lances da Copa do Mundo, a atenção das organizações se volta para a ampliação da superfície de ataque em seus ambientes digitais. Grandes eventos esportivos costumam representar um período de maior oportunidade para cibercriminosos, que se aproveitam das transmissões para intensificar tentativas de fraude, disseminação de malware, phishing e até ataques de ransomware contra empresas.

De acordo com Bruno Ortale, Head de Cibersegurança da Delfia, curadoria de jornadas digitais, o risco não está apenas no aumento do volume de ataques, mas também, na mudança de comportamento das pessoas durante esses períodos. Equipes podem demorar mais para identificar comportamentos suspeitos ou responder a incidentes, ampliando a janela de atuação dos criminosos. “Em momentos de muita atenção por exemplo, durante um gol ou uma jogada decisiva, esse desvio de foco cria uma oportunidade para grupos criminosos organizarem ataques justamente quando há maior distração”, explica.

Além de golpes relacionados a falsos ingressos, promoções fraudulentas e campanhas de phishing, o ransomware continua entre as principais preocupações das empresas. Isso porque qualquer incidente que interrompa operações durante momentos de grande exposição pode gerar impactos financeiros e reputacionais significativos. “O ransomware permanece como uma ameaça constante durante todo o ano. Em grandes eventos, porém, empresas com menor maturidade em cibersegurança ficam ainda mais vulneráveis, já que o aumento da exposição facilita a disseminação de malwares e amplia as possibilidades de comprometimento dos ambientes”, afirma o Head de Cibersegurança da Delfia.

Cinco medidas para reduzir riscos durante grandes eventos

Para minimizar a exposição a ameaças cibernéticas durante períodos de alta visibilidade, a Delfia recomenda que as organizações reforcem sua postura preventiva antes mesmo do início dos eventos. Entre as principais medidas estão:

1. Reforçar o posicionamento preventivo. Revisar controles de segurança, validar configurações e garantir que os ativos críticos estejam devidamente protegidos antes do início do evento.

2. Preparar e conscientizar as equipes. Alinhar os times de tecnologia e segurança sobre os principais riscos do período, reforçando procedimentos e responsabilidades para evitar perda de foco diante do aumento da demanda.

3. Revisar regras, automações e casos de uso. Verificar se as ferramentas de monitoramento estão devidamente ajustadas (“tunadas”) para identificar comportamentos esperados durante o evento e reduzir falsos positivos ou lacunas de detecção.

4. Monitorar continuamente sinais de comportamento anômalo. Movimentações incomuns, alterações de tráfego, acessos inesperados e qualquer comportamento fora do padrão devem gerar alertas imediatos e investigação pelas equipes de segurança.

5. Reduzir o tempo de resposta a incidentes. Garantir monitoramento contínuo dos ativos críticos, manter toda a telemetria atualizada e envolver parceiros tecnológicos e fabricantes quando necessário para acelerar a resposta caso um incidente seja identificado.

Para a Delfia, o diferencial está em garantir que os analistas permaneçam focados na identificação de ameaças relevantes, evitando que sinais importantes passem despercebidos. “Em períodos críticos, a velocidade de resposta faz toda a diferença. Quanto menor o tempo entre a detecção e a contenção de um incidente, menores tendem a ser os impactos para o negócio. Por isso, planejamento, monitoramento contínuo e integração entre equipes e parceiros tecnológicos são fundamentais para proteger operações críticas durante grandes eventos”, conclui Bruno Ortale, da Delfia.